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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Por um 2016 sem chupeta e sem mamadeira - parte 2

Mesmo tendo entregue a chupeta, seguíamos com a mamadeira. E eu, esperando o momento exato para tirar.

Apenas 3 dias depois da entrega da chupeta, estávamos novamente na estrada para aproveitar o recesso. Fomos para a praia.

Eis que dia 31 pela manhã, lavava a mamadeira quando o bico estragou completamente. O bico era novo, mas mesmo assim rasgou. No momento, assustei e, ao mesmo tempo, vi a oportunidade em tirar a mamadeira dele. Ele me esperava na sala e avisei: - Iii Arthur, a mamadeira quebrou. Estragou o bico, olha! Mostrei a ele a prova cabal de que não ia ter mamadeira aquele dia, naquela hora.

Ele, como sempre rápido, rebateu: - Então eu nunca mais vou ter mamadeira?!

Pronto! Resolvido. Concordei, meio sem jeito e já ofereci o leite com chocolate na caneca - como ele tinha tomado na casa de um amigo, uns dias antes.

Ele aceitou e quando coloquei a caneca na mesa, uma das garrafas de água tinha um canudo e para fazer uma graça ainda ofereci o canudo, proposta que ele acolheu bem.

Ali estava minha jogada de mestre. Leite na caneca com canudo. Acabou a mamadeira.

Sabia que ia ser mais fácil e rápido, só não imaginava o quanto.

De volta a São Paulo, ainda vimos em uma loja um destes copos com canudo e trava e ele gostou e me pediu. Eu, para incentivar a transição e toda esta mudança, na mesma hora topei comprar para ele.

Ele ainda continua chupando o dedo para dormir, mas nunca mais pediu chupeta ou mamadeira. E assim seguimos. E eu torcendo para ele desistir logo dessa história de chupar dedo. Mas vamos que vamos. Para o próximo desafio porque na vida materna, a próxima fase é sempre mais difícil.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Exigente

No alto (ou seria melhor dizer no baixo?) de seus dois anos, Arthur deu para escolher o que quer. E é em relação a tudo. Escolhe as roupas, os sapatos, onde vai dormir e até o que vai beber.

Quando vou vestir a roupa, além do escândalo básico de todo-santo-dia ele ainda me diz aos prantos: esse não, esse não. Eu tento resolver negociando: você quer a blusa do avião ou o da escola ? Às vezes funciona, às vezes não. Em alguns dias ele já me anuncia: esse não, a do ninino de itaite (esse não, a do menino de skate). E com os sapatos é quase a mesma coisa, só que pior. Ele pede o sapato igual do Theo e quando vou vestir ele me diz: esse não, da he-e-na (esse não, igual ao da Helena). E quando troco e venho com o sapato igual ao da Helena ele me diz: esse não, idau Theo (esse não, igual ao do Theo). E travamos uma básica luta de que sapato vai pôr até que ele se convence ou, na maior parte das vezes, eu me canso do diálogo ad infinitum e coloco qualquer um mesmo e ele fica chorando por no máximo 30 segundo e se rende e fica contente de novo seja lá com que sapato estiver.

Toda noite depois que ele põe o pijama e quando começa a apagar as luzes da casa e já entende que vai para cama, ele pede onde quer dormir: tato, mamãe (quarto, mamãe. Ou seja, ele quer dormir na minha cama). Mas essa história de quarto estava se repetindo todas as noites e então determinei que ele só pode ir dormir no quarto aos finais de semana (sextas e sábados) e que nos dias de semana ele vai dormir no berço. Então, quando ele pede 'tato', eu aviso: hoje é dia de semana, então é dia de berço. E ele repete: bê-ço, mamãe (berço, mamãe). E vamos ao berço. Quer dizer, ele vai e eu fico ali, sentada no pufe ao seu lado aguardando ele adormecer e só então vou fazer minhas coisas, ver novela e dormir.

Agora, o menino deu para escolher o que bebe. Outro dia tomávamos suco de caju e então decidiu: tuto, mamãe. a-ju não, aianja (Suco mamãe, mas de caju não, de laranja). Oi? E lá foi o marido fazer o tal suco de laranja que ele queria. E ele anda tarado por suco de laranja porque é, de longe, o que ele mais pede ultimamente.

Exigente ou não esse menino? Como tudo na vida, as coisas tem seus prós e contras. Nem sempre eu tenho paciência para negociar ou convencê-lo, e então quem tem que se impor sou seu. Ele não gosta, chora, mas em pouco tempo acaba cedendo. Como no caso do suco de laranja, não há problemas, eu também tenho vontade de suco disso ou daquilo ou de vestir essa ou aquela roupa. Claro que não dá para ficar no looping eterno como ele faz com os sapatos, mas vamos negociando e tentando se entender. Apesar de às vezes encher e tudo, acho ótimo que ele tem se expressado e mostrado que também já quer um ou outra coisa. Enfim, se a beleza da vida não estiver em ver as coisas boas até nas coisas ruins, que graça tem?

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Baixo peso e um menino esticado

A saga do baixo peso continua, mas depois do piti que dei no consultório o ano passado (contei aqui) o pediatra se mantém menos neurótico e mais ponderado para felicidade geral da nação.

Então, na verdade, a grata surpresa desta consulta foi a esticada do Arthur de 6 centímetros de novembro para cá. Eu tinha percebido nas férias que ele tinha crescido (e perdido um monte de calça), mas nem eu imaginava que era tanto. Talvez isso explique as pedidas de tetê em plena madrugada e também me conforta já que o baixo peso persiste.

O médico ponderou que cada vez mais ele se aproxima da curva padrão. Então seguimos com um menino magro e esticado e mais amado do que tudo (apesar das birras, manhas, chororôs e etc).

Como ele está com tosse (bem vindo ao retorno escolar) o médico receitou homeopatia, que já ajudou muito de sexta-feira para hoje. E seguimos com homeopatia, tosse e saudades antecipadas porque no final da tarde embarco para Curitiba e só volto na qarta-feira, mas isso eu conto no próximo post.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Arthur - 4 meses

Após nove meses de gestação, finalmente você pega seu bebê no colo e descobre como é cada detalhezinho do seu rosto. Mas a expectativa está só começando: você não vê a hora de ele começar a sentar, a rir, a bater palmas, não é? Com quanto tempo é normal começar a engatinhar? E entender seu próprio nome? E, claro, ainda há a ansiedade da família e de todos por perto para ajudar. São tantas dúvidas que, confesse, a vontade é ter um pediatra acoplado ao berço 24 horas por dia, só para fornecer informação suficiente sobre o que é normal ou não. Mas não se deixe levar pela afobação. É preciso respeitar o tempo de cada criança, permitindo que ela siga as etapas de seu amadurecimento e tentar não fazer muitas comparações com outros bebês. Há um intervalo normal para as crianças adquirirem certas habilidades, uns começam mais cedo, outros mais tarde, sem que isso seja um problema. “A capacidade de aprendizado de um bebê é muito complexa e cada pessoa adquire as habilidades a seu próprio tempo”, afirma Susan Hespos, PhD em psicologia cognitiva da Universidade de Northwestern, em Illinois (Estados Unidos).

4° mês
Penso, logo existo. Mesmo antes de seu filho falar ele já reflete sobre as coisas. Um estudo, realizado em 2010 pelo laboratório de cognição infantil da Universidade de Northwestern, mostra que bebês nessa fase já compreendem bem determinadas situações, mas ainda não conseguem vocalizar, de maneira adequada, o que pensam.

Corpo: Seu filho vai começar a se virar ao ouvir sons de diferentes direções, procurando por eles. Essa nova capacidade de se movimentar também indica que, a partir de agora, é bom ter mais cuidado ao deixá-lo sob uma superfície plana, pois ele começará a se virar sozinho sem muito aviso ou coordenação.

Saúde: Entre 2 e 6 meses o bebê precisa tomar 13 vacinas de acordo com o calendário oficial brasileiro. Mantenha a vacinação em dia para que o sistema imunológico do seu filho seja constantemente fortalecido.

Brinquedos: Um tapete de atividades, com brinquedos pendurados e dispostos em diferentes posições, é o passatempo ideal para seu bebê, que está se movimentando cada vez mais.

Alimentação: Nessa fase seu filho já não sente necessidade de se alimentar com tanta frequência, como antes. Ele continua se desenvolvendo normalmente, embora o ritmo de crescimento dos primeiros meses diminua um pouco. Não se assuste caso seu filho deixe de engordar mais de um quilo por mês ou cresça apenas uns poucos centímetros. Se for algo que mereça atenção, seu pediatra a alertará.

Comunicação: Seu bebê é uma minifábrica de sons. Ele começa a combinar consoantes e vogais e, embora ainda não sejam vocalizações conscientes, os primeiros papá e mamã poderão aparecer!

Fonte: Revista Crescer

Além disso, Arthur já fica sentado apoiado e há tempos procura pelos sons. Fica atento ao móbile do berço mesmo quando ele está desligado e sorri para todos, reconhecendo brincadeiras como de esconder e de ser suspenso no ar e retornar ao colo (mas com calma e nada de sacudir demais).

Dorme a noite toda desde o segundo mês e tem demorado cada vez menos tempo para finalmente dormir. Hoje cerca de 30 minutos mesmo depois do agito já são suficientes para embalá-lo pela noite toda. Já gargalha com brincadeiras, mas também fica bastante resmungão quando resiste ao sono durante o dia.

Tem noção das mãos e dos pés, então quando algo toca sua mão já belisca e tenta pegar e se empurra com os pés no carrinho, no berço e no trocador o que faz das trocas de roupa bem perigosas. Gosta de morder o dedo e já não sente nenhuma dificuldade em levar o indicador à boca para algumas mordidas.