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quarta-feira, 30 de abril de 2014

O óbvio ululante

Ontem levei Arthur para cama no limite do horário. E nosso combinado é de que quando ele enrola para ir para a cama não ganha estória.

No entanto, ontem mesmo indo no limite do horário eu cedi ao pedido de uma estória. Achei que ele fosse pedir a estória da Cleo (a vaquinha de pano que dorme com ele e sobre a qual tenho inventado algumas histórias que unem o dia a dia dele com a amizade com a vaquinha e as vivências pela qual ele tem passado), mas me pediu a estória da Branca de Neve.

Comecei contar a estória e percebi que ele estava dormindo e então parei a estória, mas fiquei ali na calmaria e no escurinho do quarto dele pensando na vida, nas tarefas que não tinha realizado no dia e nas outras tantas que ainda teria para hoje. Depois de alguns minutos, ele se virou e disse:

- Você não vai terminar a estória?

Me desculpei e beijei o dizendo que achei que ele estava dormindo. Então, debruçada sobre ele, perguntei:

- Onde foi que eu parei mesmo?

E ele me respondeu, apontando para o canto da cama:

- Ali!

Rindo e beijando ainda mais, expliquei:

- Não filho, onde a história parou?

E ele me respondeu de forma bastante óbvia:

- Na sua boca.

Ri muito, beijei mais ainda e terminei a história de onde tinha parado, obviamente.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Como entender esse menino?

Estou de férias, mas o menino continua com sua rotina. A única diferença é que dorme até o sono acabar e passa as manhãs comigo. Depois vai à escola normalmente e eu fico com a tarde livre para fazer o que eu quiser ou precisar.

Mas como entender esse menininho tão genioso? Hoje propus que ele me ajudasse a colocar as roupas dele que estavam no cesto para lavar comigo - assim consigo ficar de olho nele, sabe como? Ele foi todo amoroso e tranquilo, mas o mundo desabou tão logo eu coloquei o "naná" (manta) dele no cesto. Chorou, brigou, puxou a manta. Fez um escândalo danado até que eu devolvesse a manta. Em prol da minha sanidade mental e bem estar familiar devolvi e logo. E então fomos para a área de serviço e ele me ajudou a colocar as roupas na máquina - menos o "naná", obviamente.

Fechamos a máquina, coloquei o sabão e o amaciante e liguei. E então ele começou a brigar para colocar a manta. Abri de novo a máquina, mas ele se recusava a colocar a manta. Fechei de novo e liguei. E quando ele viu a máquina funcionando caiu no choro esticando a manta em direção à máquina, que já estava em funcionamento. Chorou copiosamente até que o sabão começou a se formar e ele começou a rir apontando para o "fão" (sabão) se formando.

Agora diz, como entender esse menino? Vai pensando que é fácil...