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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Dilemas materno-trabalhistas

Porque quando falaram em realizar o Congresso no mês de março eu logo avisei: que não seja na semana do dia 24 que é aniversario do meu filho. Melhor teria sido se eu tivesse sugerido a data do dia 24. 

Assim vai ser. O aniversário de 4 anos dele eu vou passar longe, em outro estado, trabalhando muito. Longe por cerca de uma semana! De arrasar qualquer coração de mãe. De revoltar qualquer um que trabalhe mesmo gostando do que faz e mais ainda quando se está em estado de descontentamento profissional.

Eu tentei muito mudar de emprego e não ter que encarar a situação, mas esta alternativa foge do meu controle. Na atual situação financeira eu não posso me negar a ir. São 5 anos e meio de empresa, um conhecimento acumulado razoável, bastante experiência e muitas obrigações. Simplesmente não dá para reverter o quadro.

As reuniões preparatórias estão sendo constantes. Nelas, eu aproveito para avisar que dia 24 não vai ser fácil para mim. Para que me tolerem e respeitem naquele dia. Eu torço para que dê tudo certo. E para que ele possa curtir o dia com um parabéns na escola bem animado e contente já que nem um beijo eu vou poder dar e ainda nem sei ao certo como vamos comemorar depois já que a grana está curta e as datas enroladas, já que na semana seguinte é feriado e depois talvez fique longe demais. Antes já estarei viajando e não sei mais o que fazer. 

O fato é que ele pede a festa dele e já diz quem quer convidar. Só falta a mãe decidir e ficar em paz consigo mesmo para resolver e colocar tudo em ordem. Afinal, um dilema como esse merecia anos de terapia para ser resolvido!

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Mais uma viagem

Amanhã parto para mais uma viagem de trabalho. Nem sei quantas, sem meu filho, já fiz. Só sei que esta me fez lembrar da primeira. Não sei se pela proximidade da data e pela coincidência de ser para o mesmo lugar, mas o fato é que me lembrou muito.

Há pouco mais de dois anos, (exatamente em agosto de 2012) eu viajei pela primeira vez sem meu filho. (aqui a prova, ops, post) Chorei ao sair de casa, chorei quando cheguei no aeroporto, chorei quando entrei no avião, chorei quando o avião pousou. Chorei horrores, mas a viagem a trabalho em si foi ótima e, no final, eu até consegui ir até a praia tomar uma cerveja, comer camarões enquanto não dava a hora de ir para o aeroporto.

Agora, sigo para o mesmo destino: Fortaleza. Quase que exatamente dois anos depois. Mas seguirei tranquila e em paz. Não só porque sei que ele está em boas mãos (na casa da vovó), mas porque sei que a independência dele é grande e ele dá conta de ficar sem problemas. Também sei, hoje, que dou conta de ser alguém sem ser mãe presente as 24 horas de um dia. Viajo, vou e continuo sendo a mãe dele porque nada no mundo vai tirar isso de mim, mas principalmente porque volto querendo mais do que nunca ser a melhor mãe do mundo para ele em um final de semana cheio de amor e presença!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

A viagem a trabalho e a apunhalada no coração

Eu já me acostumei a viajar a trabalho e deixá-lo. Eu já (quase) nem ligo mais e (quase) não choro. Mas geralmente viajo durante a semana, quando nosso tempo junto já é mesmo menor que aos finais de semana.

Ele já (quase) nem liga quando vou viajar e (quase) comemora porque vai dormir na casa da vovó (na verdade, ele comemora que vai dormir e depois lamenta que eu vou viajar, mas vai feliz). Mas ele está de férias da escola ficando todos os dias com a vovó. Para acabar de completar, a semana que antecedeu a viagem foi CHEIA de trabalho e fui pegá-lo tarde (quase) todo dia. Além disso, prometeram levá-lo para a praia nas férias e não cumpriram e ele está até doente de vontade de ir viajar.

Por último (mas não menos importante) vem a facada: Quando contei que ia viajar (o que sempre faço com uma certa antecedência) ele (que está com vontade de viajar) me pediu para ir junto. Desta vez, minha viagem foi marcada para domingo e o último voo era simplesmente às 15h30 e eu, com um monte de bagagem, tendo que chegar no aeroporto com muito tempo de antecedência. Some tudo e você vai entender o que passei neste domingo.

Quando logo de manhã ele acordou e me disse que a gente tinha esquecido de ir na pracinha no dia anterior (ele dormiu na volta do cabeleireiro no final da tarde e foi até o dia seguinte direto) eu comecei meu dia da pior maneira que aquele domingo podia começar.

Eu não pensei, óbvio, nem meia vez. Larguei tudo como estava e saímos para brincar na pracinha. Como era de manhã e tem o horário do almoço dele e eu tinha horário para embarcar, combinei que podíamos ficar um hora na pracinha e ele achou ok. Brincamos muito. O observei (cheia de orgulho) dividir brinquedos com os amigos da pracinha e ser uma criança super feliz, obediente, descontraída e despojada. Olhei, amei mais que nunca e me entristeci por não poder passar o resto daquele domingo com ele. 

Pouco antes de dar a uma hora combinada, ele pediu um suco e nos dirigimos à padaria do outro lado da rua. Quando paramos na banca para eu comprar uma revista para o avião, ele pediu uma bugiganga, mas eu disse não. Ele insistiu, reclamou, mas conversamos e saímos de lá rindo direto para casa como ele me pediu, deixando até mesmo o suco na padaria de lado. Fomos para casa, ele almoçou e ficou brincando enquanto eu terminava de arrumar as coisas. Saímos e ele me acompanhou até o aeroporto, onde chegou dormindo e nem nos despedimos.

Se isso não é uma apunhalada no coração de uma mãe, eu não sei o que mais pode ser.

sábado, 6 de julho de 2013

segunda-feira, 1 de julho de 2013

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Rumo ao centro-oeste do Brasil

O ritmo de trabalho anda aceleradíssimo. Milhões de eventos na agenda e eu não passarei ilesa. Lá todo mundo tem filho pequeno e se reveza para dar conta, então estamos todos no mesmo barco.

Depois de ter ido à Brasília no começo do mês embarco hoje para Palmas (TO) para fazer um encontro regional e apesar de ter que deixar o Arthur, eu adoro as viagens. Primeiro porque me apaixonei pelo projeto de regionalização da entidade, segundo porque eu amo o que eu faço, terceiro porque é bom pensar que eu sou uma pessoa no singular e quarto porque eu aprendo muito.

Ainda nem fui e já sei de outra agenda para o final do mês que vem, que deve acontecer em Florianópolis. Pode ser que antes tenha outra agenda em Brasília, mas ainda não é certo. O ritmo está frenético. Até o final do ano muita coisa ainda vai rolar, então pensei numa coisa muito legal.

É fato que vou viajar e muitas vezes eu não tenho escolha sobre ir ou não ir. Sou a única jornalista e assessoro como os outros, então resolvi que escreverei um cartão postal e enviarei pelo correio em cada cidade que for, em cada viagem que fizer. Hoje não faz diferença, mas quem sabe daqui a alguns anos? Não quero que minha ausência seja apenas uma lacuna, quero preenchê-la com cores, frases e palavras de amor porque eu o amo tão grande que tenho certeza que meu amor vai chegar nele onde quer que eu esteja.

Estou dando START no projeto Postais do Amor. Logo mais mando mais notícias!

sexta-feira, 1 de março de 2013

Afazeres de férias

* Ir ao cinema sozinha
* Levar o sobrinho ao cinema
* Comemorar 4 anos de casada
* Terminar as lembrancinhas do aniversário do Arthur
* Ir no Outlet da Pucket comprar meias para o Arthur e para mim
* Distribuir os convites de aniversário do Arthur
* Passar uma tarde com as amigas (são 3 amigas, portanto, serão 3 tardes)
* Ir na 25 de março comprar forminhas para a festa do Arthur
* Terminar enfeites do aniversário do Arthur
* Comemorar 2 anos do meu pequeno
* Assistir a, pelo menos, 2 filmes da minha lista de não vistos
* Ir para praia
* Cuidar de mim (depilação, cabelo, unhas, eu mereço)
* Ir ao correio e despachar umas encomendas
* Levar os antigos brinquedos do Arthur para doação
* Arrumar o armário
* Ir na Tok Stok comprar um cabides de parede e pregá-los no quarto
* Chamar um marceneio para fazer um orçamento de armário

Acho que tá bom, né? Então, se eu ficar mais tempo offline que o de costume, me perdoem, mas estarei curtindo as férias. Volto assim que der.

ATUALIZADO TERÇA-FEIRA, DIA 06,

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Direto de Curitiba - e bem distante do filhote

Mais uma viagem a trabalho. Mais uma despedida. Mais um chororô - e desta vez em plena escola do pequeno, já que embarquei no final do dia da segunda-feira e me despedi dele de manhã na escola.

Amo o que eu faço e tenho desenvolvido super bem o trabalho. Com uma estagiária me ajudando, tenho dado conta de um monte de coisas novas e estou cheia de desafios para este ano. Em suma, amo o que eu faço e fico super feliz em desenvolver o trabalho com novos desafios, cursos, etc e tal. Viajar está no pacote. Mas me despedir do Arthur nunca é fácil. Não é a primeira vez, não vai ser a última, mas eu choro.

Da primeira vez chorei muito mais, claro. Chorei saindo, chegando no aeroporto, embarcando, decolando, pousando. Depois aproveitei. trabalhei, assisti novela, dormi bem, dei risadas e até dei uma esticada até a praia antes de embarcar com direito a camarão frito na hora e cerveja gelada e bate-papo sem interrupções ou preocupação de onde está a criança.

Desta vez não tem praia por perto, mas tem uma vista incrível. Um  lugar lindo (e frio!). E mais um monte de trabalho e vários pensamentos no pequeno, que ficou em outro estado. Já dormi cedo ontem (para recuperar que a noite anterior ele tinha acordado às 4 com a fralda vazada, pedido tetê às 5 e eu voltei a dormir tendo que levantar às 6h30, mas adiei o despertador para às 7h só para poder dormir um pouco mais) e hoje levantei com pique e sem ter que ficar atenta para ouvir a criança acordar.

Então é assim a vida. Não tem o abraço dele, não tem o beijinho dele, mas na quarta-feira no final do dia já terá. Tem banho sossegado, tem conversa de adultos e apenas com adulto sem ter que vigiar criança que não para. Ganha-se de um lado, perde-se de outro. Trabalha-se, diverte-se e, quando chegar de volta, mata-se toda a saudades que se acumulou nestes dias todos.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

I'm back ou A boa mãe à casa torna

Estou de volta. Ao blog e à minha casa. Como disse aqui, tinha uma viagem a trabalho agendada e programada. O dilema imposto era levar ou não o Arthur.

Fui e não o levei. As passagens estavam muito caras e seria rápido. Da última vez, tirá-lo da rotina o abalou demais e sem ter quem se dispusesse a acompanhar, ficou ainda pior. Então, deixei ele em casa com o marido com o combinado de divisão dos cuidados dele entre a avó e a madrinha, arrumei minha mala, as coisas dele e saí.

Me despedi e chorei.
Cheguei ao aeroporto e chorei.
Decolei e chorei.

Cheguei em Fortaleza e descobri que o trato inicial havia se desfeito. Ao invés de ficar na casa da madrinha durante àquela noite, Arthur estava na casa da avó. Mas tudo bem. Sem dramas. Dias longe e de mão atadas, o jeito seria curtir. 

A pessoa louca achou que daria para ler freneticamente e carregou com si DOIS livros para a temporada de DOIS dias no Ceará. Mas na ida - quando pretendia ler o primeiro livro inteiro, já que era fino - dormi mesmo com o horário cedo do vôo (às 18h30). Jantamos e com o adiantado da hora fui dormir. Dormi mal mesmo sem criança resmungando durante à noite. Acordei várias vezes e ainda perdi o sono lá pelas 5h30 da manhã. Levantei antes das 7, tomei um banho frio (porque o chuveiro do local não tinha aquecimento para meu terror e agredeci mil vezes de não ter levado o Arthur com este fato que me complicaria a vida) e comecei a trabalhar. O dia se estendeu até às 20h - em 12 horas de trabalho e não sei quantas mais acordada liguei várias vezes durante o dia para saber do Arthur - coisa que nunca faço quando trabalho em SP. 

Sem pique para ir para a confraternização de noite fui incitada a entrar na van e fui para a confraternização mesmo cansada. Fiquei pouco tempo e voltei junto com a amiga de trabalho, que estava com a filha de 4 anos que já pedia a chupeta. Voltei ao local da hospedagem, assisti ao final da novela e fui dormir. Não li, não aproveitei minha independência filhística e maridística, não nada. Trabalhei e pensei exaustivamente no meu filho - coisa que não costumo fazer quando estou em SP. Penso, mas não me preocupo com tanta ênfase e, então, trabalho normalmente. No entanto, longe e sem vê-lo a preocupação com ele estava acentuada e à flor da pele.

Terça-feira, por ser o último dia de estadia, foi mais tranquilo. Liguei mais tarde do que no primeiro dia e depois só de noite, à caminho do aeroporto. Consegui trabalhar mais despreocupada e fui até tomar uma cerveja na praia sem pensar em nada antes de embarcar - já começando a aproveitar minha liberdade de sem filho. Apesar do vôo ter sido tarde (21h45) não consegui dormir e nem aproveitei para ler. Fiquei mesmo assistindo ao filme que estava passando, que por sinal foi ótimo e deu até aquela saudade de quando não tinha filho e consegui ver um filme em paz. inteiro

Cheguei em casa às 2h da manhã, deitei, dormi e só acordei hoje com o despertador. Como tinha que trabalhar no horário normal resolvi não passar para ver o Arthur cedo. Ia ser um escândalo sem fim me despedir e estou vendo se consigo sair mais cedo só para matar as saudades do pequeno.

Fui, sofri, trabalhei, aproveitei e voltei. No final das contas, sobrevivemos. Estou de volta à SP e ao blog, que ficou parado uns dias devido às turbulências da vida real, que me tiraram as forças, a vontade e o tempo de blogar. (Explico: Há 25 dias uma amiga de trabalho passava por uma situação muito difícil com o marido na UTI devido a um aneurisma cerebral rompido. Dia 26, dia dos avós e que eu queria escrever um post bacana, ele piorou muito e ela pediu que fôssemos ficar com ela no hospital, já que ela estava lá sozinha. E então, dia 28, ele faleceu. E mais uma vez fiquei corrida e perdi a vontade de escrever antes da viagem. E entre melhoras e pioras, notícias boas e ruins, nestes dias todos de internação fiquei meio apática para escrever. Mas apesar dos pesares, a vida segue. E eu, estou de volta!)

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Viagem a trabalho e o eterno dilema

Desde que o Arthur nasceu tenho levado ele comigo nas viagens a trabalho, que já foram 2. Mas da última vez alterar a rotina dele o deixou bastante irritado. Com uma nova viagem a caminho estou cheia de dúvidas: levo ou não levo?

A primeira viagem foi logo depois que voltei de licença-maternidade. Ele tinha 7 meses e ainda era amamentado. Em outras palavras, não tinha jeito. Se eu ia, tinha que levá-lo junto. Fomos. Fui com a condição de que eu não poderia estender a hora de trabalho para além das 20h30. Com mais duas jornalistas para fazer o trabalho, tudo ficou resolvido.

Na última viagem, em maio deste ano, ele já estava "grande", desmamado, andante e independente, mas achei que seria uma boa ideia dar umas férias para a vovó e levá-la para um hotel bacana no interior de SP. Fomos, mas ele estranhou tudo e eu acabava me liberando mais cedo do trabalho (mais cedo, na verdade, quer dizer no horário normal de trabalho embora algumas coisas ainda precisassem ser feitas) porque me sentia na obrigação de ficar com ele.

E acabava me sentindo culpada pelo abandono do trabalho e culpada pelo desalojamento dele. Culpa, aliás, que sou totalmente contra sentir. Quando estou no trabalho não fico pensando preocupada com ele e o mesmo acontece quando estou com ele: não fico pensando preocupada com o trabalho. Mas aí aconteceu isso nesta viagem.

Eis que aparece mais uma viagem: Fortaleza no final do mês: 2 dias. Levá-lo ou não levá-lo? Algumas coisas pesam muito contra como o valor das passagens que por ser férias estão altíssimas, mas levá-lo para a praia também é tentador (mas neste caso seria mais indicado levar a dinda e não a vovó). Então, agora, sigo a semana neste dilema. Levar ou não levar - eis a questão?

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Desmame - parte 4: Finalmente sem peito

Esperei mais uns dias, esperei as festas passarem, esperei ele estar seguro e tentei de novo. E então, com a maior tranquilidade, Arthur passou a aceitar a mamadeira antes de dormir. Foi logo na segunda semana de janeiro - dia 9 ou 10. Não teve choro, nem vela. E ele, até passou a ir mais cedo para cama. Entre 9 e 9:30.

Mas apesar do alívio, isso começou a atrapalhar o sono dele. Ele deixou de dormir a noite toda e começou a acordar várias vezes durante a noite. Como estava de férias, dormíamos - ele e eu, claro - durante a tarde para amenizar o sofrimento.

Quando voltei a trabalhar, foi um pouco difícil. Ele sentia falta de ficar mais tempo comigo - afinal, quando mamava ficava quase 2 horas comigo. Então comecei a tentá-lo colocar para dormir na cama, conosco. Não é o ideal, segundo muita gente, mas resolveu meu problema. Ele dormia, eu dormia e, assim, acordava disposta para ir trabalhar. E então, não queria seguir com esta rotina para não deixar ele acostumar. E então, já que meu cheiro seria a solução, eu resolvi tentar colocar o meu travesseiro no berço dele. E eu o colocava para dormir em cima e - tcharan! - ele continuou dormindo a noite toda. Tinha meu cheiro, resolvido o problema.

Ele ficou umas duas semanas dormindo com meu travesseiro. E, então, resolvi tirar para ver o que acontecia. Mais acostumado com a mamadeira ele passou a dormir a noite toda - resmungava vez ou outra, mas era só ir lá, deitá-lo novamente, dar uns tapinhas no bumbum que tudo se resolvia.

Depois de mais de um mês somente com a mamadeira, Arthur dorme como qualquer outra criança - tem noite que vai bem, tem noite que dá trabalho, mas seguimos muito bem. 

Uma coisa boa que se deu com o advento da mamadeira é a liberdade que ele tem de mim. O desmame foi na hora certa. Ele já estava com 9 meses, já estava desapegado do peito e fazendo dele um brinquedo - o que não era bom -, e o trabalho também anda me requerendo mais - tanto que ele até já dormiu uma noite na casa da vovó porque trabalhei direto até às 23h.

Além disso, a introdução da mamadeira fez com que Arthur fosse mais cedo para cama. Tem noite que 9 horas em ponto ele já está em seu bercinho dormindo feito anjo. E isso também me deixou muito feliz, já que com o peito eu não conseguia baixar o horário dele dormir de jeito nenhum.

Agora, Arthur e mamãe seguem felizes e desmamados.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Viajando com o Arthur

Voltei ao trabalho já com todo aquele receio costumeiro de deixar o pequeno e voltar à vida normal. Para completar ainda havia o monstro de uma possível viagem de trabalho me assombrando. Ir e levar o Arthur ou ir e deixar o Arthur?

Questões nada simples uma vez que cada resposta implicava em muitos outros viés. Se fosse levaria alguém para me acompanhar e ficar com ele? Quem? Ou deixaria ele na creche que será montada no local? Mas como fazer isso se nem aqui ainda mandei ele para ser cuidado por terceiros? Deveria deixá-lo? Mas e como eu ficaria sem ele? E se ele precisasse de mim? E se eu precisasse dele?

Os impasses aumentavam proporcionalmente a cada dia. Arthur não aceita a mamadeira e nem o leite e a necessidade do meu trabalho só aumentava.

Com o coração na mão, a decisão foi tomada. Vou viajar e levar a irmã e madrinha para ficar com o pequeno durante o dia. Assim fico mais tranquila e embarco mais feliz com o Arthur a tira colo. Resolvo assim quase todos os problemas. Ele vai e se precisarmos um do outro é fácil de resolver; ele vai e assim poderá mamar durante a noite; ele vai e ficará sob os cuidados da dinda, que vai aproveitar umas férias-forçadas não tão férias assim no Espírito Santo.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

De volta ao trabalho, acabou minha licença

Foram 6 meses de licença-maternidade. 6 meses grudadinha com meu pequeno. Amamentação exclusiva no peito. Corda e caçambinha, como costumava brincar, mas acabou. A princípio emendaria as férias, mas em agosto comecei a sentir que talvez isso não daria certo porque é ano de evento grande e grandioso no trabalho, então muitas coisas precisam ser feitas. Para piorar, uma onda de doença rondou os outros funcionários  - inclusive a pessoa que estava me substituindo - comprometendo o andamento das coisas e forçando a necessidade de mais gente trabalhando.

Como a confirmação das férias não vinha nunca eu comecei a desconfiar. Até que duas semanas antes de terminar a licença veio a inadiavel constatação: teria que voltar a trabalhar e me separar do Arthur. As férias, depois de novembro, quem sabe. Chorei e me senti triste e perdida por três dias. Final de semana arrasada e mais grudada ainda com ele, como se isso fosse compensar as 9 horas diárias longe dele. Contava os dias, as horas.

Para piorar minha situação, o marido resolveu viajar na quinta-feira e me abandonar na tristeza e na insegurança. Fui para a casa da minha mãe, assim, pelo menos, me sentiria mais segura e com menos medo, além de facilitar já que é a vovó quem vai cuidar do pequeno todos os dias.

Primeiro dia
Indiscutível que o primeiro dia foi o pior. Medo, insegurança, culpa e preocupação tomavam conta. Além, claro, de tristeza, muita tristeza. Começava uma nova rotina para ele e a minha readaptação aos horários e compromissos. Saí de casa chorando com medo de que ele passasse fome, já que até então não tinha conseguido fazer ele pegar a mamadeira. Cheguei no trabalho chorando (mas não chorei o percursso todo não, chorei só ao constatar que estava longe de casa e sem poder socorrer meu bebê), mas comecei a rotina. Controlando o relógio para saber o que ele estaria fazendo a cada hora.

Ao meio dia não resisti e liguei para saber como iam as coisas: se tinha mamado, se tinha almoçado e se, além disso, minha mãe tinha dado conta de fazer a comida para meu avô, que desde que minha avó faleceu depende dela para almoçar e jantar todos os dias. Nessa hora entra a culpa de atarefar ainda mais a mãe e deixar o avô sem almoço ou preocupado em ser mais uma obrigação.

Como ele não pegou a mamadeira, estava preocupada em ele passar fome. Segundo o pediatar, ele vai pegar a mamadeira quando tiver fome, mas não boto tanta fé nesta teoria. Eu sei o quanto ele odeia a tal da mamadeira e o quanto foi sacrificado ele pegar o peito, avalio que vai ser ainda pior agora. Para piorar, ele estava apenas há alguns dias substituindo a mamada do almoço pela papinha salgada e não estava muito firme na alimentação, não. Então, a preocupação era ainda maior.

E depois de 6 meses me dedicando integralmente a ele, dá uma insegurança danada deixá-lo (mesmo que com a vovó). Mas assim que tem que ser. Quero ele para o mundo e não para mim, então, que pensemos nele o dia todo. Que liguemos duas vezes ao dia para saber como andam as coisas, mas que pelo menos eu consiga trabalhar um pouco e deixá-lo crescer.

Vamos sobreviver, embora não sem sofrimento.

Os outros dias
Na terça, eu saí chorando, mas passei o dia melhor. Minha mãe acabou ligando para dar notícia do Arthur, mas eu me segurei mais. Na quarta já comecei a achar bom voltar a trabalhar e consigo me sentir melhor ao deixá-lo.

É bem verdade que volto correndo pra casa - tanto porque fico preocupada que ele não mama nada ainda na mamadeira quanto porque os seios já estão explodindo -, mas sair e voltar já não é um problema, é só parte do processo.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Um agosto difícil

Agosto foi um mês bem difícil. Não sei precisar os motivos: se a proximidade da volta ao trabalho, pelo desespero de dar tudo certo sempre, pela ansiedade em que ele pegue mamadeira e eu me livre um pouco do peso de amamentá-lo diuturnamente, não sei.

Às vezes, acho que juntou tudo, mas posso afirmar que foi um mês MUITO difícil. Chorava quase todos os dias, não sentia fome e nem vontade de fazer nada. Faltava coragem e sobrava medo. Ia quase que diariamente para minha mãe assim me livrava do encargo de fazer almoço e contava com uma ajuda extra para niná-lo de tarde e me fazer companhia para espantar o medo. Insisti com o pediatra para introduzirmos a mamadeira e mais angustiada fiquei porque o Arthur não quer saber de mamadeira de jeito nenhum. Tentei por 3 semanas e desisti. Desisti por me sentir esgotada demais, com medo demais, triste demais e sem forças para continuar tentando. Parei uns 5 dias antes de voltar na consulta pediátrica mensal.

Brinco dizendo que a consulta era do Arthur, mas quem foi clinicada fui eu. Mas não é mentira. Como o pediatra dele também é homeopata eu realmente acabei como paciente naquela sala. Entre lágrimas, como uma mãe desesperada que está morrendo de tristeza por ter que voltar a trabalhar sem que o filho tenha pego a mamadeira e sabendo que ele vai sofrer por uns dias até se acostumar. Mas pelo menos saí de lá bem mais tranquila. Voltei a comer melhor, comecei a tomar o remédio homeopático e me sinto melhor em relação à voltar a trabalhar. 

Como não vai ter remédio e as férias não poderão ser tiradas agora, o jeito é encarar a realidade, voltar pro trabalho que eu gosto tanto e me confortar pensando que ele vai ficar juntinho da Vovó que tanto ama ele. Sabe, isso dá um alívio danado, mas não tira de mim a dor de saber que eu vou fazê-lo sofrer um pouco até se acostumar com a mamadeira e com a nova rotina.

O pediatra me disse uma coisa que parece de fácil percepção, mas que tem me ajudado muito nestes dias: Quando estiver com ele, esteja realmente com ele e só com ele; quando estiver no trabalho, esteja no trabalho. Isso tem me ajudado muito e setembro tem sido um mês de dedicação total a ele e às nossas útimas tardes da licença enquanto ele começa com suquinhos, frutinhas e esperamos as próximas orientações para a papinha salgada.