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terça-feira, 29 de abril de 2014

De pediatra nova

Em fevereiro meu emprego mudou o plano de saúde. Antes disso, em novembro, o pediatra do Arthur deixou de atender o plano que tínhamos e só atenderia particular. 

Eu, a princípio, tinha combinado com ele que faríamos as consultas por reembolso. Mas quando o Arthur ficou doente em novembro ele não abriu nenhuma brecha na agenda. E nem em março. E eu comecei a questionar se valeria mesmo a pena continuar com ele.

Então quando ele ficou doente agora da ultima vez eu procurei a pediatra e endócrino que ele foi paciente algumas vezes. Eu gosto dela, mas odeio ter que cruzar a cidade para ser atendida por ela e pegar muito trânsito com o Arthur. Além disso, ela também não atende o plano novo.

Fui então a caça de uma pediatra do plano que fosse perto de casa e que fosse homeopata e atendesse minhas particularidades e exigências.

Ontem fomos na consulta com ela e escolhi uma mulher deliberadamente. Achei ela bem seca, mas menos radical que o antigo pediatra. Ela anotou um peso para o Arthur que não deve ser o real, mas pediu exame de urina e fezes. Além do que ela é homeopata e receitou um remédio para ser tomado para evitar a gripe e que darei de imediato e me disse que os pacientes todos dela tomam e não ficam gripados e nem tomam a vacina.

Não morri de amores como morro pela pediatra e endócrino do Arthur, mas não tenho que cruzar a cidade para ser atendida e conto com a colaboração de uma médica homeopata como quero para ele.

Seguirei com ela e veremos como será a próxima consulta com o resultado dos exames. Torcendo para que dê certo!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Visita ao pediatra e um pedido de desculpas

Eu já dediquei vários posts sobre o baixo peso do Arthur e sobre as reveses com o pediatra.

Minha saga vem desde que ele nasceu. E os post aqui seguem em agosto de 2011novembro de 2011, maio de 2012, junho de 2012 por duas vezesjulho de 2012, e fevereiro de 2013.

Foram vários exames de sangue, incontáveis preocupações, lágrimas, medos e visitas médicas. Até que eu cansei e dei um piti. E depois que eu dei esse piti e chorei e falei um montão de coisa abandonei nutricionista, endocrino (que eu adorava até) e ficamos com muita parcimônia no pediatra.

E hoje fomos lá pesar, medir, avaliar, contestar e um monte de coisas. Pela primeira vez fui cheia de dúvidas: os tetês noturnos, o pipi que ele insisti em puxar, mexer e etc, o desfralde, a fala e o leite. Falei como ele estava: comendo bem, falando mais a cada dia, aprontando todas, com quase todos os dentes nascidos e os que faltam crescer já apontaram. E ele mediu e constatou que o menino cresceu mais um bocado, mas engordar, adivinhem? Pois é, quase nada. Na altura ele acompanha a curva, mas no peso tá lá na curva dele - bem abaixo da normal.

E depois de conversarmos, pesar e medir ele ficou avaliando o Arthur lá no consultório falar, brincar, aprontar e me mostrou as curvas e o desenvolvimento do Arthur. Então ele me olhou e disse com muita sinceridade: "Desculpa. Ele está ótimo. O baixo peso é dele. Desculpa por todo o transtorno que te causei por isso." 

Eu ponderei, como sempre,  que o Arthur quase não fica doente. Nunca teve problema de garganta, de ouvido ou qualquer coisa mais séria. Apenas tosse e que desde que mudou para o período da tarde na escola também cessou. Que ele sempre se desenvolveu bem. Mas que ele é magro, igual a mãe, que engordou 3 kilos em dezembro e agora pesa 48 kg. Ele tem a quem puxar.

Antes de irmos embora ele ainda elogiou a coordenação motora do Arthur.

Quer saber? Eu achei muito honesto da parte dele. Achei humano ele reconhecer que exagerou na medida e que o Arthur está bem como sempre esteve. E achei, acima de tudo, sincero. Seguiremos, agora, felizes e sem paranoia.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Baixo peso e um menino esticado

A saga do baixo peso continua, mas depois do piti que dei no consultório o ano passado (contei aqui) o pediatra se mantém menos neurótico e mais ponderado para felicidade geral da nação.

Então, na verdade, a grata surpresa desta consulta foi a esticada do Arthur de 6 centímetros de novembro para cá. Eu tinha percebido nas férias que ele tinha crescido (e perdido um monte de calça), mas nem eu imaginava que era tanto. Talvez isso explique as pedidas de tetê em plena madrugada e também me conforta já que o baixo peso persiste.

O médico ponderou que cada vez mais ele se aproxima da curva padrão. Então seguimos com um menino magro e esticado e mais amado do que tudo (apesar das birras, manhas, chororôs e etc).

Como ele está com tosse (bem vindo ao retorno escolar) o médico receitou homeopatia, que já ajudou muito de sexta-feira para hoje. E seguimos com homeopatia, tosse e saudades antecipadas porque no final da tarde embarco para Curitiba e só volto na qarta-feira, mas isso eu conto no próximo post.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Mais um exame ou A busca continua

Esta semana, Arthur teve consulta com a endocrinopediatra. Aquela decepção de sempre: não ganha peso nem por decreto (até parece a mãe!).

Cresce, se desenvolve, apronta, aprende, mas não engorda.

Aos 14 meses, está com 73,5 cm (cresceu quase 4 centímetros desde fevereiro) e pesa apenas 7,580 Kg (engordou quase 500 gr desde fevereiro). A endocrino ponderou, claro, que ele ficou doente em abril com bronquilite e considerou que ele deve ter comido mal durante uma semana, então o ganho de peso poderia ter sido sim maior. Ela pondera também que na curva de crescimento ele ascende, mas na de peso está cada vez mais distante. Ela é mais sensata do que o pediatra dele, pelo menos eu acho, mas mesmo assim pediu um exame de sangue. Mais um!

E fomos lá hoje fazer o exame. E enquanto estava na sala de espera vendo ele ali brincar e interagir com outras crianças começou a me dar um aperto no peito desesperador. Um medo de sei lá o que e de tudo que me enche os olhos de lágrima só de pensar.

O pediatra dele, na última consulta em abril, me pediu retorno só para julho e cogitou a possibilidade de procurarmos um geneticista. Mas preferiu conversar sério sobre isso só na próxima consulta. E conversei com a endocrino sobre isso e ela me pediu, antes de tudo, calma. Pediu também que conversássemos sobre o assunto somente depois do resultado de exame.

E continuo na espera e na expectativa até dia 06 a espera do resultado.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Já falei aqui da decepção que sinto quando levo Arthur ao pediatra e vejo que ele não ganhou tanto peso quanto deveria. Nos últimos dois meses, o pouco foi tão pouco (e repetido) que o médico resolveu pedir um exame só para saber se estava tudo bem.

A princípio, minha mãe considerou um exagero e me pediu ponderação antes de levá-lo para colher sangue e fazer sofrê-lo. Então procuramos uma segunda opinião que dizia: Ele não ganha nem uma grama a mais do que precisa, mas está bem. Levando em consideração o perfil (magérrimo) da mãe, não podemos esperar mais. A curva dele, dizia o outro pediatra, é coerente, ascendente e não teve queda. Não está dentro do padrão, mas está bem paralela.

Fiquei quase satisfeita e mais tranquila até que no dia seguinte encontrei uma menina que trabalha no mesmo prédio que eu e ganhou bebê 3 meses antes. A bebê dela está com problema de ganho de peso (e nasceu bem maior que o Arthur com mais de 3kg) e ela está investigando onde algo aconteceu. Com 9 meses, a bebê dela pesa só um kilo a mais que o Arthur. Ela disse que estava indo procurar uma endocrino-pediatra. Nem preciso dizer que a luzinha vermelha acendeu de novo. E então fui lá fazer o exame e tirar logo da consciência este peso.

O resultado
Ler exame sem ser médico é a pior coisa que qualquer um pode fazer. Mãe, então, nem se fala. A gente já fica imaginando mil coisas e entra em parafuso. Comigo não foi diferente. Google vira aliado e, ao mesmo tempo, inimigo. Até chegar a consulta, mil medos e pânico pessoal. A única coisa que alardiei foi: algo está errado, alguns índices estão bem diferentes.

Na consulta, o pediatra me afirmou que o parâmetro usado era de adulto (e qual a lógica de se usar um parâmetro de adulto para um bebê de 7 meses, alguém pode me explicar?) e disse que Arthur estava bem. Sem motivos para me preocupar.

Fomos viajar, Arthur curtiu horrores o Espírito Santo com a madrinha enquanto a mãe ralava, e voltamos. No dia seguinte, o pediatra me ligou dizendo que um dos resultados estava MUITO alterado e pediu para repetir o exame. Disse que não tinha me alertado antes porque queria conversar antes com uma amiga (hematologista) sobre suspeitas e então ela aconselhou que se repetisse o exame, que poderia ter sido erro do laboratório. Como o laboratório tinha comparado com parâmetro adulto achei mesmo que também poderia ter sido erro e resolvi repetir o exame em outro laboratório.

O médico explicou que havia suspeita do Arthur estar com alguma infecção viral, mas como nunca apresentou nenhum sintoma - nem mesmo febre - era melhor refazer o exame e ver qual seria o resultado. Ele também avisou que, por precaução, pediria um exame complementar, mas no telefone não adiantou qual seria e nem para quê.

Mãe preocupada e curiosa assim que peguei a solicitação de exame fui ao consultor google para saber do que se tratava o exame complementar: alfa fetoproteína. Ou seja, busca por índice tumoral. Medo, medo, medo.

Mais um exame, mais um resultado
Cautelosa não quis alertar ninguém. Fizemos o exame e fiquei ansiosa esperando 3 dias pelo resultado, que veio totalmente diferente do anterior. Linfócitos altos ainda, mas bem menos que antes. Comparado ao exame anterior, nada era igual. Mas pelo menos o parâmetro usado era infantil. E o parâmetro do alfa fetoproteína 3 vezes mais alto do que o recomendado. Mandei o exame imediatamente ao pediatra e fiquei esperando retorno.

Ele me ligou me acalmando e explicando o exame - mal sabia ele que eu já estava em pânico, rezando loucamente desde sexta-feira - e dizendo que o hemograma estava bom e que a amiga que consultou não confiava em nenhuma análise de alfa fetoproteína que não fosse feita pelo Fleury, mas adiantou que o hemograma estava normal, dentro do que ela considerava normal, e sem motivos para alarde. Respirei aliviada. Mas ainda assim temerosa.

Ele aconselhou que repetíssemos o exame daqui a um mês pelo Hospital Samaritano ou Santa Catarina, que fazem análise pelo Fleury, só por desencargo. Mas me pediu calma e afirmou que não tenho motivos para preocupações.

Semana que vem temos consulta de rotina com o pediatra. Me certificarei com todas as perguntas possíveis de que Arthur está bem. Mas depois dessas acho que ainda não estou totalmente tranquila e convencida. Acho que só ficarei bem mesmo quando repetirmos o exame e o resultado me apontar claramente que o Arthur está bem. Enquanto isso, sigo analisando e prestando atenção em cada movimento do Arthur. Mais atenta do que nunca, mais zelosa do que nunca.