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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Das resoluções passadas e das novas

O ano passado eu escrevi aqui algumas resoluções para o ano que se iniciava. Hoje, olhando para elas, vi que mudei o percurso ao longo do trajeto e por muitos e diversos motivos.

Algumas coisas consegui cumprir, mas outras fiz questão de abandonar e outros tantos não consegui mesmo cumprir.

2014 foi não só o ano da minha separação, mas um ano difícil para caramba em todos os aspectos que uma vida de mãe pode ter. O trabalho estava ruim, o amor estava ruim, meu filho ficou doente para caramba. Teve dia de eu achar que nada definitivamente ia bem. Na verdade, 2013 já tinha acabado bem ruim, o que só contribuiu para 2014 ser um desastre total.

No entanto, 2015 começou bem. Comigo mais decidida, mais calma e com um montão de coisa mais resolvida. Só por isso, não tenho mais tantos desejos para 2015.

Quero viajar sozinha e com meu filho, quero um emprego novo (que ainda não consegui), quero estar mais próxima dos meus amigos, ler mais e fazer mais coisas que eu gosto assim como eu quis para 2014. No entanto, outras coisas não estão mais nos planos e não tenho pretensão de colocar nada no lugar. Quero um ano de paz. Já sei que vai ser um ano de MUITO trabalho, então (por enquanto) estou focada. Para este mês, quero focar na saúde e marcar diversos médicos. Por enquanto, esta é a meta. E que venha uma meta por mês.

Feliz 2015 e um ano de muitas coisas boas para todos!

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Por uma sexta-feira


Mãe não tem dia da semana, nem domingo e nem feriado, mas eu juro que faz tempo que desejo uma sexta-feira.

E acho que de tanto querer, elas simplesmente não acontecem. Quando marcam um programinha eu chego em casa e encontro um menino chato, cansado, chorão e desisto. Ou então chego querendo uma cerveja nem que seja no barzinho da esquina, mas encontro um menino dormindo e sem possibilidade de concretizar minha vontade. Quando o menino está bem, o tempo ajuda, estou sozinha (como hoje) e mais uma vez o programa mia porque a sexta-feira que eu desejo tem menino que colabora, cerveja e companhia, mas anda cada dia mais difícil.

Acho que vou começar a desejar sextas-feiras no meio da semana para, quem sabe, conseguir concretizar minha vontade ou quem sabe desistir das companhias e fazer a minha sexta-feira - quando o menino colaborar ou então, quem sabe, depois que ele dormir. 

Afinal, sexta-feira é mais que dia de semana é o estado de espírito e da alma. Isso sim é o que anda me fazendo falta.



domingo, 24 de março de 2013

2 anos


E faz 2 anos. Não sei se sentir o tempo passar, assim, te olhando é o melhor ou o pior desta vida.

Sem dúvida, é lindo te ver crescer e desenvolver suas habilidades, mas pensar que dois anos já se passaram me faz entender a mágica desse amor que apaga tudo que foi ruim e faz nos sentir impotente diante desse tempo que escoa na velocidade da luz levando embora para sempre minha criança.

Sua inocência vai embora enquanto você cresce. Há menos de um ano, por exemplo, você chamava o elevador dando o sinal de vem com a mãozinha em direção ao elevador e hoje já sabe que tem que apertar o botão e não faz mais essa gracinha tão linda e inocente.

E tantas outras gracinhas vão embora com o tempo. Que dor no coração. Será que é isso que faz todo mundo começar tudo de novo outra vez?

Eu ainda não esqueci da dificuldades que tivemos nos primeiros dias e na luta que travamos por uma amamentação exclusiva por seis meses, mas reconheço que hoje as dores não são mais tão fundas e nem mais tão doloridas. Assim como o nascimento apaga as dores do parto instantaneamente te ver crescer também está apagando as dores iniciais e todas as dificuldades que passamos juntos. Aos poucos, as dores se tornam cada vez mais escuras em minha lembrança enquanto as coisas boas ganham, com o passar do tempo, um brilho que somente a saudade e o tempo podem dar. E assim, aos poucos, o que era ruim fica invisível e as coisas boas ofuscam tudo que está em volta. Estas lembranças boas brilham mais que as luzes da cidade em noite escura.

Só faz dois anos e já sinto uma saudades imensas de quando você era um bebê.

Ao mesmo tempo que ver você perder sua inocência e ingenuidade me dói, eu tenho a satisfação imensa de te ver crescer. Ver você aprender novas palavras e se desenvolver me enche ainda mais de amor e alegria. Me encanto com seu jeito, com seus carinhos, com sua risada muito embora sua braveza e suas manhas me irritem quase na mesma constância e proporção.

Dói e pulsa. É assim meu amor por você. Não vejo a hora de te ver formar frases, conversar, ler e escrever. Não vejo a hora de te conhecer de verdade, conhecer seus gostos. Seu humor. Te conhecer e não mais te desvendar e reconhecer sinais como tem sido até hoje, mas temos tempo. Eu não vejo a hora, mas também não tenho pressa. Pode ser contraditório, mas quem disse que amar e criar um filho não seria?

Então filho tome para você esse tempo que enquanto para mim escorre pelas frestas da vida para você são suaves e necessários para crescer e ser feliz. Tome o tempo que você precisa para se desenvolver porque eu estarei aqui para te acompanhar e te dar apoio quando precisar.

Você ainda tem muito tempo. E eu espero que você saiba sempre se respeitar e levar em consideração tudo o que seu coração te diz. Você tem a vida toda pela frente e hoje só completa 2 anos.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Mais um ciclo se fecha - ou se abre?

Já contei algumas vezes sobre o trabalho voluntário que desenvolvo, há 4 anos, através da troca de cartas com crianças em vulnerabilidade social  através do Inpros.

Comentei via Facebook que mais uma vez teria que finalizar a troca de cartas. Já é a segunda criança com quem me comunicava. Da primeira vez, trocava cartas há três anos e a menina saíra do CCA - equipamento da prefeitura em que as crianças ficavam no período contrário ao da escola e era parceiro do projeto - e não tive retorno da carta de adeus (leia aqui). Desta vez, o motivo foi menos nobre. O HSBC, que mantinha a parceria com um abrigo em Curitiba, é que finalizava o patrocínio. Sem verba, sem trabalho.

Desta vez, não escrevi a carta aqui. Como a criança era de Curitiba e eu fui há pouco tempo a trabalho escrevi sobre isso - que tinha conhecido da cidade dela -, mandei uma lembrança (um bloco com caneta) e me despedi desejando que ela fosse muito feliz.

Hoje recebi seu retorno. Como, desta vez, a finalização do projeto era programada houve prazo para a carta de adeus e retorno assegurado, o que pelo menos me deixou aliviada. E então recebi a carta dela e chorei ao ler. Ela, uma menina de 9 anos, estava em um abrigo por medida protetiva (sei apenas isso, não sei o real motivo) e poderia tanto ser reintegrada ao lar como adotada. Sua carta me conta que ela foi adotada e conta feliz que vai morar longe do Brasil, na Itália. Fala de seus novos pais com alegria (ela nunca tinha mencionado em suas cartas sua família e nem teve coragem de me contar que morava em um abrigo, tudo que sei de sua situação foram informações passadas pelo próprio projeto) e me pede meu endereço para que possamos continuar nos correspondendo. A premissa do projeto é que isso jamais aconteça, mas mesmo assim irei checar com o projeto esta possibilidade.

Fiquei feliz de verdade. Ela foi uma menina muito difícil de estabelecer um vínculo, que estava se fortalecendo apenas agora um ano depois do início da troca de cartas. Ela nunca falou de sua família - exceto dos irmãos -, mas agora me conta contente de seus novos pais. Não poderia ter sido melhor. Não poderia começar meu final de semana de forma mais agradável.

Para mim, mais um ciclo se fecha. Para ela, um novo ciclo de abre. E eu só posso desejar que seja lindo!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

30

Completar 30 foi como deixar a menina partir. Fazer com que as certezas e convicções tomem assento dentro de mim e comecem a dominar a situação. Um marco instituído para mim e por mim para me conscientizar como mulher.

Há um ano venci o único medo que me controlava: o de dirigir. Há um ano comecei a romper esta barreira, que já sinto totalmente superada. Fez parte de todo um processo. Sinto realmente que mais este ciclo se fechou.

Gosto de fazer aniversário. Adoro contar parabéns e soprar velinhas. Nunca me senti inibida para fazê-lo, ao contrário, sempre amei. Aos 30 isso não mudou. Depois de virar mãe, sinto que isso piorou.

Aos 30, quero  marcar posições firmes e definidas. Quero reclamar menos e fazer mais. Quero estudar e ler mais, quero aprofundamento. Quero definições, exatidões, certezas, posições marcadas. Quero de verdade. Sem meias vontades ou leviandades. Sem meio termo ou incertezas. Quero do fundo, bem marcado e registrado. Quero inteiro; o doce e o amargo. 

Só quero se for assim. E vamos em frente.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Sobre realizar sonhos e o que eu te desejo



Arthur,
Ontem a mamãe realizou um grande sonho: ir a um show da Marisa Monte. Deixei você com a vovó e fui aproveitar meu primeiro programa de lazer sem você.
E foi incrível. E pensei MUITO em você. Não preocupada se você estava bem, mas pensando que eu gostaria MUITO que você realizasse seus sonhos.
E não só aqueles sonhos grandes como a profissão que você quer seguir, comprar um carro ou uma casa ou qualquer coisa assim. Mas sonhos como esse, que realizei ontem: ir a um show de um cantor que se gosta muito ou visitar um país/cidade com o qual sempre se sonhou.
Desejo muitas coisas a você, mas desejo a cima de tudo que você seja um menino simples e um menino cultural.
E desejo que você possa ir ver um show de alguém que você goste muito ou então quem sabe uma peça de teatro ou uma exposição. Desejo que você visite muitas cidades no mundo todo, inclusive aquela que te fará suspirar. Desejo que você se realize, especialmente nas coisas simples da vida.