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terça-feira, 25 de março de 2014

Perguntas sem respostas no mundo materno

Eles são capazes de fazer coisas que até Deus duvida. Mas eles fazem, sem que isso tenha alguma razão para o coração materno ou até para a neurociencia, a antropologia e toda e qualquer ciência até então conhecida.

Quer ver? Segue:

• Por que nossos filhos acordam mais cedo aos finais de semana?
• Por que eles querem ir ao banheiro toda vez que nos sentamos à mesa para comer?
• Por que eles falam coisas vexatórias quando tem muita gente em volta?
• Por que eles conseguem nos dobrar com tanta facilidade?
• Por que eles sempre encontram as coisas que escondemos deles?
• Por que eles falam as coisas mais fofas do mundo quando estamos bravos com eles?
• Por que, por que, por que?

Juro que não sei, não consigo explicar e nem saber quem me responda. Se alguém aí souber, aceito as respostas! 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Que isso, mãe?

Eis que, de repente, o mundo se descortina para o meu filho. E ele começa a prestar atenção no que está ao seu redor e, inclusive, o que está passando na tevê. 

Ontem, o menino sapeca repetiu a pergunta quê isso, mãe? duas vezes. A primeira vez foi dirigido às duas berinjelas que estavam na pia. Que isso, mãe? perguntou o menino curioso. E eu respondi: berinjela. Ele não tentou repetir a palavra nem nada apenas acenou com positivo com a cabeça.

A outra vez perguntou o quê isso, mãe? quando na tevê passava a manifestação no Rio e em São Paulo sobre o aumento salarial dos professores e as confusões oriundas dos protestos. Eu me restringi a responder o que ele perguntou sem tentar formular pensamentos mil para explicar o que ele ainda não entende, então apenas disse: greve, manifestações. Desta vez, ele formulou qualquer coisa parecida no intuito de repetir a palavra manifestação e ficou prestando atenção ao que passava na tevê.

Aliás, já tem alguns dias que tenho reparado o quanto ele tem prestado atenção na televisão, que geralmente fica ligada na sala durante à noite. O marido adora assistir filmes, mas há alguns meses que tenho pedido que ele não se atente em filmes violentos enquanto o Arthur está na sala. Ultimamente, o interesse dele pelo que passa na telinha tem aumentado e eu ando pensando seriamente em retirar os programas jornalísticos da nossa programação. Eu, em primeiro lugar, já não faço questão mesmo e, em segundo, acho tudo o que passa totalmente condenável, enviesado e prejudicial a uma criança de dois anos, então tenho pensado seriamente em adotar os canais infantis como alternativa - aliás, alternativa nem sempre boa porque a quantidade de propaganda é avassaladora e totalmente prejudicial à criança, mas enquanto o Arthur não associa propaganda com consumo acho que dá para levar.

Tirando isso, tenho achado muito interessante a curiosidade dele pelo que está e acontece ao seu redor. Vou, inclusive, procurar estimular sua busca por coisas novas e vou inverter os papéis e passar a perguntar a ele o que são as coisas. Quem sabe assim não temos uma troca mais interessante sobre o mundo que nos cerca?

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Da série: Ser mãe é...

... ter a roupa sempre manchada de comida. Seja em festas ou em casa.

A pergunta é: Será que isso um dia acaba?

Nos primeiro meses, isso acontece por causa das famosas gorfadas. Agora, com 1 ano e meio, sou frequentemente sujada pelas mãoszinhas de comida ou então por simples cusparadas de comida.

Coleciono clássicos desta minha máxima. A última, foi domingo. Em uma festa de criança, Arthur estava inéditamente sentado no meu colo e almoçando comigo. Inédito porque o menino não pára (não consigo não acentuar o pára, simplesmente me nego a aceitar essa alteração do novo acordo ortográfico, grata, a disléxica) e incrivelmente ele parou e comeu comigo. Estava tudo bem até que coloquei um pouco da comida que ele mesmo tinha me indicado que queria comer. Foi colocar na boca que ele me devolveu tudo - com a língua, óbvio. E, claro, direto no meu vestido creme. E olha, apesar de tudo, não estou reclamando porque ele poderia simplesmente ter "devolvido" na minha roupa um pedaço do nhoque, mas não o fez, deixando meu vestido ileso de uma mancha de molho de tomate durante toda a tarde que se seguiu.

Apesar desta ter sido mais recente, a inesquecível aconteceu no casamento de uma amiga, no ano passado. Ele ainda era um bebê de menos de seis meses. Mamava no peito. Assim que chegamos na festa, ele quis mamar. Ofereci o peito em um pufe no lounge chiquérrimo. Ele mamou até se satisfazer. Saiu do peito e não demorou nem 30 segundos para devolver praticamente meia mamada no vestido novo de cetim. Fiquei manchada o resto da festa. É brincadeira? Não, é ser mãe mesmo.

*Série descaradamente inspirada no famoso álbum de figurinha dos anos 80 que pregava frases fofas com amar é...