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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Mais uma viagem

Amanhã parto para mais uma viagem de trabalho. Nem sei quantas, sem meu filho, já fiz. Só sei que esta me fez lembrar da primeira. Não sei se pela proximidade da data e pela coincidência de ser para o mesmo lugar, mas o fato é que me lembrou muito.

Há pouco mais de dois anos, (exatamente em agosto de 2012) eu viajei pela primeira vez sem meu filho. (aqui a prova, ops, post) Chorei ao sair de casa, chorei quando cheguei no aeroporto, chorei quando entrei no avião, chorei quando o avião pousou. Chorei horrores, mas a viagem a trabalho em si foi ótima e, no final, eu até consegui ir até a praia tomar uma cerveja, comer camarões enquanto não dava a hora de ir para o aeroporto.

Agora, sigo para o mesmo destino: Fortaleza. Quase que exatamente dois anos depois. Mas seguirei tranquila e em paz. Não só porque sei que ele está em boas mãos (na casa da vovó), mas porque sei que a independência dele é grande e ele dá conta de ficar sem problemas. Também sei, hoje, que dou conta de ser alguém sem ser mãe presente as 24 horas de um dia. Viajo, vou e continuo sendo a mãe dele porque nada no mundo vai tirar isso de mim, mas principalmente porque volto querendo mais do que nunca ser a melhor mãe do mundo para ele em um final de semana cheio de amor e presença!

segunda-feira, 17 de março de 2014

Má mãe

Tem dia que a gente acorda uma má mãe. Será que, uma semana longe do meu filho, me fez esquecer como deve se cuidar de uma criança e, em especial, dele?

Passei uma semana em Fernando de Noronha com o marido e sem o filho. Precisava destas férias da vida cotidiana e de São Paulo. Precisava de um tempo sem filho para avaliar o quanto os conflitos de casal ainda existem. Demos uma semana para nós e deixamos o filho sob os cuidados da avó.

Uma semana depois voltei e deixei meu filho sem hora para dormir e deixei ele acordar para levar para a escola e aproveitar o tempo que ele ainda dormia para começar colocar a casa em ordem, preparar a mochila, passar uniforme, arrumar a lancheira.

Saindo de casa, além de levar o filho na escola logo depois de voltar uma viagem de uma semana longe dele, ainda prendi os dedinhos da mão dele na porta do carro. Ele chorou de perder o ar. Meu coração doeu. E eu to me achando uma má mãe. Mereço castigo?

sábado, 6 de julho de 2013

segunda-feira, 1 de julho de 2013

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Postal do amor - PALMAS



Palmas, 23 de maio de 2013

Filho, enquanto você está aí no frio de São Paulo, mamãe veio trabalhar no calor de Palmas. Eu aprendi na escola, em algum momento, que o cerrado brasileiro era marrom e descobri que ele é, na verdade, verde. Muito verde. É bem verdade que a cidade tem uma terra vermelha que se espalha para todos os lados: ruas, calçadas, carros e a gente não sabe de onde vem e nem como se espalha, mas ela está presente.
Palmas é uma cidade planejada e foi fundada quando eu já tinha 8 anos, ou seja, 6 anos mais velha do que você tem hoje. E é uma cidade muito bonita, planejada, com ruas largas e verde para todos os lados. Com muitas praças e rotatórias e um calor que não passa, nem de noite. Úmido, abafado, diferente do calor que sentimos em São Paulo.
Aqui tem um lago formado pela represa da hidrelétrica de Lageado e é enorme. Na beira deste lago formam-se praias, que eles chamam de praias de água doce. Embora esteja no centro do País, Palmas tem cinco praias e a maioria das pessoas que moram aqui não são daqui, afinal a cidade só tem 24 anos.
Serão 3 noites longe de você e muitas saudades, mas saiba que pensarei em você todos os dias ao deitar e ao levantar - e também em outras diferentes horas.
Em breve estarei com você.
Com amor,
Mamãe

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Rumo ao centro-oeste do Brasil

O ritmo de trabalho anda aceleradíssimo. Milhões de eventos na agenda e eu não passarei ilesa. Lá todo mundo tem filho pequeno e se reveza para dar conta, então estamos todos no mesmo barco.

Depois de ter ido à Brasília no começo do mês embarco hoje para Palmas (TO) para fazer um encontro regional e apesar de ter que deixar o Arthur, eu adoro as viagens. Primeiro porque me apaixonei pelo projeto de regionalização da entidade, segundo porque eu amo o que eu faço, terceiro porque é bom pensar que eu sou uma pessoa no singular e quarto porque eu aprendo muito.

Ainda nem fui e já sei de outra agenda para o final do mês que vem, que deve acontecer em Florianópolis. Pode ser que antes tenha outra agenda em Brasília, mas ainda não é certo. O ritmo está frenético. Até o final do ano muita coisa ainda vai rolar, então pensei numa coisa muito legal.

É fato que vou viajar e muitas vezes eu não tenho escolha sobre ir ou não ir. Sou a única jornalista e assessoro como os outros, então resolvi que escreverei um cartão postal e enviarei pelo correio em cada cidade que for, em cada viagem que fizer. Hoje não faz diferença, mas quem sabe daqui a alguns anos? Não quero que minha ausência seja apenas uma lacuna, quero preenchê-la com cores, frases e palavras de amor porque eu o amo tão grande que tenho certeza que meu amor vai chegar nele onde quer que eu esteja.

Estou dando START no projeto Postais do Amor. Logo mais mando mais notícias!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Direto de Curitiba - e bem distante do filhote

Mais uma viagem a trabalho. Mais uma despedida. Mais um chororô - e desta vez em plena escola do pequeno, já que embarquei no final do dia da segunda-feira e me despedi dele de manhã na escola.

Amo o que eu faço e tenho desenvolvido super bem o trabalho. Com uma estagiária me ajudando, tenho dado conta de um monte de coisas novas e estou cheia de desafios para este ano. Em suma, amo o que eu faço e fico super feliz em desenvolver o trabalho com novos desafios, cursos, etc e tal. Viajar está no pacote. Mas me despedir do Arthur nunca é fácil. Não é a primeira vez, não vai ser a última, mas eu choro.

Da primeira vez chorei muito mais, claro. Chorei saindo, chegando no aeroporto, embarcando, decolando, pousando. Depois aproveitei. trabalhei, assisti novela, dormi bem, dei risadas e até dei uma esticada até a praia antes de embarcar com direito a camarão frito na hora e cerveja gelada e bate-papo sem interrupções ou preocupação de onde está a criança.

Desta vez não tem praia por perto, mas tem uma vista incrível. Um  lugar lindo (e frio!). E mais um monte de trabalho e vários pensamentos no pequeno, que ficou em outro estado. Já dormi cedo ontem (para recuperar que a noite anterior ele tinha acordado às 4 com a fralda vazada, pedido tetê às 5 e eu voltei a dormir tendo que levantar às 6h30, mas adiei o despertador para às 7h só para poder dormir um pouco mais) e hoje levantei com pique e sem ter que ficar atenta para ouvir a criança acordar.

Então é assim a vida. Não tem o abraço dele, não tem o beijinho dele, mas na quarta-feira no final do dia já terá. Tem banho sossegado, tem conversa de adultos e apenas com adulto sem ter que vigiar criança que não para. Ganha-se de um lado, perde-se de outro. Trabalha-se, diverte-se e, quando chegar de volta, mata-se toda a saudades que se acumulou nestes dias todos.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

I'm back ou A boa mãe à casa torna

Estou de volta. Ao blog e à minha casa. Como disse aqui, tinha uma viagem a trabalho agendada e programada. O dilema imposto era levar ou não o Arthur.

Fui e não o levei. As passagens estavam muito caras e seria rápido. Da última vez, tirá-lo da rotina o abalou demais e sem ter quem se dispusesse a acompanhar, ficou ainda pior. Então, deixei ele em casa com o marido com o combinado de divisão dos cuidados dele entre a avó e a madrinha, arrumei minha mala, as coisas dele e saí.

Me despedi e chorei.
Cheguei ao aeroporto e chorei.
Decolei e chorei.

Cheguei em Fortaleza e descobri que o trato inicial havia se desfeito. Ao invés de ficar na casa da madrinha durante àquela noite, Arthur estava na casa da avó. Mas tudo bem. Sem dramas. Dias longe e de mão atadas, o jeito seria curtir. 

A pessoa louca achou que daria para ler freneticamente e carregou com si DOIS livros para a temporada de DOIS dias no Ceará. Mas na ida - quando pretendia ler o primeiro livro inteiro, já que era fino - dormi mesmo com o horário cedo do vôo (às 18h30). Jantamos e com o adiantado da hora fui dormir. Dormi mal mesmo sem criança resmungando durante à noite. Acordei várias vezes e ainda perdi o sono lá pelas 5h30 da manhã. Levantei antes das 7, tomei um banho frio (porque o chuveiro do local não tinha aquecimento para meu terror e agredeci mil vezes de não ter levado o Arthur com este fato que me complicaria a vida) e comecei a trabalhar. O dia se estendeu até às 20h - em 12 horas de trabalho e não sei quantas mais acordada liguei várias vezes durante o dia para saber do Arthur - coisa que nunca faço quando trabalho em SP. 

Sem pique para ir para a confraternização de noite fui incitada a entrar na van e fui para a confraternização mesmo cansada. Fiquei pouco tempo e voltei junto com a amiga de trabalho, que estava com a filha de 4 anos que já pedia a chupeta. Voltei ao local da hospedagem, assisti ao final da novela e fui dormir. Não li, não aproveitei minha independência filhística e maridística, não nada. Trabalhei e pensei exaustivamente no meu filho - coisa que não costumo fazer quando estou em SP. Penso, mas não me preocupo com tanta ênfase e, então, trabalho normalmente. No entanto, longe e sem vê-lo a preocupação com ele estava acentuada e à flor da pele.

Terça-feira, por ser o último dia de estadia, foi mais tranquilo. Liguei mais tarde do que no primeiro dia e depois só de noite, à caminho do aeroporto. Consegui trabalhar mais despreocupada e fui até tomar uma cerveja na praia sem pensar em nada antes de embarcar - já começando a aproveitar minha liberdade de sem filho. Apesar do vôo ter sido tarde (21h45) não consegui dormir e nem aproveitei para ler. Fiquei mesmo assistindo ao filme que estava passando, que por sinal foi ótimo e deu até aquela saudade de quando não tinha filho e consegui ver um filme em paz. inteiro

Cheguei em casa às 2h da manhã, deitei, dormi e só acordei hoje com o despertador. Como tinha que trabalhar no horário normal resolvi não passar para ver o Arthur cedo. Ia ser um escândalo sem fim me despedir e estou vendo se consigo sair mais cedo só para matar as saudades do pequeno.

Fui, sofri, trabalhei, aproveitei e voltei. No final das contas, sobrevivemos. Estou de volta à SP e ao blog, que ficou parado uns dias devido às turbulências da vida real, que me tiraram as forças, a vontade e o tempo de blogar. (Explico: Há 25 dias uma amiga de trabalho passava por uma situação muito difícil com o marido na UTI devido a um aneurisma cerebral rompido. Dia 26, dia dos avós e que eu queria escrever um post bacana, ele piorou muito e ela pediu que fôssemos ficar com ela no hospital, já que ela estava lá sozinha. E então, dia 28, ele faleceu. E mais uma vez fiquei corrida e perdi a vontade de escrever antes da viagem. E entre melhoras e pioras, notícias boas e ruins, nestes dias todos de internação fiquei meio apática para escrever. Mas apesar dos pesares, a vida segue. E eu, estou de volta!)

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Viagem a trabalho e o eterno dilema

Desde que o Arthur nasceu tenho levado ele comigo nas viagens a trabalho, que já foram 2. Mas da última vez alterar a rotina dele o deixou bastante irritado. Com uma nova viagem a caminho estou cheia de dúvidas: levo ou não levo?

A primeira viagem foi logo depois que voltei de licença-maternidade. Ele tinha 7 meses e ainda era amamentado. Em outras palavras, não tinha jeito. Se eu ia, tinha que levá-lo junto. Fomos. Fui com a condição de que eu não poderia estender a hora de trabalho para além das 20h30. Com mais duas jornalistas para fazer o trabalho, tudo ficou resolvido.

Na última viagem, em maio deste ano, ele já estava "grande", desmamado, andante e independente, mas achei que seria uma boa ideia dar umas férias para a vovó e levá-la para um hotel bacana no interior de SP. Fomos, mas ele estranhou tudo e eu acabava me liberando mais cedo do trabalho (mais cedo, na verdade, quer dizer no horário normal de trabalho embora algumas coisas ainda precisassem ser feitas) porque me sentia na obrigação de ficar com ele.

E acabava me sentindo culpada pelo abandono do trabalho e culpada pelo desalojamento dele. Culpa, aliás, que sou totalmente contra sentir. Quando estou no trabalho não fico pensando preocupada com ele e o mesmo acontece quando estou com ele: não fico pensando preocupada com o trabalho. Mas aí aconteceu isso nesta viagem.

Eis que aparece mais uma viagem: Fortaleza no final do mês: 2 dias. Levá-lo ou não levá-lo? Algumas coisas pesam muito contra como o valor das passagens que por ser férias estão altíssimas, mas levá-lo para a praia também é tentador (mas neste caso seria mais indicado levar a dinda e não a vovó). Então, agora, sigo a semana neste dilema. Levar ou não levar - eis a questão?

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Viajando com o Arthur

Voltei ao trabalho já com todo aquele receio costumeiro de deixar o pequeno e voltar à vida normal. Para completar ainda havia o monstro de uma possível viagem de trabalho me assombrando. Ir e levar o Arthur ou ir e deixar o Arthur?

Questões nada simples uma vez que cada resposta implicava em muitos outros viés. Se fosse levaria alguém para me acompanhar e ficar com ele? Quem? Ou deixaria ele na creche que será montada no local? Mas como fazer isso se nem aqui ainda mandei ele para ser cuidado por terceiros? Deveria deixá-lo? Mas e como eu ficaria sem ele? E se ele precisasse de mim? E se eu precisasse dele?

Os impasses aumentavam proporcionalmente a cada dia. Arthur não aceita a mamadeira e nem o leite e a necessidade do meu trabalho só aumentava.

Com o coração na mão, a decisão foi tomada. Vou viajar e levar a irmã e madrinha para ficar com o pequeno durante o dia. Assim fico mais tranquila e embarco mais feliz com o Arthur a tira colo. Resolvo assim quase todos os problemas. Ele vai e se precisarmos um do outro é fácil de resolver; ele vai e assim poderá mamar durante a noite; ele vai e ficará sob os cuidados da dinda, que vai aproveitar umas férias-forçadas não tão férias assim no Espírito Santo.