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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Das tagarelices fofas ou Que vontade de morder!

Ele anda falando coisas que até Deus duvida. Desde expressões que os adultos que o cercam falam com frequência até coisas fofas. Nos últimos dias fui atacada por frases meigas e fofurices. Olha só:

Ontem

- Mãe, vem aqui no rasinho!
- Para quê, Arthur?
- Para eu te fazer um carinho.
E ficou fazendo carinho, dando abraço e beijinhos na parte rasa da piscina.

No sábado

Enquanto ele estava deitado no meu colo, recebendo cafuné e assistindo um desenho antes de dormir.
- Mãe, eu te amo.
CATAPLOFT!

Sexta-feira

- Mãe, se a gente sonhar mil vezes com a Akira ela vai voltar?
- Não filho. A Akira não vai voltar. (ela morreu em outubro)
- Hunf!
E se encolhe na cadeirinha do carro e faz cara de quem vai chorar.
- Que foi, filho?
- Eu estou com saudades da Akira.


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

De onde vieram os bebês?

Domingo de manhã ele ficou enrolando na minha cama. Ele tinha ido pra lá depois das 4 da madrugada e depois que acordou e tomou a mamadeira ainda ficou lá (e ele ainda não estava muito bem da diarreia). Quando entrei no quarto, ele me perguntou:

- Mãe, você me engoliu?
Achando que ele tinha sonhado alguma coisa esquisita, respondi:
- Não filho, eu não te engoli. Por quê?
- Mas é que eu tava na sua barriga (já faz uns dias que ele está falando sobre gravidez e tem afirmado que ele estava na minha barriga. No sábado ele chegou até a dizer que ele e o papai estavam na minha barriga e a gente disse que não, que o papai estava na barriga da vovó Cida, a mamãe na barriga da vovó Wivi e ele na barriga da mamãe.)
- É, mas a mamãe não te engoliu. O papai e a mamãe namoraram e o papai colocou você dentro da minha barriga.
- Ah, tá.

E o assunto se deu por resolvido.
Quero só ver quanto tempo vai demorar para ele perguntar como é que ele veio parar aqui dentro ou como saiu daqui.

Aguardem diálogos dos próximos capítulos.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Conversa de bêbado

Ontem, quando chegamos em casa ele logo pediu:

- Mãe, quero desenho!
- Ok. Mas primeiro eu vou assistir ao debate.
- Hmmm! Tá bom, eu também quero batman.
GARGALHADAS. Incontroláveis.
- Não, Arthur eu vou assistir ao de-ba-te.
- Ah, tá.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

O óbvio ululante

Ontem levei Arthur para cama no limite do horário. E nosso combinado é de que quando ele enrola para ir para a cama não ganha estória.

No entanto, ontem mesmo indo no limite do horário eu cedi ao pedido de uma estória. Achei que ele fosse pedir a estória da Cleo (a vaquinha de pano que dorme com ele e sobre a qual tenho inventado algumas histórias que unem o dia a dia dele com a amizade com a vaquinha e as vivências pela qual ele tem passado), mas me pediu a estória da Branca de Neve.

Comecei contar a estória e percebi que ele estava dormindo e então parei a estória, mas fiquei ali na calmaria e no escurinho do quarto dele pensando na vida, nas tarefas que não tinha realizado no dia e nas outras tantas que ainda teria para hoje. Depois de alguns minutos, ele se virou e disse:

- Você não vai terminar a estória?

Me desculpei e beijei o dizendo que achei que ele estava dormindo. Então, debruçada sobre ele, perguntei:

- Onde foi que eu parei mesmo?

E ele me respondeu, apontando para o canto da cama:

- Ali!

Rindo e beijando ainda mais, expliquei:

- Não filho, onde a história parou?

E ele me respondeu de forma bastante óbvia:

- Na sua boca.

Ri muito, beijei mais ainda e terminei a história de onde tinha parado, obviamente.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Dos feriados e dos falatórios

Ele tinha acabado de acordar e eu fui trocar sua fralda. Reparei que suas partes estavam meio "caídas" e seguiu-se este diálogo:

M: Arthur, você está com o saquinho mucho. Será que você vai ficar doente? Tá doendo alguma coisa: cabeça, barriga, garganta?
A: Não.
M: Será que você vai ficar doente?
A: Se ficar doente, leva no dotô.
M:  Gargalhadas


- X -

Ele brincou a tarde inteira. Depois da soneca me diz:
Mãe, vamos passear?
Eu, sem saber mais o que fazer, pergunto: Mas, onde você quer ir?
Ele me responde: Passear, lá longe.
Eu achando que ele ia pedir para ir no sítio ou no praia, reitero: Mas lá longe, aonde?
Ele afirma: Lá longe, no bosque para ver o lobo mau.
 
- X -
 Ontem de manhã
 Mãe, quero ir no shopen.
Fazer o quê lá?
Ver papai noel.
Hoje cedo
Mãe, vamos no shopen.
De novo?
É. Quero ver papai noel.
Mas o shopping ainda está fechado.
Ah, tá.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Trolando a mãe em plena loja e mais

E então fomos à caça de um chapéu de festa junina.

No primeiro lugar que passei já estava fechado. No segundo, não tinha. No terceiro, assim que paramos ele me disse: Aqui tem!

Eu esperava que sim porque era minha última ideia de local que achei que poderia encontrar um chapéu de festa junina. E entramos na loja e começamos a rodar os corredores. E não achávamos até que ele fala:

- Olha mamãe, pú. (xampu).

Eu respondo dizendo que sim, que era xampu e perguntei: Como lava a cabeça, Arthur?

Ele me respondeu: - Vovó.

E eu perguntei se a avó era quem lavava a cabeça dele. E ele disse que sim. E como ele não toma mais banho na avó perguntei se a mamãe lavava a cabeça dele também e ele responde: Não, vovó!

A mulher que estava no corredor me olhou e caiu na risada.

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Continuo corrida, continua difícil. Viajei essa semana. Viajo semana que vem de novo. Ele tem formado frases e se esforçado para falar direito. Está manhoso, espoleta, arteiro, briguento e o mundo é dele. Sobreviveremos aos 2? Esperamos que sim. Entre ataques de fofura e de fúria vamos seguindo. 

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Hoje é dia de festa junina na escola dele e ele foi de chapéu e camisa xadrez. A vovó ainda vai pregar um retalho na calça dele e fazer bigodes antes de ir pra festinha. Ele ainda vai levar biribinhas (ainda chama isso assim?) para todos os amigos da escola além de um prato de doce e suco.Para ele que gosta pouco de bagunça vai ser um prato cheio!

terça-feira, 11 de junho de 2013

Diálogo de hoje: Meu filho viu o Bidu

Enquanto estava dirigindo, ele me chama:

- Mãe, olha, auau.

Dirigindo e sem poder olhar respondo:

- Você viu um auau, Arthur?

E ele respondeu:

- É.

Eu, puxando assunto e emendando uma coisa mais lúdica e didática com ele:

- E que cor era o auau, filho?

Até que ele me responde, na maior empolgação:

- Azul!

Achando engraçado e, ao mesmo tempo, impossível, questiono:

- Azul?

E ele assente.

- É!

Eu não vi aquele cachorro, mas devia ser o Bidu, né?