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quarta-feira, 30 de abril de 2014

O óbvio ululante

Ontem levei Arthur para cama no limite do horário. E nosso combinado é de que quando ele enrola para ir para a cama não ganha estória.

No entanto, ontem mesmo indo no limite do horário eu cedi ao pedido de uma estória. Achei que ele fosse pedir a estória da Cleo (a vaquinha de pano que dorme com ele e sobre a qual tenho inventado algumas histórias que unem o dia a dia dele com a amizade com a vaquinha e as vivências pela qual ele tem passado), mas me pediu a estória da Branca de Neve.

Comecei contar a estória e percebi que ele estava dormindo e então parei a estória, mas fiquei ali na calmaria e no escurinho do quarto dele pensando na vida, nas tarefas que não tinha realizado no dia e nas outras tantas que ainda teria para hoje. Depois de alguns minutos, ele se virou e disse:

- Você não vai terminar a estória?

Me desculpei e beijei o dizendo que achei que ele estava dormindo. Então, debruçada sobre ele, perguntei:

- Onde foi que eu parei mesmo?

E ele me respondeu, apontando para o canto da cama:

- Ali!

Rindo e beijando ainda mais, expliquei:

- Não filho, onde a história parou?

E ele me respondeu de forma bastante óbvia:

- Na sua boca.

Ri muito, beijei mais ainda e terminei a história de onde tinha parado, obviamente.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Diálogo de hoje: Meu filho viu o Bidu

Enquanto estava dirigindo, ele me chama:

- Mãe, olha, auau.

Dirigindo e sem poder olhar respondo:

- Você viu um auau, Arthur?

E ele respondeu:

- É.

Eu, puxando assunto e emendando uma coisa mais lúdica e didática com ele:

- E que cor era o auau, filho?

Até que ele me responde, na maior empolgação:

- Azul!

Achando engraçado e, ao mesmo tempo, impossível, questiono:

- Azul?

E ele assente.

- É!

Eu não vi aquele cachorro, mas devia ser o Bidu, né?