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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Acampar na escola: sim ou não?

Então chegou a circular do mês que vem da escola e lá vinha as informações sobre a comemoração do dia das crianças e o famigerado acampamento das crianças na escola.

A primeira coisa que eu pensei foi: ele vai e eu vou ter uma noite para curtir o meu marido! Egoísta mesmo, podem julgar. Em um primeiro momento, sequer pensei se ele ia gostar ou ficar bem. Mas este, claro, foi o pensamento seguinte. E confesso que me assolou. O assunto ficou martelando na minha cabeça e eu até perguntei se ele queria dormir na escola e ele respondeu que sim.

O prazo para responder para a escola era dia 24 e eu só fui verificar sobre o prazo dia 25 cedo. Então liguei na escola para sondar e, depois de falar com a dona da escola, ainda perguntei para as outras mães se as outras crianças também iam ficar para realmente ter o objetivo do acampamento: ele ficar com os colegas dele e se divertir até tarde e logo de manhã, quando eu irei buscá-lo.

Acredito que ele não vai ter problema para dormir na escola, já que ele fica na casa da avó quando eu vou viajar. Mas escrevo isso com o maior receio de pagar a minha língua, afinal ser mãe é receber muitos cuspes na testa.

Questionando o marido sobre isso, ele foi muito ponderado dizendo que acha que fazer isso é antecipar as coisas. E, como quase nunca, concordei com ele. Por que meu menino de 2 anos já tem que saber dormir sem os pais? Só aumentou meu dilema de mãe: deixar ou não deixar.

Quando conversei com as outras mães, algumas me sinalizaram que iam deixar porque ia ser divertido para as crianças. E então, sem ter certeza, autorizei através da circular da escola. Na mesma semana, teve reunião dos pais - mais para mostrar os trabalhos que as crianças estão desenvolvendo - e claro que esse assunto acabou rolando. Depois, a dona da escola veio dar um informe geral sobre a pousada e rolou um bate-papo sobre o assunto, que quase fez o marido mudar de ideia.

Eu só sei que autorizei, mas ainda não decidi sobre o fato. E acho mesmo que só vou decidir no dia, que está se aproximando. Na verdade, acho que vou deixá-lo porque um lado de mim acha lindo crianças independentes e que dormem fora de casa (lembro de quando fui para um acampamento aos 12 anos e tinham muitas crianças de 4, 5 anos e um menino que frequentava o acampamento desde os 3 anos) e vou torcer para que fique tudo bem e meu lado medroso e que concorda com o marido que é antecipar as coisas para ele, que só tem 2 anos e meio, perca feio mostrando que meu menino já sabe ficar sem a mamãe ou algum parente próximo.

Rezem por mim que depois eu mando notícias.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Como termina 2011?

E 2011 termina. Um ano tão contraditório que é difícil saber se foi bom ou ruim.

Definitivamente um ano de fortes emoções. Acho que é assim que posso definí-lo, se é que cabem definições neste ano.

2011 começou angustiado, me lembro, com a avó internada na UTI. 2011 termina angustiado, cheio de dúvidas, incertezas e indefinições que não imaginei que estariam rondando minha vida. Termina como começou.

Em 2011 não posso esquecer daquela alegria imensa que senti quando o Arthur nasceu. Não me esqueço daquela madrugada em que a bolsa rompeu e da manhã em que ele nasceu. A memória daquele dia ainda está muito viva na minha cabeça e no meu coração. Não quero esquecer.

Também não me esqueço da manhã em que o telefone tocou, no meio do ano, com a temida - e inevitável - notícia da morte da minha avó. Me lembro de ter desligado o celular ao dormir e de ter religado durante a madrugada. Até que às 7 da manhã ele tocou, com a lastimável notícia. Ainda me lembro do desespero que me acometeu. Preferia esquecer.

Me lembro da manhã em que peguei o carro e saí dirigindo, brava e irritada, mas cheia de coragem. Me lembro das manhãs seguintes que venci o medo de dirigir e continuei tentanto. Lembro de cada dia que tentei, vencendo o medo até o dia que arrisquei ir até o trabalho e me senti pra lá de vitoriosa, mas me perdi na volta.

Me lembro do final da tarde em que o Arthur engatinhou antes mesmo do Natal, data em que eu dizia que ele iria me presentear com uma engatinhada.

E assim se vai 2011. Com Arthur e sem avó. Dirigindo cada dia mais e vencendo a insegurança de dirigir, mas cheia das incertezas do amanhã. Começo 2012 cautelosa e esperando por má notícias - ruim começar um ano assim, mas não dá para fingir que está tudo bem. Sei que, no final, tudo pode e vai dar certo, mas prefiro não estar tão segura assim e esperar por dias melhores. Melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo como cantaria Jota Quest.

Então, que 2012 seja um ano melhor. Para tudo. Para todos.