sábado, 21 de dezembro de 2013

Recesso

Final de ano chegou e com ele o meu sonhado recesso. Serão quase 15 dias, que passarei na praia com meu filhote.

Ele, aliás, já está lá desde quinta-feira. Eu vou ainda hoje. Nos encontraremos a noite e ficamos até dia 4, sábado, quando eu volto para a vida real e a vida dura de dona de casa com roupa para lavar o domingo todo e voltar a trabalhar dia 6.

Vou aproveitar para descansar e curtir. Quem sabe pego um bronze e desfralde meu menino. Esses são os planos.

E que venha 2014 - um ano que promete ser de muito trabalho, apesar de ter muita gente achando que em ano de copa do mundo ninguém vai trabalhar. Eu sei que além de ano de copa e de eleições, para mim, também é ano de congresso - onde se elege uma nova direção onde trabalho. Ou seja, tem muito trabalho, apesar de no meio de tudo isso ainda tem minhas sonhadas férias de março.

Antes de pensar em 2014, eu quero me despedir de 2013 com tudo que ele teve de bom e de ruim.

Que 2014 seja um ano iluminado para todos. Se der volto antes do ano terminar, mas não quero prometer mais nada para este ano que termina. Quero apenas que ele se vá para que este ciclo se feche.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Sem explicação

Alguém me explica por que meu filho sussurra quando está pronto para dormir, mas quer conversar comigo?

É fofo e engraçadinho, mas pensa numa mãe tentando entender o que o filho fala de chupeta e sussurrando? Eu tenho que pedir para ele repetir umas 5 vezes até que peço para ele falar alto comigo e tudo se esclarece (ou não e eu desisto mesmo).

 Alguém explica como um menino pode gostar tanto de banho que, quando quer, vai para o banheiro, tira a roupa e pede para tomar banho?

Toda vez que isso acontece eu fico pensando que ele se acha dono de si e auto-suficiente para tomar as decisões da vida dele, né, porque é o supra-sumo da independência ele decidir até quando toma banho. E não é só uma vez não, por dia, isso pode acontecer várias vezes.

Agora, alguém explica de onde vem essa criança?


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Presente de Natal

Como faz com a mãe que quer, por tudo neste mundo, comprar uma bicicleta para o filho de nem 3 anos?

Como faz com a vontade dessa mãe que está maior que ela só porque o menino é louco com bicicleta e porque ele saiu pedalando em uma já na primeira vez que subiu na tal?

Como faz se o único presente que ela pensa em comprar para ele é uma bicicleta aro 12?

Como faz se essa mãe-maluca pesquisa e ainda encontra em um preço que cabe no bolso uma bicicleta que ainda por cima vem com os acessórios de proteção?

Alguém indica um psiquiatra para essa mãe?

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Das mudanças que acontecem

Há algum tempo andava insatisfeita com a escola do Arthur. Os motivos eram vários - desde a refeição servida (que era na maioria das vezes industrializados) até o cuidado com ele mesmo, que estava chegando toda semana com marcas de mordidas. Eu entendo a praticidade dos industrializados, mas não respeito seu uso diário e ostensivo, ainda mais para crianças tão pequenas e em formação de alimentação, nutrição, gostos e etc. Entendo também que crianças brigam e disputam, mas toda semana é um pouco demais em uma sala de no máximo 8 crianças, que deveriam ter 2 pessoas em sala de aula. Para piorar, quem mordia ele era sempre o mesmo, ou seja, casos demais de reincidência.

Somado a isso, Arthur mudou de sala (evoluiu e tal) e eu só fiquei sabendo porque a professora nova postou no Facebook. A comunicação entre escola e pais era sempre precária e isso me incomodava. A tal ponto de a escola ter problemas com o telefone e nenhuma pessoa ser comunicada e você tentava telefonar para lá e não conseguia nunca por semanas seguidas.

No meio disso tudo veio a rematrícula e então pela primeira vez pensei em de fato mudá-lo de escola. Ele está em uma fase em que fala muito dos amigos da escola, embora só conviva com eles na própria escola, mas achei que podia ser uma coisa se considerar. Além da rematrícula, veio o aviso de aumento de 12% da mensalidade de 2014 - valor que achei ser alto demais em comparação com a inflação acumulada no ano e, principalmente, para o que estavam me oferecendo de serviços.

Por último, e como cereja desse bolo mal ajambrado, Arthur me relatou meio que na brincadeira que a babá tinha o chamado de feio. Como sempre, em uma simulação do real em sua brincadeira, Arthur disse que o fantoche o tinha mordido, jogou o boneco longe e o chamou de feio. E me chamou muito a atenção dele chamar o boneco de feio, já que não chamamos a atenção dele desta maneira. Para mim, morder é feio, mas o Arthur não é feio. Não é menosprezando meu filho que vou ensiná-lo algo, então prontamente perguntei quem tinha chamado ele de feio. E ele, sem a maldade que ainda não lhe cabe aos 2 anos e meio, me disse o nome da babá.

Insatisfeita, procurei as mães dos colegas de sala dele e questionei quem iria manter os filhos na escola e, para minha non-grata surpresa, muita gente estava pensando em tirar os filhos de lá. Depois dessa, se eu tinha uma pulga atrás da orelha virou um pulgueiro inteiro e resolvi partir para a busca de outra escola.

Depois de pesquisar escolas que se enquadravam no que eu queria para ele neste momento, fui visitar duas escolas (e se tivesse tido tempo teria ido visitar mais uma, mas anda muito puxado) e acabei optando por uma delas.

Hoje, fui efetivar a matrícula, e levei ele junto para conhecer a escola.Eu já tinha contado que ele ia mudar de escola, mas eu não sei o que ele entende por isso. Só sei que chegou a me perguntar se era a escola rosa (o que eu acho que é uma alusão a escola que abriu recentemente na frente da casa da minha mãe, mas que tem uma mensalidade muito alta para meu bolso) e eu contei que não, que era uma escola amarela. Ele chegou a dizer que não queria, por isso, fiz questão de levá-lo hoje comigo.

E então ele já chegou na escola nova perguntando se "é aqui?". Depois, entrou e logo viu os peixes e se encantou. Depois, começou a rodar por perto e explorar a escola nova. Em pouco tempo, descobriu que nos fundos estava um parquinho e um tanque de areia colorida. Em questão de minutos entrou em uma sala com as crianças menores porque eles estavam explorando luzinhas. Eu deixei ele lá e fui fazer a matrícula na secretaria. Quando voltei a turma tinha ido para a quadra e quando cheguei lá meu filho corria e brincava com as crianças como se já fizesse parte. Difícil mesmo foi convencê-lo a sair de lá, mas depois de explorar mais, ele acabou aceitando meu convite para irmos embora. Me deu a mão e saímos.

Alguém duvida que ele gostou?
Mas quando subi na quadra e dei com meu filho lá, brincando, senti que fiz e escolha certa para ele e me emocionei. Fiquei realmente feliz pela escolha e certa de que meu filho vai ser muito bem amado e querido naquela escola (como era na outra, não posso negar que apesar do tal feio aí, ele sempre foi super adorado pelas professoras). Tiver certeza que ele vai gostar dali e se sentir seguro para aprender e viver algum tempo de sua infância.

Depois, quando chegou na casa da avó, e ela perguntou se ele tinha gostado da escola nova, para completar, ele disse que sim de uma forma tão espontânea que deixou meu coração tranquilo e sem dúvida nenhuma de que fiz uma boa escolha.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Dos feriados e dos falatórios

Ele tinha acabado de acordar e eu fui trocar sua fralda. Reparei que suas partes estavam meio "caídas" e seguiu-se este diálogo:

M: Arthur, você está com o saquinho mucho. Será que você vai ficar doente? Tá doendo alguma coisa: cabeça, barriga, garganta?
A: Não.
M: Será que você vai ficar doente?
A: Se ficar doente, leva no dotô.
M:  Gargalhadas


- X -

Ele brincou a tarde inteira. Depois da soneca me diz:
Mãe, vamos passear?
Eu, sem saber mais o que fazer, pergunto: Mas, onde você quer ir?
Ele me responde: Passear, lá longe.
Eu achando que ele ia pedir para ir no sítio ou no praia, reitero: Mas lá longe, aonde?
Ele afirma: Lá longe, no bosque para ver o lobo mau.
 
- X -
 Ontem de manhã
 Mãe, quero ir no shopen.
Fazer o quê lá?
Ver papai noel.
Hoje cedo
Mãe, vamos no shopen.
De novo?
É. Quero ver papai noel.
Mas o shopping ainda está fechado.
Ah, tá.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O choro dos outros

Desde que começou a entender as expressões e os sentimentos, Arthur não gosta de desenhos/personagens/pessoas tristes ou chorando. Além de dar aqueles pulinhos no coração da mãe por ver um menino assim tão solidário a dor dos outros, temos passado por situações bem engraçadas por causa disso. (Quem disse que não há fofura aos 2 anos?)

1º episódio: Eu e o Arthur estávamos brincando na sala quando na tevê um bebê chorou. Ele, na mesma hora, parou para ver de onde vinha. Colocou o dedinho perto da orelha e disse? Escuta... o nenê tá chorando. Disse que era na tevê e ele me perguntou: Vamos cantar para o nenê não chorar? Eu, curiosa, perguntei: Como é que canta para o nenê não chorar? E ele começou: choia, choia, choia, paia de choia. E em ritmo acelerado emendou dançando como ordenava a música: põe a mão na cabeça, põe a mão na tintuia. Na mesma hora comecei a rir.

2º episódio: No dia seguinte de manhã, enquanto esperávamos a vovó na garagem uma criança chorava desolada na garagem. Chamei a atenção dele para o som que vinha de fora do carro e na mesma hora ele se pôs a cantar: chora, chora, chora, paia de chorar. põe a mão na cabeça, põe a mão na tintura. (ele que começou a pronunciar os 'erres' recentemente às vezes fala as palavras com ele, às vezes não)

3º episódio: Ontem, em casa, acabei quebrando a unha de bobeira e me lamentei pelo fato segurando o dedo com a unha quebrada. Triste com o fato e com aquela sensação horrível latente de unha quebrada me lamuriava quando Arthur entendeu que algo estava errado e começou a chamar pelo pai, que ainda não estava em casa. Pai, a mamãe tá chorando. Pai, vem aqui. Pai, a mamãe tá chorando. Posso?

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Quando é a hora de mudar?

Já faz algum tempo que ando pensando nisso: quando é a hora de mudar o filho de escola? E quando a escola não atende mais às suas expectativas pode não estar atendendo às do seu filho?

Já tem quase um ano que sinto meu coração balançar. No final do ano passado, a escola passou por sérios problemas administrativos - tanto que isto afetou inclusive a saúde da dona da escola, que teve um piripaque e foi parar no hospital. Nós, pais, não fomos comunicados de nada e eu só soube do ocorrido em janeiro, quando fui pagar a mensalidade pessoalmente. No entanto, e apesar de não ter sido formalmente comunicada, percebíamos que algo estava acontecendo porque todo dia perguntavam se algo não tinha ido na mochila do Arthur ou algo que não era dele aparecia como casacos e roupas números infinitamente maiores que o meu filho usava ou usaria. Enfim, a baderna interna estava balançando até a rotina da escola.

Além disso, em questão de meses uma professora foi contratada para cuidar da turma do meu filho e foi demitida (ou pediu para sair, não sei). Aquilo me incomodava e me incomodava mais ainda a falta de diálogo entre escola e pais.

O ano acabou, meu filho entrou de férias e em janeiro soube da doença da dona da escola (mas somente disso, as outras questões ficaram por baixo dos panos). Ao longo dos meses, notei que a escola tinha reduzido as turmas e fechado as salas de ensino fundamental e estranhei, mas não questionei. Com a dona com a saúde altamente debilitada, imaginei que esta teria sido a causa.

Este ano, no meio do ano, precisei falar com a escola e por telefone nunca conseguia. Algumas vezes questionei (por semanas diversas com bastante tempo entre elas) e a resposta era sempre a mesma: o telefone está quebrado. Comecei a me injuriar e, principalmente, desconfiar de que as finanças da escola não vão bem a ponto de não pagarem a conta do telefone.

Um dia fui buscar o Arthur na escola e a dona me chamou a atenção devido ao atraso do pai em buscar o Arthur naquela semana (fato que em um ano e meio tinha acontecido 3 vezes), ultrapassando alguns minutos das 19h - horário de fechamento da escola. Me desculpei (principalmente porque os atrasos foram porque o pai dormiu e perdeu a hora - sério!) e prometi que o ocorrido não ia mais acontecer. Mas fiquei extremamente injuriada com o fato porque naquela mesma semana tinha tentado telefonar na escola e não tinha conseguido falar porque o telefone estava quebrado (há semanas, aliás). E mandei um email para a escola, já que por telefone eu não tinha mais uma vez conseguido falar e desabafei falando, principalmente, da falta de diálogo entre a escola e os pais. Ela nunca me respondeu ao email. E meu descontentamento cresce.

Há algumas semanas atrás recebi a circular da rematrícula cobrando mais da metade da mensalidade de taxa e, pior, prometendo reajuste de 12%! Chamei as mães no Facebook questionando sobre a continuidade dos filhos na escola para tentar reduzir este reajuste bem maior que a inflação, mas uma das mães se mostrou tão descontente quanto eu e pretende tirar os filhos da escola. Eu, que também ando descontente, resolvi procurar outras escolas porque acho sinceramente que chegou a hora de mudar.

Arthur é enturmado e não tem problemas para se adaptar depois de 10 ou 15 minutos de interação, então acho que vale a pena pesquisar e buscar alternativas que mais me satisfaçam que aborreçam.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Sobre o acampadentro da escola

Estou devendo posts, é verdade, mas tá osso. Então vamos lá falar sobre o acampadentro da escola.

Fiquei, até o último minuto, na dúvida. Mas mesmo assim enviei o menino de mala e cuia. Ele me dizia que não queria dormir na escola. O marido, se eu não tivesse ligado às 17h da sexta-feira, tinha ido buscar a criança na escola normalmente e pronto. Ele, apesar de achar legal, ainda não tinha concordado plenamente com a questão. Eu, apesar de receosa, achei que seria interessante tentar e insisti. Ele concordou.

Cheguei em casa e aproveitamos para sair - e aproveitar que estávamos sós. Fomos a um restaurante, pegamos fila sem estresse, sentamos calmamente, bebemos, conversamos, comemos e fomos para casa. Eu fiquei apreensiva a noite toda achando que iam me ligar da escola. 

Olhava no celular o tempo todo para checar se tinha sinal e, no fundo, a espera de uma ligação dizendo: Mãe, seu filho quer/precisa de você. Eu sabia que ele ia dormir a noite toda na escola sem problema nenhum, mas no fundo esperava que alguém me ligasse.

De manhã, na agenda, escrevi algo como: Tia Fabi, o Arthur não tem manhas para dormir, no entanto se o ambiente estiver muito agitado ele só vai dormir se estiver EXAUSTO. Ele dificilmente vai deitar e dormir se tiver criança fazendo bagunça. Quando ele não aguentar mais ele irá pedir os nanás, a chupeta e colo e vai dormir em segundos de cansaço no colo de alguém. O Arthur não toma mamadeira em ambientes agitados, mas mesmo assim gostaria que oferecessem a mamadeira no horário de dormir e assim que ele acordasse (200 ml de água morna na medida que envio de leite em pó). Qualquer problema, basta me ligarem.

Eu dormi a noite inteira e o telefone não tocou. Eu acordei com o despertador às 7h20, tomei banho e fui buscar meu filho na escola no sábado de manhã. E encontrei meu menino alegre e saltitante na escola que pediu para tomar banho meia hora depois de ter chegado em casa.

No relato da escola estava lá escrito que ele participou de todas as atividades propostas e só dormiu lá pelas 11 da noite. Acordou às 6h e brincou um pouco com as crianças de manhã, mas não aceitou a mamadeira nem de noite e nem pela manhã apenas jantou bem e tomou seu café da manhã com suco em vez do leite.

No sábado, o menino estava tão cansado que dormiu antes do almoço e no final do dia - coisa rara por aqui, já que ele só dorme de tarde (embora seja um bom cochilo).

Questionado se ele tinha brincado muito na escola, a resposta do sem vergonha foi: Não, mãe, choveu!

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Horário de verão

Já faz algum tempo que ando esperando pelo horário de verão. Por vários motivos: o primeiro de todos é porque eu gosto mesmo, A-D-O-R-O, afinal sou uma pessoa diurna e que se o dia tiver mais horas ainda melhor; segundo porque queria aproveitar com o Arthur algumas horas a mais de dia, então estava planejando buscar ele na escola e levá-lo a uma pracinha para brincar mais um pouco e terceiro porque até hoje não tinha conseguido arrumar o horário normal no meu rádio do carro, então com a volta do horário de verão eu estaria novamente com o relógio acertado (verdade verdadeira, acreditem!).

Acontece que eu que sempre bradei aos sete ventos que meu filho sempre se adaptou ao horário de verão no primeiro dia tive que pagar (feio!) a minha língua desta vez. Nos dois anos anteriores, ele nem sentiu. Mas desta vez deu um bailão para dormir de noite. Era quase meia noite e o menino estava lá, acordadão batendo papo no berço.

Dizem que o corpo demora 1 semana para se adaptar. Eu peço clemência e espero que três dias sejam suficientes.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Fofurices dos 2 anos

Se existe idade mais contraditória que os 2 anos, eu desconheço. Arthur altera entre o menino mais fofo do planeta Terra e o menino mais difícil de lidar dos últimos tempos.

Vale dizer que depois dos últimos episódios de "regressão comportamental" (que escrevi aqui) no mês passado, Arthur tem se comportado muito bem.

Aliás, tenho notado até que ele tem se comportado melhor, como se tivesse crescido e passado a aceitar melhor as regras sociais estabelecidas. Ainda é uma criança, óbvio, corre, brinca, pula, grita, mas tem acalmado os ânimos de forma notável.

Além disso, os tais terrible two são acompanhados dos cute two porque eles estão crescendo e entendendo melhor as coisas, então meu menino faz as seguintes fofuras:

* pega seu cachorro de pelúcia, que o pai denomina como Akira - o mesmo nome da cachorra do padrinho - e faz ninar cantando nana-nenê acompanhado de bicho-papão. 

* imita o lobo mau e conta a maior parte das 3 histórinhas que eu repito ad infinitum para ele. Ele já sabe as historinhas quase inteiras.

* faz carinho e abraça e beija com o bico mais lindo do mundo. E ainda fala para o pai, quando ele faz a barba. "Papai fez baba, tá isinho." passando a mão no rosto do pai.

* Não deixa que fiquemos tristes. E sempre se preocupa quando vê na tevê/rua/livros alguém triste ou chorando.

* Fala tudo errado, mas mesmo assim a gente morre de amores. Principalmente quando ele fala: piamo. (tradução: te amo)

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Que isso, mãe?

Eis que, de repente, o mundo se descortina para o meu filho. E ele começa a prestar atenção no que está ao seu redor e, inclusive, o que está passando na tevê. 

Ontem, o menino sapeca repetiu a pergunta quê isso, mãe? duas vezes. A primeira vez foi dirigido às duas berinjelas que estavam na pia. Que isso, mãe? perguntou o menino curioso. E eu respondi: berinjela. Ele não tentou repetir a palavra nem nada apenas acenou com positivo com a cabeça.

A outra vez perguntou o quê isso, mãe? quando na tevê passava a manifestação no Rio e em São Paulo sobre o aumento salarial dos professores e as confusões oriundas dos protestos. Eu me restringi a responder o que ele perguntou sem tentar formular pensamentos mil para explicar o que ele ainda não entende, então apenas disse: greve, manifestações. Desta vez, ele formulou qualquer coisa parecida no intuito de repetir a palavra manifestação e ficou prestando atenção ao que passava na tevê.

Aliás, já tem alguns dias que tenho reparado o quanto ele tem prestado atenção na televisão, que geralmente fica ligada na sala durante à noite. O marido adora assistir filmes, mas há alguns meses que tenho pedido que ele não se atente em filmes violentos enquanto o Arthur está na sala. Ultimamente, o interesse dele pelo que passa na telinha tem aumentado e eu ando pensando seriamente em retirar os programas jornalísticos da nossa programação. Eu, em primeiro lugar, já não faço questão mesmo e, em segundo, acho tudo o que passa totalmente condenável, enviesado e prejudicial a uma criança de dois anos, então tenho pensado seriamente em adotar os canais infantis como alternativa - aliás, alternativa nem sempre boa porque a quantidade de propaganda é avassaladora e totalmente prejudicial à criança, mas enquanto o Arthur não associa propaganda com consumo acho que dá para levar.

Tirando isso, tenho achado muito interessante a curiosidade dele pelo que está e acontece ao seu redor. Vou, inclusive, procurar estimular sua busca por coisas novas e vou inverter os papéis e passar a perguntar a ele o que são as coisas. Quem sabe assim não temos uma troca mais interessante sobre o mundo que nos cerca?

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Acampar na escola: sim ou não?

Então chegou a circular do mês que vem da escola e lá vinha as informações sobre a comemoração do dia das crianças e o famigerado acampamento das crianças na escola.

A primeira coisa que eu pensei foi: ele vai e eu vou ter uma noite para curtir o meu marido! Egoísta mesmo, podem julgar. Em um primeiro momento, sequer pensei se ele ia gostar ou ficar bem. Mas este, claro, foi o pensamento seguinte. E confesso que me assolou. O assunto ficou martelando na minha cabeça e eu até perguntei se ele queria dormir na escola e ele respondeu que sim.

O prazo para responder para a escola era dia 24 e eu só fui verificar sobre o prazo dia 25 cedo. Então liguei na escola para sondar e, depois de falar com a dona da escola, ainda perguntei para as outras mães se as outras crianças também iam ficar para realmente ter o objetivo do acampamento: ele ficar com os colegas dele e se divertir até tarde e logo de manhã, quando eu irei buscá-lo.

Acredito que ele não vai ter problema para dormir na escola, já que ele fica na casa da avó quando eu vou viajar. Mas escrevo isso com o maior receio de pagar a minha língua, afinal ser mãe é receber muitos cuspes na testa.

Questionando o marido sobre isso, ele foi muito ponderado dizendo que acha que fazer isso é antecipar as coisas. E, como quase nunca, concordei com ele. Por que meu menino de 2 anos já tem que saber dormir sem os pais? Só aumentou meu dilema de mãe: deixar ou não deixar.

Quando conversei com as outras mães, algumas me sinalizaram que iam deixar porque ia ser divertido para as crianças. E então, sem ter certeza, autorizei através da circular da escola. Na mesma semana, teve reunião dos pais - mais para mostrar os trabalhos que as crianças estão desenvolvendo - e claro que esse assunto acabou rolando. Depois, a dona da escola veio dar um informe geral sobre a pousada e rolou um bate-papo sobre o assunto, que quase fez o marido mudar de ideia.

Eu só sei que autorizei, mas ainda não decidi sobre o fato. E acho mesmo que só vou decidir no dia, que está se aproximando. Na verdade, acho que vou deixá-lo porque um lado de mim acha lindo crianças independentes e que dormem fora de casa (lembro de quando fui para um acampamento aos 12 anos e tinham muitas crianças de 4, 5 anos e um menino que frequentava o acampamento desde os 3 anos) e vou torcer para que fique tudo bem e meu lado medroso e que concorda com o marido que é antecipar as coisas para ele, que só tem 2 anos e meio, perca feio mostrando que meu menino já sabe ficar sem a mamãe ou algum parente próximo.

Rezem por mim que depois eu mando notícias.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Calma interior

É uma semana de TPM. Devemos considerar. Tem um monte de coisa errada. Importante salientar. Fiz várias outras tarefas chatas. Vale dizer. 

O humor estava péssimo. Eu não queria nem que o dia tivesse começado, que dirá terminar ainda pior. 

E, então, fui buscar meu filho na escola, que saiu da sala gritando pelo papai, afinal é ele quem pega todo dia. Mas não era o papai e sim a mamãe.

E ele ficou ainda mais feliz. E veio pulando, gritando e saltitando. E nós chegamos em casa e jogamos bola na varanda. Eu tive toda a paciência do mundo. Dei banho. Troquei. Li 4 histórias para dormir (quando o rotineiro são 3). E me sentia, estranhamente, calma.

Obrigada filho! Você salvou o meu dia com seu sorriso, com sua alegria, com sua presença, com a sua inocência e com seu jeito. E eu fui dormir serena e feliz.