terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Desmame - parte 3: Se rendendo à mamadeira

Era 6 de dezembro e eu chegava na casa da minha mãe triste, chateada, P da vida por causa do trabalho. Cheguei com um: "Você não sabe..." e fui recebida por ela com um "Você não sabe...".

A notícia dela era boa. A minha não. Depois que desabafei, chorei, resmunguei, praguejei, xinguei e fiquei aliviada ela me contou que o Arthur tinha tomado uma mamadeira inteira e finalmente aceitava o novo modus operandi. A notícia dela, pelo menos, serviu como um bálsamo. E me aliviou. Principalmente porque já pensava em desmamá-lo durante o recesso. Agora, seria questão de dias e então tentaríamos a retirada do peito noturno.

Mas, claro, que nem tudo foi tão fácil assim. Nos primeiros dias ele não aceitava a mamadeira comigo, então mantinha a rotina de tirá-lo da cama cedo e levar até minha mãe antes do trabalho - e lá ele tomava o leite, mas agora na mamadeira. Aos poucos, ele foi aceitando e o "trabalho" ficava mais fácil.

Quando saí de recesso, em 21 de dezembro, tentei pela primeira vez a mamadeira noturna. Ele aceitou. No dia seguinte, fomos ao pediatra e a mamãe aqui já comemorava o feito sem nem imaginar o show que me aguardava de noite. Na noite do dia 22, surpresa: um escândalo estrondoso. Birra. Ele se jogava, empurrava a mamadeira, gritava, chorava, esperneava.

O escândalo era tanto que o marido até saiu de casa para não ver. Ele, que era tão a favor do desmame, de repente ficou bravo e saiu. Tentei, mas não insisti. Depois de uns 20 minutos de luta me rendi. Ele estava desesperado e eu, vencida. Aquilo era demais para mim. Me rendi dizendo a ele: Ok, Arthur, eu já entendi. Você ainda não quer largar o tetê. Eu me rendo. E dei o peito. Ele mamou e dormiu. A paz reinou em casa.

Depois o marido argumentou, todo bravo, que eu estava fazendo tudo errado. Que ia fazer o Arthur sofrer e que ele não concordava com aquilo. Eu, sem entender e já derrotada pelo filhote, só argumentei: mas você era a favor do desmame. E ele respondeu: mas não assim.

Ok, eu também não queria e nem quero fazer o Arthur sofrer - tanto que me rendi e resolvi esperar mais uns dias para ver se a gente conseguia, mas também já via que mamar no peito estava virando uma brincadeira para o Arthur. Ele queria brincar com o bico, fazer graça e enrolar para mamar. Eu já estava sentindo que aquele seria o momento certo. Alguns dias antes de tentar desmamar, Arthur chegou a ferir o bico do seio mordendo e brincando em vez de mamar. Isso só aumentava a minha vontade de desmamá-lo. Mas resolvi esperar.

Talvez uns dias a mais fosse o necessário e o suficiente para ele se desprender e aceitar o desmame. Resolvi esperar as festas passarem e tentar mais tarde, afinal estava de férias e teria tempo de sobra para tentar.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Desmame - parte 2: A volta ao trabalho

Como eu suspeitava desde o princípio, as férias foram podadas. Voltar é bom, mas não era uma tarefa fácil, principalmente por imaginar que ele passaria fome a tarde toda caso não aceitasse a mamadeira.

Acordado internamente, reduzi a carga de trabalho para conseguir amamentar o Arthur às 18h. Saía do trabalho voada porque, até então, ele só almoçava.

No primeiro dia, Arthur chorou, esperneou e com a ajuda da faxineira tomou quase toda a mamadeira depois de muita resistência. Foi, para minha mãe, um sufoco, mas com uma grande ajuda. Nos dias seguintes, no entanto, a santa ajuda não estava lá e Arthur não tomou mais a mamadeira. Minha mãe tentava driblar: dava muitas frutas e continuava tentando. Eu me desesperava. Ainda era final de setembro.

Alguns dias depois, já pelo meio de outubro, descobrimos que ele aceitava o leite a colheradas e então, a princípio, era a solução. Como era um processo difícil, amamentava o Arthur de manhã, antes de sair, e voltava correndo para amamentar no final do dia e de noite. Quando voltava, ele queria mamar muito. Era um desespero. Mamava a cada uma hora até a hora de dormir.

O leite, no entanto, oferecido a colheradas era sempre com alguma coisa: farinha láctea, banana, maçã ou alguma outra coisa que saborizava o leite e o fazia aceitar melhor. Mas a dificuldade era imensa. Afinal, imagine oferecer 150 ml de fórmula com banana (o que aumentava a quantidade final) a colheradas de café?! Pois é. Pelo processo ser demorado assim continuava amamentando o Arthur de manhã e no final do dia.

Aos poucos, a aceitação foi ficando melhor, mas sem o uso da mamadeira.

Aos finais de semana, com ele em tempo integral, ainda amamentava normalmente. Era mais fácil, mais rápido e mais prático. Mas quando a semana recomeçava, a dificuldade em alimentá-lo com a fórmula aumentava e minha mãe costumava reclamar então, em outubro, parei de amamentar de manhã. Inclusive aos finais de semana.

Como ele dormia até mais tarde do que o meu horário de sair durante a semana, só acordava ele e trocava quando tudo já estava pronto. Assim ele saía e chegava na minha mãe em questão de 10 minutos - e não ficava com tanta fome até ser alimentado.

Em outubro ele passou a jantar, mas ainda assim voltava para casa correndo antes do horário normal porque mesmo jantando, quando eu chegava ele queria mamar no peito. Eu fazia toda a vontade dele. Em novembro fui viajar com ele, e com a madrinha dele a tira colo para me ajudar. E retrocedemos um pouco. De manhã eu amamentava, de tarde minha irmã resistia em dar o leite de colher, mas ele almoçava e jantava e de noite eu amamentava ele à vontade.

Quando voltei da viagem decidi parar de amamentar durante o dia. Deixei a preguiça de lado - embora desse umas escapadas quando saía e quando estava muito cansada - e passei a oferecer para ele de manhã e de tarde o leite a colheradas. Vez ou outra ainda tentávamos a mamadeira, mas ele tomava 30, 50 ml e parava.

A esta altura do campeonato já estávamos acostumadas a dar leite a colheradas e seguiamos assim. A intenção era, no recesso de final de ano, desmamar o Arthur de vez mesmo com toda a dificuldade dele em aceitar mamadeira e da forma em que consumia o leite. Ia tentar, afinal não ia perder nada com isso. Até que em dezembro...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Desmame - parte 1: a primeira tentativa

Sou uma felizarda e tive seis meses de licença maternidade. A princípio emendaria minhas férias na licença, mas com a alteração da data de um evento comecei a suspeitar de que as férias seriam podadas e ligava sempre no trabalho para saber e confirmar as férias.

Mesmo sem confirmação oficial, desconfiava e em agosto tentei desmamar o Arthur. Seria mais a introdução da mamadeira para que se eu realmente tivesse que voltar em setembro, ficaria tranquila. Mas não consegui. Ele não aceitou a mamadeira e eu me desesperei.

Com a fórmula indicada pelo médico, ele sentia ânsia. Com outros leites não sentia ânsia, mas não tomava com mamadeira. Sentia ânsia também dos bicos de mamadeira. E tentamos tudo: todos os bicos, todos os formatos e materiais, todas as mamadeiras e até aquela que todo mundo diz que a criança aceita por ser do formato do seio. NADA!

Por minha parte, um desespero total. Muito choro, muita ansiedade, muito medo e tudo isso, claro, absorvido por ele que se recusava a tomar mamadeira perto ou longe de mim, oferecido por mim ou por outra pessoa.

O pediatra na consulta do final do mês tentou me acalmar dizendo que realmente ele não aceitaria a mamadeira dada por mim e que no tempo certo tudo daria certo. Ele me acalmou, me passou um floral, e eu, por hora, desisti de tentar introduzir a mamadeira. Segundo o médico, na hora da fome, o Arthur ia aceitar.

Só que em setembro, poucos dias antes de terminar a licença, confirmaram a minha volta, adiando as férias. Me desesperei, óbvio, mas entreguei na mão de Deus - rezando (e chorando) muito.

A mamadeira ele não aceitava mesmo. Nem com fórmula nem com leite ordenhado. Ele aceitava mais o NAN, e não o APTAMIL receitado pelo médico, mas só de colher. As primeiras tentativas tinham sido em vão, frustradas e totalmente frustrantes. O jeito era esperar a volta ao trabalho e ver o que ia acontecer.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Enquanto ele dorme

Faz mais de uma hora que Arthur está dormindo. Geralmente aproveito para dormir também, mas hoje estou sem sono e com vontade de ficar conectada.

As férias já acabaram, Arthur está desmamado, ainda continuo com o futuro incerto, fazendo preparações para o aniversário de um ano do Tutu - nossa como passou rápido! - e com a vida em seu ritmo frenético.

Semana que vem é semana de consulta no pediatra, que sempre me deixa chateada já que ele não engorda e a gente continua tentando descobrir o motivo. Em fevereiro temos endocrinopediatra. Por enquanto, a única coisa que descobrimos foi uma leve anemia, que já estamos tratando há um mês.

Ele tem comido cada vez melhor. Pelo menos, neste meu mês de férias, foi isso que notei. Mas também já percebi que minha mãe não tem tanta paciência para alimentá-lo como eu. Para mim, ele só comeu bem se comeu tudo ou deixou bem pouco no prato - o que já não acontece com ela. Se ele comeu meio prato para ela já está bom. Ou então, se ele prefere fazer onda para comer ela desiste e oferece a mamadeira - e isso eu não faço nunca. Tanto é que comigo ele come muito bem, mas não mama tão bem a mamadeira e com ela acontece o contrário - claro, não comeu bem e na hora da mamadeira está com mais fome; Comigo ele almoça e janta tudo e ainda come uma fruta, com ela não.

Claro que sou muito grata a ela, que cuida bem dele. Tem toda paciência com ele, mas é difícil quando tento fazer com que ela siga meu padrão de criação - para ela, ela já tem experiência suficiente porque criou 4. Eu, que sou novata neste ramo, não tenho vez de tentar ou impor minha vontade o que tem me feito pensar seriamente em colocá-lo em uma escola o quanto antes.

Arthur se desenvolve muito bem, mas a falta de ganho de peso - uma constante desde que ele nasceu, ou melhor, desde a barriga - ainda me preocupa. E também preocupa ao pediatra dele. Eu nunca estou contente, embora ele coma bem, se desenvolva bem e nunca tenha ficado doente. Segui, até hoje, a maioria das recomendanções do pediatra a risca: amamentação exclusiva até os seis meses e introdução gradual dos alimentos. Até o dia que achei que não dava mais. Ele não ganhava peso de jeito nenhum e resolvi acelerar a introdução dos alimentos. Afinal, se as outras crianças comem, por que o Arthur não poderia comer ? Resolvi introduzir tudo - ou melhor, quase tudo - na alimentação dele e deixar fluir.

Claro que ainda sou bem chata com alguma coisas: sem doce, sem refrigerante, evitando suco artificial, danones e outros alimentos muito doces, frituras e peixe, mas de resto, vamos seguindo: carne, frango, verduras, legumes, ovo.

Vamos ver se a liberação da alimentação e um mês com ele melhoraram o peso dele neste mês. Estou sem esperanças, mas continuo torcendo. No final da semana ( a consulta é só na sexta-feira, no final do dia) conto como foi. Desejem-me boa sorte!!!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Arthur: menino sério

Ver o vídeo, que virou mania e comercial de banco, do bebê rindo loucamente só em ver e ouvir o papel ser rasgado me intriga. Arthur é um menino sério. Ri, sorri, mas raramente gargalha.

Já o vi gargalhar, mas é difícil. O que um dia o faz cair na risada já não tem mais a mesma graça alguns dias depois.

Menino sério. De riso fácil, mas de gargalhada difícil de ser conquistada.

O biso, às vezes, consegue. Mamãe, raramente, consegue - a menos que apele para as cócegas. Papai, de vez em quando, consegue. Tio Flávio, na piscina, conseguiu e ficou orgulhoso.

Preciso gravar porque é tão raro que merece ser recordada sempre.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Como termina 2011?

E 2011 termina. Um ano tão contraditório que é difícil saber se foi bom ou ruim.

Definitivamente um ano de fortes emoções. Acho que é assim que posso definí-lo, se é que cabem definições neste ano.

2011 começou angustiado, me lembro, com a avó internada na UTI. 2011 termina angustiado, cheio de dúvidas, incertezas e indefinições que não imaginei que estariam rondando minha vida. Termina como começou.

Em 2011 não posso esquecer daquela alegria imensa que senti quando o Arthur nasceu. Não me esqueço daquela madrugada em que a bolsa rompeu e da manhã em que ele nasceu. A memória daquele dia ainda está muito viva na minha cabeça e no meu coração. Não quero esquecer.

Também não me esqueço da manhã em que o telefone tocou, no meio do ano, com a temida - e inevitável - notícia da morte da minha avó. Me lembro de ter desligado o celular ao dormir e de ter religado durante a madrugada. Até que às 7 da manhã ele tocou, com a lastimável notícia. Ainda me lembro do desespero que me acometeu. Preferia esquecer.

Me lembro da manhã em que peguei o carro e saí dirigindo, brava e irritada, mas cheia de coragem. Me lembro das manhãs seguintes que venci o medo de dirigir e continuei tentanto. Lembro de cada dia que tentei, vencendo o medo até o dia que arrisquei ir até o trabalho e me senti pra lá de vitoriosa, mas me perdi na volta.

Me lembro do final da tarde em que o Arthur engatinhou antes mesmo do Natal, data em que eu dizia que ele iria me presentear com uma engatinhada.

E assim se vai 2011. Com Arthur e sem avó. Dirigindo cada dia mais e vencendo a insegurança de dirigir, mas cheia das incertezas do amanhã. Começo 2012 cautelosa e esperando por má notícias - ruim começar um ano assim, mas não dá para fingir que está tudo bem. Sei que, no final, tudo pode e vai dar certo, mas prefiro não estar tão segura assim e esperar por dias melhores. Melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo como cantaria Jota Quest.

Então, que 2012 seja um ano melhor. Para tudo. Para todos.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Sem contagem regressiva

Eu sempre amei fazer aniversário. Sempre gostei de comemorar. Sempre quis fazer festinha - mesmo com baixa adesão dos convidades. Mas este ano eu quase desisti. Não fiz contagem regressiva, não planejei nada, não me animei e só resolvi comemorar para não deixar passar em branco.

Agora, penso, planejo e faço contagem regressiva para o aniversário do Arthur, mas quase me esqueci do meu. Parece até brincadeira, mas é a pura verdade.

Fiz até uma enquetezinha pelo facebook pra saber se comemorava - na verdade, para ver se o pessoal me empolgava de comemorar. Este ano, fiz uma lista de possível convidados e analisei quem mais provavelmente iria e isso me desanimou ainda mais de comemorar. Com mais de 30 amigos listados nem 10 compareceriam - isso contando a família, que já é grande e faz volume. Então, para quê comemorar? Uma das amigas está longe (em outro país), a outra amiga acho que não vai e uma terceira, que já nem apareceu o ano passado eu não conto para esse ano. Mas, surpreendentemente, as pessoas apoiaram a comemoração no face e eu resolvi fazer.

Pelo menos um bolo, eu pensei. Por mim. Só para não passar batido, vai. E não dizer que não chamei os amigos para comemorar. Mas em casa eu não tenho coragem de fazer porque sempre faz uma bagunça e depois com o Arthur arrumar a bagunça é mais difícil. Em um bar é complicado porque tem o Arthur, e ele sai da rotina, de casa e é complicado, mas é a melhor opção. Então resolvi fazer em um bar que é perto de casa, tem trocador, tem um sofá aconchegante e um ambiente que parece sala de estar. Levo o bolo, reúno uns poucos amigos e a família, apago as velinhas e não deixo passar em branco.

A terceira amiga, que nem foi o ano passado, até ligou cobrando uma comemoraçãozinha - fato que me deixou feliz e na expectativa de que este ano ela compareça. Outros amigos já confirmaram - gente que nem imaginava e gente que eu já contava, então acabei me animando. Hoje, encomendo o bolo, faço as unhas e me preparo para amanhã. Com o Arthur, os amigos e a família. Pelo menos assim, os 29 não passam em branco.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Uma semana cheia de aprendizados

A semana que passou foi cheia de aprendizados para o Arthur. Ele estava pra lá de danado e ver, a cada dia, uma nova conquista é uma delícia. Por essas e por outras acho que esta fase dele é a mais gostosa.

Tudo começou no domingo retrasado, quando comecei a brincar de indinho com ele. Ele achava graça, mas bastou algumas repetições para ele entender a brincadeira. Quando ele começava a "falar" eu batia na boquinha dele para fazer como um índiozinho mesmo. Ele achava graça e no final do dia já estava entendendo o espírito da brincadeira. Na segunda-feira era só bater a mão de leve na boca dele que ele já começava a emitir os sons para que a brincadeira fosse feita. Ríamos todos, ele, eu e quem mais estivesse em volta.

A vovó do Arthur costuma mandar beijinhos para ele e pedir outros de volta. E não é que sexta-feira de manhã, enquanto trocava a fralda, ele começou a mandar seus próprios beijinhos? A coisa mais linda. Já cheguei na minha mãe avisando: já viu ele mandar beijinhos? Então, se prepare porque ele está fazendo. A vovó só faltou se derreter inteira. Ficamos todos derretidos, né? E quando ele dispara mandando beijos, então.

E eis que no sábado ele começou a se sentar sozinho. Menos de 1 mês depois de conseguir se manter sozinho o danado conseguiu ficar sentado. Já era engraçadinho ver ele de sentado se abaixar e deitar para que conseguisse chegar em algum brinquedo - ele antes se jogava, mas depois de algumas choradas aprendeu que tinha que fazer devagar e com jeito - ver ele se levantar, então, é demais. Ele deita, vira, rola, se apoia no braço e faz uma força danada, mas consegue se erguer e sentar. Nem preciso dizer que ele está um perigo!!! Rola para todos os lados e o tapetão da sala ficou pequeno para tanta peripércia. A providência seguinte a de festejar e babar foi abaixar o berço!

Nem preciso dizer o quanto esta semana me deixou contente. Ver meu menino se desenvolver é mais que uma delícia, é especial. E seguimos babando, curtindo, ensinando e aprendendo com ele e no tempo dele!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Andador? Não, obrigada!

Agora que o Arthur está sentando sozinho todo mundo vira e mexe me pergunta quando eu vou comprar um andador - até o marido já disse que estava na hora de comprar um.

Mas acontece que eu sou contra. Mas nem sempre as pessoas acham que a sua opinião vale - mesmo que você seja a mãe da criança então possível usuária do andador. Todo mundo sempre acha que sabe mais do que você - ou porque já criou filhos e usou com sucesso o tal andador ou porque gostam de opinar mesmo. E os achismos em torno de como eu deveria criar o meu filho sempre me incomodam, principalmente quando você diz que não concorda ou não quer algo e as pessoas ainda ficam insistindo e tentando te convencer.

Na questão do andador é sempre complicado explicar para as pessoas de que aquilo não ensina realmente a andar (a criança fica na ponta do pé apenas se impulsionando e não realmente caminhando) e ainda pode causar problemas por forçar a coluna do bebê mais do que deveria. Já li diversas matérias a respeito disso e concordo. Além do mais, acho andador um negócio muito perigoso. Mas as pessoas não levam a sério, principalmente quem já fez uso do objeto em questão. Então, sempre digo que não quero porque o desnível que temos na sala pode ser perigoso e pronto. Assim, as pessoas concordam e eu não tenho que me desgastar e nem me indispor com ninguém. E assim o assunto morre até que alguém resolva, mais uma vez, sugerir o uso do objeto e lá vou eu de novo falar do tal desnível.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Já falei aqui da decepção que sinto quando levo Arthur ao pediatra e vejo que ele não ganhou tanto peso quanto deveria. Nos últimos dois meses, o pouco foi tão pouco (e repetido) que o médico resolveu pedir um exame só para saber se estava tudo bem.

A princípio, minha mãe considerou um exagero e me pediu ponderação antes de levá-lo para colher sangue e fazer sofrê-lo. Então procuramos uma segunda opinião que dizia: Ele não ganha nem uma grama a mais do que precisa, mas está bem. Levando em consideração o perfil (magérrimo) da mãe, não podemos esperar mais. A curva dele, dizia o outro pediatra, é coerente, ascendente e não teve queda. Não está dentro do padrão, mas está bem paralela.

Fiquei quase satisfeita e mais tranquila até que no dia seguinte encontrei uma menina que trabalha no mesmo prédio que eu e ganhou bebê 3 meses antes. A bebê dela está com problema de ganho de peso (e nasceu bem maior que o Arthur com mais de 3kg) e ela está investigando onde algo aconteceu. Com 9 meses, a bebê dela pesa só um kilo a mais que o Arthur. Ela disse que estava indo procurar uma endocrino-pediatra. Nem preciso dizer que a luzinha vermelha acendeu de novo. E então fui lá fazer o exame e tirar logo da consciência este peso.

O resultado
Ler exame sem ser médico é a pior coisa que qualquer um pode fazer. Mãe, então, nem se fala. A gente já fica imaginando mil coisas e entra em parafuso. Comigo não foi diferente. Google vira aliado e, ao mesmo tempo, inimigo. Até chegar a consulta, mil medos e pânico pessoal. A única coisa que alardiei foi: algo está errado, alguns índices estão bem diferentes.

Na consulta, o pediatra me afirmou que o parâmetro usado era de adulto (e qual a lógica de se usar um parâmetro de adulto para um bebê de 7 meses, alguém pode me explicar?) e disse que Arthur estava bem. Sem motivos para me preocupar.

Fomos viajar, Arthur curtiu horrores o Espírito Santo com a madrinha enquanto a mãe ralava, e voltamos. No dia seguinte, o pediatra me ligou dizendo que um dos resultados estava MUITO alterado e pediu para repetir o exame. Disse que não tinha me alertado antes porque queria conversar antes com uma amiga (hematologista) sobre suspeitas e então ela aconselhou que se repetisse o exame, que poderia ter sido erro do laboratório. Como o laboratório tinha comparado com parâmetro adulto achei mesmo que também poderia ter sido erro e resolvi repetir o exame em outro laboratório.

O médico explicou que havia suspeita do Arthur estar com alguma infecção viral, mas como nunca apresentou nenhum sintoma - nem mesmo febre - era melhor refazer o exame e ver qual seria o resultado. Ele também avisou que, por precaução, pediria um exame complementar, mas no telefone não adiantou qual seria e nem para quê.

Mãe preocupada e curiosa assim que peguei a solicitação de exame fui ao consultor google para saber do que se tratava o exame complementar: alfa fetoproteína. Ou seja, busca por índice tumoral. Medo, medo, medo.

Mais um exame, mais um resultado
Cautelosa não quis alertar ninguém. Fizemos o exame e fiquei ansiosa esperando 3 dias pelo resultado, que veio totalmente diferente do anterior. Linfócitos altos ainda, mas bem menos que antes. Comparado ao exame anterior, nada era igual. Mas pelo menos o parâmetro usado era infantil. E o parâmetro do alfa fetoproteína 3 vezes mais alto do que o recomendado. Mandei o exame imediatamente ao pediatra e fiquei esperando retorno.

Ele me ligou me acalmando e explicando o exame - mal sabia ele que eu já estava em pânico, rezando loucamente desde sexta-feira - e dizendo que o hemograma estava bom e que a amiga que consultou não confiava em nenhuma análise de alfa fetoproteína que não fosse feita pelo Fleury, mas adiantou que o hemograma estava normal, dentro do que ela considerava normal, e sem motivos para alarde. Respirei aliviada. Mas ainda assim temerosa.

Ele aconselhou que repetíssemos o exame daqui a um mês pelo Hospital Samaritano ou Santa Catarina, que fazem análise pelo Fleury, só por desencargo. Mas me pediu calma e afirmou que não tenho motivos para preocupações.

Semana que vem temos consulta de rotina com o pediatra. Me certificarei com todas as perguntas possíveis de que Arthur está bem. Mas depois dessas acho que ainda não estou totalmente tranquila e convencida. Acho que só ficarei bem mesmo quando repetirmos o exame e o resultado me apontar claramente que o Arthur está bem. Enquanto isso, sigo analisando e prestando atenção em cada movimento do Arthur. Mais atenta do que nunca, mais zelosa do que nunca.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Dos vídeos fofos

Ultimamente tenho visto muitos videos bacanas, de campanhas na TV a vídeos na internet. Um deles, que vale a pena assistir e pensar, é este sobre uma campanha da fome. Emocionante, sincero e que faz pensar. Nascemos bons, certo? E quem nos corrompe: a sociedade?, os outros?, a vida?, o mundo? A organização humanitária internacional Accion contra el hambre (Ação contra a fome) é quem divulga a campanha. Se quiser saber mais sobre a campanha, clique aqui.


O outro é a propaganda do Itaú Seguro. Lindo, emocionante, sensível. Daqueles que vale a pena assistir e de dar água nos olhos (hehehe). E o legal é que se você entrar no site deles, ainda dá para fazer um vídeo com as fotos do seu filho. Não é o máximo? Vai lá.


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Viajando com o Arthur

Voltei ao trabalho já com todo aquele receio costumeiro de deixar o pequeno e voltar à vida normal. Para completar ainda havia o monstro de uma possível viagem de trabalho me assombrando. Ir e levar o Arthur ou ir e deixar o Arthur?

Questões nada simples uma vez que cada resposta implicava em muitos outros viés. Se fosse levaria alguém para me acompanhar e ficar com ele? Quem? Ou deixaria ele na creche que será montada no local? Mas como fazer isso se nem aqui ainda mandei ele para ser cuidado por terceiros? Deveria deixá-lo? Mas e como eu ficaria sem ele? E se ele precisasse de mim? E se eu precisasse dele?

Os impasses aumentavam proporcionalmente a cada dia. Arthur não aceita a mamadeira e nem o leite e a necessidade do meu trabalho só aumentava.

Com o coração na mão, a decisão foi tomada. Vou viajar e levar a irmã e madrinha para ficar com o pequeno durante o dia. Assim fico mais tranquila e embarco mais feliz com o Arthur a tira colo. Resolvo assim quase todos os problemas. Ele vai e se precisarmos um do outro é fácil de resolver; ele vai e assim poderá mamar durante a noite; ele vai e ficará sob os cuidados da dinda, que vai aproveitar umas férias-forçadas não tão férias assim no Espírito Santo.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011