quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Adaptação - O 2º dia

Hoje não teve choradeira (ainda bem). Se integrou super bem. E usamos a tática de ficar mais distante. Ficamos apenas 15 minutos a mais, mas ele até foi trocado como as outras crianças. Amanhã fica ainda mais e na sexta-feira vou sair da escola e voltar depois. Hoje, em alguns momentos, ainda me teve no campo de visão, mas nem sempre.

Hoje deu um tempo livre, mas não levei o livro. Então fiquei no Face do celular. Lei de Murphy. Para amanhã, vou providenciar uma revista, que é mais fácil de ler e dá para parar caso seja necessário.

Fiquei mesmo me sentindo uma ET sentada na parte da frente da escola. Todos os pais e mães me olhavam com cara de quem estava vendo um alienígena. Fiquei com vontade de pendurar uma placa no pescoço dizendo: EM ADAPTAÇÃO.

Em resumo, hoje o dia me deixou bem mais feliz. Amanhã providenciaremos mochila e outros acessórios. É, meu menino está crescendo e eu fiquei achando a coisa mais linda do planeta ele interagindo com as crianças e brincando todo feliz.

A professora também achou que hoje tudo foi bem melhor. Que ele responde conforme o esperado. E que o equilíbrio dele é excelente para a idade. Segundo ela, tem crianças que ficam muito mais grudada com a mãe do que ele. Será meu filho um ser independente por natureza? Espero que sim.

Amanhã tem mais!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Adaptação - O 1º dia

Ser mãe é pagar a língua. E eu já paguei a minha assim, em tão poucos dias. Na sexta-feira disse aqui que achava que o Arthur não ia chorar no primeiro dia de adaptação. Não só chorou como não desgrudou.

Levantei no horário habitual, tomei banho e sequei o cabelo, tomei café, preparei a mamadeira e quando ia começar a preparar a bolsa do Arthur ele despertou. Tomou toda a mamadeira, arrumei a bolsa e o troquei, como sempre.

E então saímos, a pé, para a escola que fica a duas quadras. Chegamos lá, ele foi com a professora, entrou na sala com os "nenéns" e ficou. Eu saí da sala e esperei. Do lado de fora, feito uma barata tonta, procurava um canto onde encostar para ler - juro! eu levei um livro! -, mas como não tinha nenhum banco resolvi registrar o momento. Não deu tempo nem de publicar a foto porque Arthur começou a se esgoelar na sala. Olhei pela janela só para me certificar - como se não soubesse - de que era ele mesmo quem chorava. Foi só me ver que estendeu os bracinhos em minha direção. Contornei a sala e entrei enquanto ele ainda chorava se debulhava em lágrimas. Entrei na sala, me agachei ao seu lado e ele se jogou em meus braços. Abracei, enxuguei as lágrimas e ele até sorriu e voltou a se juntar às crianças, que iam para a outra sala. Mas não quis, andou até outra sala e a professora me aconselhou deixá-lo olhar tudo que queria e ir onde quisesse.

Então, ele resolveu que queria mesmo ficar andando na parte da frente da escola até que uma das professoras o levou para o tanque de areia colorida, que fica nos fundos. Ele ficou lá brincando e eu fui aconselhada a ficar com ele, enquanto ela iria para a turma dela. Em pouco tempo, a turma dele viria para a parte de trás para o lanche. Ele até se juntou à turma, mas não comeu. Vários pontos: o lanche oferecido era suco e bolo e como não está habituado a comer bolo, ficou só com o suco mesmo. Ainda mais, às 8h30 não é o horário em que ele está acostumado comer. Além de não comer, causou horrores: não parou, rasgou o guardanapo do amiguinho - o que causou reação em cadeia - e ainda começou a distribuir tapa em uma amiguinha que estava ao lado dele. Não, não vai ser fácil e eu já estou com dó da professora.

Depois, todos foram para o parque - onde há escorrega e aqueles brinquedos plásticos todos. Ele acompanhou a turma com alegria, afinal adora um parque, mas eu tentei ficar de longe. Mas ele foi e logo estava por perto me chamando. Como ficou parado no portão, resolvi entrar na área de gramado sintético. Ajudei-o a brincar, interagir e quando ele veio ao meu encontro ele foi abraçado e beijado. Interagiu e eu também, com as outras crianças.

O combinado para este primeiro dia era ficarmos lá até às 9h30 e sair, mesmo ele querendo ficar mais. E foi o que fizemos. Ele veio para meu colo, deu tchau e mandou beijos para os amiguinhos - deu até um beijo de tchau na professora, coisa muito rara de fazer - e saímos. Para amanhã, combinamos que eu ficarei mais distante para que ele seja observado. Ficarei por perto, mas não ao lado. Amanhã conto como foi!

sábado, 18 de agosto de 2012

Na busca da escola perfeita

Não sei se existe. Não acho que encontrei. Mas busquei o quanto pude e segunda-feira farei a matrícula do Arthur.

Não vou fazer a matrícula na escola que fez meu coração bater forte por questão de ordem prática - ela fica meio distante e em dia de rodízio ia depender mais dos outros para tarefas que deviam ser só minha e, por isso, desisti. Optei pela outra escola que gostei (embora não fizesse meu coração bater forte) e que fica a 2 quadras de casa e que, nos dias de rodízio, vai me permitir levar o Arthur a pé para a escola.

E então, na semana que vem, começaremos a adaptação. Tenho quase certeza de que vai ser infinitamente mais difícil para mim do que para ele. E que, concordo com a dona da escola, ele só vai se adaptar mesmo - e entender tudo - muitos e muitos dias depois. Não acho que ele vai chorar (mas posso pagar minha língua quanto a isso fortemente) nos primeiros dias, mas tenho certeza que na segunda-feira que vem vai ser terrível. Depois do final de semana com mamãe-e-papai ele vai voltar para a escola logo cedo e eu vou aproveitar meu último dia de férias.

Por enquanto, ele vai para o meio-período. Para não sofrer tanto. Fica a parte de manhã, a vovó busca depois do almoço e de noite vou buscá-lo. Vou permanecer neste esquema, espero, até o final do ano. Talvez ano que vem partiremos para o integral, mas tudo depende.

Com essa mudança e com o convívio com crianças, já estou me preparando para a primeira doença do Arthur. Porque em 1 ano e 4 meses, ele ainda não teve uma febre. Nunca ficou doente e segue com apenas uma crise de tosse em seu histórico. Mas já estou me preparando. Para isso e para outras coisas também. Vamos fundo que o dever de encontrar uma escola para ele nas minhas férias foi cumprido.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Instagram: Top Arthur

Das 42 fotos postadas, 12 são do Arthur.


Das fotos tops. 3 de 5 são do Arthur. É o Tutu no top Instagram.


terça-feira, 7 de agosto de 2012

Férias: na contagem regressiva

Estou ausente. Mas não prometo voltar tão logo. Estou cheia de trabalho. E com as férias chegando, piorou. O trabalho dobra para deixar tudo em ordem, adiantar outras coisas e ainda planejar as férias. 

Não vai ter viagens, mas quero resolver algumas pendências: comprar umas roupas que estou precisando, ir a algumas exposições, comprar um sofá novo que estou precisando e querendo, ir a algumas consultas médicas de rotina, escolher uma escola para o Arthur, me livrar do meu antigo computador de uma vez por todas (isso unclui fazer back ups, apagar tudo e despachar a máquina e a mesa para o enteado) e descansar, quem sabe. Enfim, férias para fazer tudo aquilo que estou com vontade, mas não tenho tempo por causa do trabalho.

Se der, mando notícias. Acho que vai ser raro e difícil, mas passa lá no face que do Iphone consigo atualizar mais, postar fotos, comentar e interagir. Textos longos com a casa para cuidar, as coisas para fazer e a cria para olhar acho que vai ser difícil. Mas prometo tentar. Afinal, quero tirar 2 dias para mim com o Arthur na vovó ou na escola (se assim conseguir me decidir) para ver uns filmes e ter a paz que eu mereço por algumas horas seguidas.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

I'm back ou A boa mãe à casa torna

Estou de volta. Ao blog e à minha casa. Como disse aqui, tinha uma viagem a trabalho agendada e programada. O dilema imposto era levar ou não o Arthur.

Fui e não o levei. As passagens estavam muito caras e seria rápido. Da última vez, tirá-lo da rotina o abalou demais e sem ter quem se dispusesse a acompanhar, ficou ainda pior. Então, deixei ele em casa com o marido com o combinado de divisão dos cuidados dele entre a avó e a madrinha, arrumei minha mala, as coisas dele e saí.

Me despedi e chorei.
Cheguei ao aeroporto e chorei.
Decolei e chorei.

Cheguei em Fortaleza e descobri que o trato inicial havia se desfeito. Ao invés de ficar na casa da madrinha durante àquela noite, Arthur estava na casa da avó. Mas tudo bem. Sem dramas. Dias longe e de mão atadas, o jeito seria curtir. 

A pessoa louca achou que daria para ler freneticamente e carregou com si DOIS livros para a temporada de DOIS dias no Ceará. Mas na ida - quando pretendia ler o primeiro livro inteiro, já que era fino - dormi mesmo com o horário cedo do vôo (às 18h30). Jantamos e com o adiantado da hora fui dormir. Dormi mal mesmo sem criança resmungando durante à noite. Acordei várias vezes e ainda perdi o sono lá pelas 5h30 da manhã. Levantei antes das 7, tomei um banho frio (porque o chuveiro do local não tinha aquecimento para meu terror e agredeci mil vezes de não ter levado o Arthur com este fato que me complicaria a vida) e comecei a trabalhar. O dia se estendeu até às 20h - em 12 horas de trabalho e não sei quantas mais acordada liguei várias vezes durante o dia para saber do Arthur - coisa que nunca faço quando trabalho em SP. 

Sem pique para ir para a confraternização de noite fui incitada a entrar na van e fui para a confraternização mesmo cansada. Fiquei pouco tempo e voltei junto com a amiga de trabalho, que estava com a filha de 4 anos que já pedia a chupeta. Voltei ao local da hospedagem, assisti ao final da novela e fui dormir. Não li, não aproveitei minha independência filhística e maridística, não nada. Trabalhei e pensei exaustivamente no meu filho - coisa que não costumo fazer quando estou em SP. Penso, mas não me preocupo com tanta ênfase e, então, trabalho normalmente. No entanto, longe e sem vê-lo a preocupação com ele estava acentuada e à flor da pele.

Terça-feira, por ser o último dia de estadia, foi mais tranquilo. Liguei mais tarde do que no primeiro dia e depois só de noite, à caminho do aeroporto. Consegui trabalhar mais despreocupada e fui até tomar uma cerveja na praia sem pensar em nada antes de embarcar - já começando a aproveitar minha liberdade de sem filho. Apesar do vôo ter sido tarde (21h45) não consegui dormir e nem aproveitei para ler. Fiquei mesmo assistindo ao filme que estava passando, que por sinal foi ótimo e deu até aquela saudade de quando não tinha filho e consegui ver um filme em paz. inteiro

Cheguei em casa às 2h da manhã, deitei, dormi e só acordei hoje com o despertador. Como tinha que trabalhar no horário normal resolvi não passar para ver o Arthur cedo. Ia ser um escândalo sem fim me despedir e estou vendo se consigo sair mais cedo só para matar as saudades do pequeno.

Fui, sofri, trabalhei, aproveitei e voltei. No final das contas, sobrevivemos. Estou de volta à SP e ao blog, que ficou parado uns dias devido às turbulências da vida real, que me tiraram as forças, a vontade e o tempo de blogar. (Explico: Há 25 dias uma amiga de trabalho passava por uma situação muito difícil com o marido na UTI devido a um aneurisma cerebral rompido. Dia 26, dia dos avós e que eu queria escrever um post bacana, ele piorou muito e ela pediu que fôssemos ficar com ela no hospital, já que ela estava lá sozinha. E então, dia 28, ele faleceu. E mais uma vez fiquei corrida e perdi a vontade de escrever antes da viagem. E entre melhoras e pioras, notícias boas e ruins, nestes dias todos de internação fiquei meio apática para escrever. Mas apesar dos pesares, a vida segue. E eu, estou de volta!)

terça-feira, 24 de julho de 2012

16 meses ou 1 ano e 4

Os 16 meses chegaram mais rápido que os 15 - ou impressão? Será que a quantidade de tarefas no trabalho e o trabalho exacerbado não me fizeram perceber a passagem dos dias?

O fato é que ele está fazendo, hoje, 16 meses. E desde os 15 ele está bastante manhoso e birrento. Se joga no chão, chora, esperneia e bate. E joga as coisas que estão em volta bem longe. Foi um mês bem difícil e com muitos ataques de fúria, mas ainda estamos tentando entender qual é a melhor maneira de lidar com estas situações. Às vezes, o deixamos no chão chorando e esperneando, às vezes tentamos contê-lo e quase sempre o repreendemos por tentar bater e repetimos que tem que fazer carinho.

Neste último mês, 3 dentes simplesmente vieram JUNTOS à tona o que o deixa ainda mais irritado. São 3 molares superiores e agora somamos 6 dentes. Estes molares estão nascendo bem rápido e são bem grandes - aliás, mamãe e papai tem dentes grandes, então ele tem a quem puxar.

Aprendeu com a dinda a fazer o sinal da cruz, o nosso em nome do pai (mas na verdade só faz o sinal da cruz pela metade, mas é lindinho ver ele colocar a mãozinha na testa - ou na cabeça às vezes - e depois no peito quando perguntamos como faz em nome do pai?) e a responder neném quando eu pergunto: O que o Arthur é da mamãe?

Está aprendendo a dar beijo nas pessoas, mas prefere beijar bichos de pelúcias, animais e crianças. Ele dá beijinho em toda criança, mas com adultos ainda é bastante seletivo - nem a mãe costuma ganhar beijos sempre que pede.

A fala não evoluiu para além do mamã e neném, mas a birra por todas as coisas que apontam tem cescido esponencialmente: ele quer tudo e a gente não entende nada, para desespero de ambas as partes. Enquanto ele grita/esperneia apontando ficamos tentando adivinhar o que ele realmente quer. Até desistirmos ou então encontrarmos o que ele realmente quer e está fora do seu alcance.

Nas últimas semanas, a alimentação dele piorou muito para meu desespero de mãe de criança magra, mas vamos torcendo para que os dentes nasçam logo e ele melhore em tudo: nas birras, nas manhas e, claro, na alimentação.

Que venham os 17!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Um final de semana difícil

Sábado o Arthur estava difícil. Como tinha dormido muito mal durate a noite (acordou acho que uma vez a cada uma hora me lembrando como eram os áureos tempos de bebê recém-nascido), acordou às 8 e às 9h30 já estava chato de sono. Dormiu e tive que deixar de lado o cabelereiro que tinha marcado para às 11 da manhã - até chamei, beijei e tentei acordá-lo, mas ele acordou, me olhou, fechou os olhos e continuou dormindo. Deixei e, com a noite mal dormida que tive junto com ele, aproveitei para descansar também. Sou filha de Deus e mereço e agradecemos à lasanha congelada que fica pronta em 13 minutos para o almoço.

Ele almoçou pouco, mas estava mais bem humorado. Tomei banho, dei banho nele, nos arrumamos e saímos para o teatro junto com a vovó e com a dinda. Enquanto não aparecia nenhum boneco no palco, ele pulou de colo em colo. Quando a tal da Galinha Pintadinha e cia surgiram ele chorou. Imaginei e temia que isso realmente fosse acontecer (afinal, que criança não tem medo de bonecos gigantes que andam e falam?). Mas então ele chorou quando viu, mas se acalmou. E recostou na dinda e depois olhou de novo, chorou de novo um pouco e se acalmou. Encostou na mãe, que se contorceu toda para ele ficar encostadinho na mãe e assistindo a peça, mas dormiu. Placidamente mais da metade da peça. Mãe, avó e dinda cantavam e batiam palma e ele, dormia. E foi assim a primeira ida do Arthur ao teatro: todo mundo se divertindo e ele, dormindo. Dormiu tanto que dormiu na peça, no caminho de volta e só foi acordar em casa. Jantou meia-boca, tomou a mamadeira e dormiu em 5 minutos, por incrível que pareça e depois de tantas sonecas em um dia só, foi de surpreender.

No domingo, ele acordou bonzinho. Eu acordei uns 15 minutos antes dele e assim que resolvi que ia aproveitar o sono dele para ler, ele acordou, óbvio. Ócio de mãe é ilusão. Então, levantei, tomamos café e como ele estava bonzinho consegui colocar ordem na casa e fazer comida. Como tínhamos um aniversário, saímos para comprar o presente e logo em seguida - quase no horário do almoço - saímos. Ele dormiu no trajeto, acordou em um lugar estranho e se recusou a almoçar. Brincou, pulou se dirvertiu, mas não almoçou, se recusou ainda a tomar a mamadeira da tarde e lutou contra o sono. Brincou com todas as crianças, bebeu suco, chorou, fez manha, esperneou, mas não se entregou. Dormiu assim que entrou no carro e acordou assim que entrou em casa, chorou quando a madrinha foi embora, mas encostou e dormiu de novo até às 20h30. Acordou chorando, chorou por uma hora, se recusou a jantar e a comer qualquer coisa, vestiu o pijama e foi dormir depois de, a muito custo, aceitar a mamadeira. Ele foi dormir e eu, contrariada, triste e preocupada também me recolhi. Afinal, eu não poderia fazer nada, estava impotente e derrotada. Um dia sem comer não vai matá-lo repito mentalmente para tentar me convencer de que eu preciso manter a calma - apesar disso.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Final de semana agitado e a gente tentando se entender

As semanas estão bastante atribuladas. Muito trabalho, muitas tarefas, muita coisa. Ainda mais ando em marcha lenta esperando pelas minhas tão sonhadas, desejadas, amadas, idolatradas, salve-salve férias, que só acontecerão a partir de 13 de agosto. Parece que com a proximidade das férias fica ainda mais difícil trabalhar. E então ando sumida.

Este final de semana será atribulado: peça de teatro no sábado e festa infantil no domingo. Eu estou na torcida de que o tempo fique ameno (com frio, ok, mas com sol também, por favor) para podermos aproveitar.

Também ando na torcida para que o humor do Arthur colabore porque ele anda INSUPORTÁVEL. Sim, anda assim mesmo: IN-SU-POR-TÁ-VEL. Chorão, manhoso, dengoso, querendo colo o tempo todo e dando um super trabalho para comer. Eu tento ser paciente ao máximo, mas tem horas que eu esgoto. Cansada do trabalho, a paciência já não anda lá estas coisas. Tem dias que minha amorosidade o vence, como ontem, mas tem dia que só o venço com minha braveza. E seguimos assim tentando nos entender: eu com o meu cansaço e ele com seus dentes nascendo.


quarta-feira, 18 de julho de 2012

Viagem a trabalho e o eterno dilema

Desde que o Arthur nasceu tenho levado ele comigo nas viagens a trabalho, que já foram 2. Mas da última vez alterar a rotina dele o deixou bastante irritado. Com uma nova viagem a caminho estou cheia de dúvidas: levo ou não levo?

A primeira viagem foi logo depois que voltei de licença-maternidade. Ele tinha 7 meses e ainda era amamentado. Em outras palavras, não tinha jeito. Se eu ia, tinha que levá-lo junto. Fomos. Fui com a condição de que eu não poderia estender a hora de trabalho para além das 20h30. Com mais duas jornalistas para fazer o trabalho, tudo ficou resolvido.

Na última viagem, em maio deste ano, ele já estava "grande", desmamado, andante e independente, mas achei que seria uma boa ideia dar umas férias para a vovó e levá-la para um hotel bacana no interior de SP. Fomos, mas ele estranhou tudo e eu acabava me liberando mais cedo do trabalho (mais cedo, na verdade, quer dizer no horário normal de trabalho embora algumas coisas ainda precisassem ser feitas) porque me sentia na obrigação de ficar com ele.

E acabava me sentindo culpada pelo abandono do trabalho e culpada pelo desalojamento dele. Culpa, aliás, que sou totalmente contra sentir. Quando estou no trabalho não fico pensando preocupada com ele e o mesmo acontece quando estou com ele: não fico pensando preocupada com o trabalho. Mas aí aconteceu isso nesta viagem.

Eis que aparece mais uma viagem: Fortaleza no final do mês: 2 dias. Levá-lo ou não levá-lo? Algumas coisas pesam muito contra como o valor das passagens que por ser férias estão altíssimas, mas levá-lo para a praia também é tentador (mas neste caso seria mais indicado levar a dinda e não a vovó). Então, agora, sigo a semana neste dilema. Levar ou não levar - eis a questão?

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Passeios e programas

Quando o Arthur era bebê de colo não costumava fazer programa nenhum com ele. Digo, para ele. Ele me acompanhava nos programas de adulto (com as devidas restrições). Mas nada era voltado para ele: primeiro porque eu achava que ele ainda não entendia e não poderia curtir as coisas e segundo porque na época eu não dirigia, então sempre dependia de alguém, o que me tirava todo tesão de fazer qualquer coisa.

Só que agora tudo mudou: Arthur já se interessa pelo mundo à sua volta e, melhor de tudo, dirijo para todos os cantos da cidade, o que me abre portas, janelas e todas as possibilidades do mundo.

Então, comecei a frequentar com  ele um parque perto de casa: fácil acesso, fácil estacionamento, balanças, tanque de areia, animais e crianças. Quer melhor? Nós, não. Há duas semanas, neste mesmo parque, rolou uma programação especial para as crianças, então decidi que ia convocar as tias e a avó para fazer um programa legal no domingo de manhã. E fomos todos aproveitar a manhã de sol com o Arthur.

Brincando no cavalinho com a Tia Lu

Brincando de montar com a dinda Bia

Desenhando com a mamãe

Posando pra foto com a mamãe

Domingo no parque

Na contação de história entretido com as pedrinhas do chão
Desde então tenho tentado sempre fazer programas com ele e para ele. Assim sendo, procuro eventos especiais para ele, como o que fomos em família ou (na falta deles) vamos simplesmente ao parque brincar, correr e pegar um sol. Esta semana, a minha amiga Tati indicou um programa bem bacana para o final de semana (segue abaixo como dica a quem quiser e for/estiver em SP).


Aí descobri que também vai rolar outra programação cultural que dá para fazer com as crianças.


Acho os programas fundamentais para estreitar laços, criar vínculos e também se divertir e passear com a criançada. Na falta de programas culturais adequados vamos ao parque, mas se alguém tiver dicas ou indicações, pode passar por aqui e nos avisar! Se estiver ao alcance, darei um jeito de levar o pequeno.

Me ajudam também na empreitada de encontrar um programa adequado os blogs Roteiro Baby, Vila para pequenos, 1001 roteirinhos, Mãe da Rua e Bagagem de Mãe, entre outros que agora não me vieram à mente, além do Facebook e das dicas de amigos.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Aniversário do biso

Este ano, o Arthur vai soprar as velinhas junto com o biso.
Na foto, o ano passado, ele ainda era um bebê de colo!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Cansei ou jogando a toalha

Não era para ter chegado, hoje, no consultório do pediatra assim tão frustrada. Mas uma soma de coisas tem me deixado bem cansada da epopeia sobre eu-não-sei-o-quê. Já falei sobre isso aqui e aqui. E devo ter falado em outros posts também.

Mas o fato é que ele ia pedir mais um exame de sangue. E eu fiz um há um mês exato e sofri quase outros 30 dias esperando o retorno da médica. E então contei que estou muito frustrada. Que são 3 médicos, consultas regulares que me tomam, pelo menos, meio dia, exames e mais exames e não encontram NADA.

Arthur simplesmente não engorda tanto quanto os outros bebês - assim como NUNCA engordou em nenhum destes 15 meses de vida. Mas nenhum médico aceita que pode ser constitucional e então ficam caçando agulha no palheiro. Não estão descartando hipóteses, estão tentando encontrar algo que nem eles sabem o que é.

Falei que cansei de fazer exames urgentes e, depois, esperar vários dias por um retorno sobre o resultado dos tais exames que, antes, eram tão urgentes. Falei que é desgaste demais procurar e não encontrar e ficar achando, a cada exame, que vão descobrir algo raro, incurável e de difícil tratamento. Cansei de ver exames alterados que são sempre "normais" segundo eles e dei o exemplo do último exame que para ele, pediatra, a anormalidade estava no hormônio do crescimento e para ela, endocrino, nas tais proteínas, que ele tinha dito que apesar de alteradas estavam no padrão.

ABRE PARÊNTESES (A nutricionista levantou uma suspeita esta semana: intolerância à lactose. Suspeita essa que eu mesma já tinha levantada quando amamentava o Arthur e via o quanto ele regorgitava quando eu bebia leite. Na época, comecei a tomar leite sem lactose e tudo fluiu bem. E voltei a tomar leite normal quando ele tinha uns 6 meses e não houve mais nenhuma reação.) FECHA PARENTÊSES.

Enfim, falei um monte. Falei que cansei disso tudo e reforcei o quanto o Arthur é saudável e se desenvolve plenamente: 3 dentes saindo ao mesmo tempo, andou com 1 ano e 3 semanas, quer escalar todas as coisas, corre e brinca, grita, ri e se diverte. Disse que ele NUNCA ficou doente ou teve uma febre. Falei, briguei, xinguei, chorei. E me recusei a fazer outro exame nele. E o pediatra recuou, me pediu para esquecer a endocrino e a nutricionista, me pediu para fazermos uma avaliação mais amena e sem exame, inserindo o leite sem lactose e aguardar mais 3 meses.

Nas últimas consultas (tanto nesta com o pediatra quanto na de maio com a endocrino), os dois médicos ponderaram que o ganho de peso tinha sido mais considerável. E que na altura, apesar de baixo, ele segue na linha de crescimento e desenvolvimento.

Depois do meu piti e do recuo dele, saí de lá mais aliviada, mas não mais contente. Afinal ter um filho gordinho e fofinho também era meu sonho, mas Arthur teima em contrariá-lo e permanece sendo meu fofinho-magrinho pra lá de sapeca.

 


terça-feira, 3 de julho de 2012

Meu filho é um ser social

Uma das coisas mais legal é ver que seu filho é um ser social. Se você preferir, também pode se sentir mal, afinal você vai ter uma vida social bem menos agitada que ele. Invariavelmente seus programas irão se transformar. Em vez de passar a noite em um bar com os amigos, você passará a tarde em uma festinha animada ao som de crianças gritando e com a garantia de uma diversão duvidosa. Afinal, se você conhecer pouca gente e for sem o marido, certamente ficará sem comer e sem beber atrás do filhote que ainda requer supervisão constante e, claro, se nega a ficar parado no seu colo em uma mesa.

Se você for acompanhada do marido ou conhecer algumas pessoas, pode ser que consiga comer uma coisa ou outra, beber um copo ou outro de qualquer coisa, mas dificilmente escapará de acompanhar e perseguir a cria onde quer que ela vá se aventurar.

Apesar das agruras que passamos nestes eventos sociais dos filhos, garanto: é uma delícia! Eu me sinto abraçada e muito bem sabendo que meu filho é amado e convidado para festinhas. É, sem dúvida, uma alegria. Sem contar que adoro comprar presente e presentear crianças, especialmente agora que entendo do riscado.

Gosto de fazer o Arthur presente nestas ocasiões, nem que seja por pouco tempo. E então me jogo na aventura que é encarar festinhas infantis com um bebê de um ano e três meses, que não para e me dá a maior canseira.

Depois do aniversário dele, em março, comecei a gostar e entender muito mais a importância de estar presente nestas ocasiões. Depois do aniversário dele, fomos apenas a uma festa de aniversário infantil: de um primo e fiquei chateadíssima ao constatar que não tinha como identificar o presente do primo como sendo dado pelo Arthur.

Então, resolvi fazer etiquetas adesivas personalizadas. Parece bobagem, mas para uma mãe louca como eu é muito legal. Não é só para deixar a marca dele registrada no pacote, mas é para que os pais também possam saber que o Arthur pensou neles e desejou estar ali. Eu, como já disse, sou louca e fiz questão de anotar presente por presente ganhado no aniversário do Arthur, mas infelizmente alguns não tinham nome. Na correria, esquecemos de anotar e quem presenteou também não fez questão ou não lembrou de marcar sua presença. Triste porque como mãe, gosto imensamente de agradecer cada presente ganho, cada presença no aniversário dele. Por isso, fiz tanta questão das etiquetas.

Veja se não ficaram fofas.




segunda-feira, 2 de julho de 2012

Sobre realizar sonhos e o que eu te desejo



Arthur,
Ontem a mamãe realizou um grande sonho: ir a um show da Marisa Monte. Deixei você com a vovó e fui aproveitar meu primeiro programa de lazer sem você.
E foi incrível. E pensei MUITO em você. Não preocupada se você estava bem, mas pensando que eu gostaria MUITO que você realizasse seus sonhos.
E não só aqueles sonhos grandes como a profissão que você quer seguir, comprar um carro ou uma casa ou qualquer coisa assim. Mas sonhos como esse, que realizei ontem: ir a um show de um cantor que se gosta muito ou visitar um país/cidade com o qual sempre se sonhou.
Desejo muitas coisas a você, mas desejo a cima de tudo que você seja um menino simples e um menino cultural.
E desejo que você possa ir ver um show de alguém que você goste muito ou então quem sabe uma peça de teatro ou uma exposição. Desejo que você visite muitas cidades no mundo todo, inclusive aquela que te fará suspirar. Desejo que você se realize, especialmente nas coisas simples da vida.