quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Sem título
Simplesmente não sei como titular o post hoje. Isso porque não sei como ttular a atitude do meu filho.
Arthur está causando na escola. Ele resolveu que não usa mais sapatos. Em casa ou em qualquer lugar. Acontece que na escola ele acaba criando uma reação em cadeia. Resolve que não vai usar os sapatos, tira, fica de meia zanzando e faz com que todas as outras crianças façam o mesmo.
Líder nato? Ativista da bagunça? Desordeiro? Incitador? Simplesmente não sei.
Há uma semana ele volta para casa sem meia já que anda pela escola com a sua que, além de suja, vez ou outra ainda acaba molhada. Falando assm até parece engraçado, mas já pensou isso no futuro?
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quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Da cama compartilhada
Meus pais sempre utilizaram-se do método da cama compartilhada. Eu sempre amei. Usava e abusava quando era criança. Mas hoje em dia resisto.
Não que eu não ache que seja bom. Mas porque eu não consigo dormir.
Quando o Arthur nasceu e veio para casa ele dormiu no carrinho dele ao lado da minha cama por uns 10 dias. Depois acabei me mudando com ele para a sala porque não queria atrapalhar o marido e seu sono, já que ele levanta diariamente às 4h.
Mas depois de um tempo, o Arthur começou a se mexer demais no sofá e comecei a dormir mal. Então me mudei para o quarto e fomos todos para a mesma cama. Mas mesmo assim tinha que ficar vigiando para que o marido não rolasse para cima do Arthur e eu além de amamentar passava a noite inteira meio que vigiando o Arthur e o marido. Até que cansei. Eu suporto fome, calor, sede, mas não me pede para não dormir. Então, aos 60 dias o Arthur foi para o berço depois da última mamada.
Esta foi minha primeira noite de sono depois que ele nasceu. Incrivelmente em seu próprio berço ele dormiu a noite inteira. Alguns dias depois, ele tomou aquela vacina chata (mas necessária) dos 2 meses, que dá reação. E ele ficou febril no começo da noite. A febre cedeu com um banho, mas mesmo assim coloquei ele na cama conosco para que eu pudesse monitorar a febre. No dia seguinte, voltou para o berço.
E passou a dormir lá. Eu ainda acordava durante a madrugada com qualquer gemido dele ou com ele chupando a própria mão, mas graças a babá eletrônica com vídeo podia verificar se estava tudo bem e se podia voltar a dormir ou ir até o quarto. Quando ele chorava, amamentava. Ele quase nunca chorou. E então mamava até dormir e seguia para o berço.
Em noites que ele acorda muito, costumo trazê-lo para a cama conosco. Mas há noites que isso é um caos. Arthur AMA seu próprio berço. Então, já teve noites em que colocava ele na minha cama de madrugada para não ter o trabalho de levantar e ir até seu quarto caso ele resmungasse, mas assim que ele era colocado lá gritava, esperneava e apontava para a porta do nosso quarto. Era só voltar com ele para o berço que tudo ficava bem.
Eu, honestamente, acho isso delicioso. Acho ótimo que ele ame o próprio berço principalmente porque ele se mexe demais. Rola de um lado para o outro, me empurra e me chuta quando divide a cama comigo e eu preciso dormir. Eu preciso de espaço. Eu não consigo dormir com ele.
Com o recente nascimento dos dentes molares, ele tem ficado super manhoso. Chegando, inclusive, a pedir colo no meio da madrugada. Como meu sono me vence sempre o levo para a cama comigo. E ele dorme placidamente e eu bem mais ou menos. Mas seguimos. Sem ser contra a cama compartilhada, mas praticando sempre que necessário porque amar mesmo praticá-la é outra história. E não a minha.
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012
1 ano e 8 meses
| Arthur completando 1 ano e 8 meses com febre |
Meu menino completou 1 ano e 8 meses com um febrão danado por causa dos dentes que estão nascendo. São 4 ao mesmo tempo e 3 são molares. Quinta ele começou o dia febril e sexta e sábado, piorou. Ele passou o sábado inteiro no colo. A base de muito suco de laranja e leite. Rejeitou toda e qualquer comida, estava chorão e muito dengoso.
No último mês, ele passou a dizer tchau quando acenava. E passou a trocar as bolas de forma muito fofa. Quando queria alguma coisa dizia tó pedindo e quando entregava alguma coisa dizia dá (confundindo que quando ele nos pedia algo nós díziamos tó a ele e entregávamos o objeto e quando nós queríamos que ele nos entregássemos algo nós pedíamos dá).
Ele continua rebelde (e eu ainda não sei como tentar mudar isso), mas sempre que algo o contradiz, o irrita, o incomoda ele arremessa a chupeta e o que mais estiver em volta. Assim, rebelde. E depois chora copiosamente porque a chupeta ou o que quer que ele tenha atacado está longe. Caótico.
Também passou, no último mês, a avisar quando faz cocô. Logo depois de fazer, vem chamando mamãe e batendo na fralda. Quando não avisa, é só perguntar se ele fez que ele sabe nos dizer se fez ou não. Vez em quando também declara: totô, totô, totô.
Aprendeu a falar ai, que susto e achou. Então, tudo na vida ele acha. Até o que não estava procurando. Então além de achar as pessoas, quando ele está em algum lugar a aparece ele também acha os brinquedos. Pega alguma coisa e diz: achou. Então, achou é a segunda palavra que ele mais diz no dia. A primeira ainda é mamãe.
Os gatos também fazem au-au. E não há quem convença a criança de que gato faz mesmo é miau. Já os outros bichinhos vão bem.
Passou a cantar. Sim, no ritmo da galinha pintadinha já cantarola duas músicas: a do Pai Francisco ele cantarola o ritmo do começo e uma outra, que eu nem sei como chama, ele fica cantarolando no ritmo mamamamama, hey!, papapapa, hey!, popopopopó, hey!. É fofo até morrer. E seguimos em ritmo acelerado para os 2 anos. E eu já estou nos preparativos.
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domingo, 18 de novembro de 2012
Indignada
Admito críticas desde que bem fundamentadas. Aceito críticas de gente que tem capacidade de criticar.
Agora, se você grita, xinga e bate nos seus filhos não tem aval e nem permissão nenhuma de criticar a forma que eu crio o meu filho pelo simples fato dele ter colocado uma uva sem lavar na boca.
E tenho dito!
Depois do desabafo, posso explicar.
Tenho uma cunhada que é louca. Tida como louca por n motivos, quer ver: a pessoa lava a mesma louça três vezes; a pessoa briga, bate e xinga os filhos o tempo todo; a pessoa nunca gostou de crianças, mas teve um filho simplesmente porque uma cunhada disse a ela que ela era tão ruim que não era capaz de gerar um filho; a pessoa não gosta de ninguém e simplesmente arranja intriga com todo mundo por todos ou qualquer motivo; a pessoa passa mais tempo cuidando da vida dos vizinhos do que da própria; e assim vai.
Pouco me importa quantas vezes ela lava a louça ou se prefere viver a vida dos vizinhos do que a sua própria, mas bater e xingar as crianças é uma coisa que me incomoda. E sempre incomodou. Ela é louca do tipo que dá soco na cabeça de uma criança e acha que está certo, que humilha os filhos o tempo todo só para estar por cima dele. Já cheguei, antes mesmo de ser mãe, a impedir que ela batesse no filho mais velho porque não tinha motivo e ela achava que ele tinha que comer rápido, sem dar ânsia, em vez de conversar comigo enquanto comia. O cúmulo.
Eu e o marido deixamos inclusive de frequentar a casa dela com assiduidade justamente porque não suportávamos o show de horror.
Pois bem. Sexta-feira estávamos lá na casa dela quando o Arthur resolveu que ia pegar uma uva que estava na fruteira e enfiou na boca. Como já tinha comido mesmo, deixei. Para que mesmo tirar a fruta dele e provocar um tsunami de lágrimas e caos?
Na mesma hora ela veio com um discurso todo armado: Cada um cria seus filhos como quer, mas meus filhos não comem nada que não esteja lavado. Na mesma hora me subiu um sangue quente e eu respondi sem sequer olhar na cara dela: Cada um cria os filhos do jeito que quer mesmo, por isso meu filho come tudo que quer mesmo que não seja lavado e é por isso que eu não bato e nem grito com ele. Ela ainda rebateu, defendendo seu ponto de vista e seu modo de criação: Mas filho tem que respeitar. E eu rebati para encerrar a conversa: Respeitar tem, mas não desta forma.
O que se seguiu foi um silêncio mordaz. As crianças continuaram brincando. O Arthur comendo uvas, ora lavadas ora não. E ela não ousou dizer mais nada. Nem eu. Mesmo porque eu já conheço a peça e sei que este bate-boca vai ser suficiente para ela falar mal de mim por duzentos anos para o marido, o pai, a mãe, os irmãos e quem mais passar na casa dela.
Estou até agora indignada com o que se passou. E com a forma como ela veio armada para me criticar. Talvez ela não esperasse essa minha reação, mas agora viu que eu não sou nenhuma boba. Vou aguardar para ver como ela seguirá nos próximos meses com relação a mim porque sei que ela é do tipo que provavelmente não vai mais querer nunca mais olhar na minha cara. No fundo, sinto por ela que não tem amizade com cunhada nenhuma além de mim. Nem da parte dos irmãos, nem da parte do marido. Ela é tão briguenta, que já não tem amigos ou outros contatos. Sinto pelos filhos, principalmente pelo mais velho que é seu alvo favorito e é tão bonito e inteligente e é meu sobrinho preferido. Sinto, ao mesmo tempo, pelas crianças e por ela, que acredita que bater é forma de educar e que é por medo que os filhos devem respeitar os pais.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Amor de pet
Amor de cão, amor de criança.
Não sei quem gosta mais de quem: a Akira dele ou ele da Akira.
Akira é a cadela Golden Retriver da minha mãe. Já tem 10 anos e passou a minha gravidez inteira sem me olhar na cara. Sentia, como os animais e as crianças sentem, que perderia o reinado.
Arthur nasceu e deixamos que ela cheirasse ele. Aos poucos, ela foi não só se acostumando com ele como tomando conta dele. Passava muito tempo da minha licença-maternidade na casa da minha mãe e era só o Arthur resmungar na cadeirinha, carrinho ou cama que ela ia correndo ver se estava tudo bem com ele.
Ela, que já pariu, manteve seu instinto materno com ele. Era lindo e divertido de ver.
Quando voltei a trabalhar, Akira ganhou a companhia diária do Arthur e passou a sentir ciúmes. Mansa que é nunca nem imaginou atacá-lo, mas percebemos seu olhar de pidona querendo atenção que hoje é toda dele.
Hoje, ele joga os brinquedos para ela, a imita rosnando que é como ela pede para brincar e não a deixa em paz. Agarra, abraça, beija e não desgruda. Um verdadeiro caso de amor.
Ela, que nunca foi afeita a crianças, deixa até se injuriar e quando cansa passa a fugir dele. Às vezes, bruta que é como um animal deve ser, ela passa por ele e o leva junto, ao chão e ele, fofo que é, se levanta e nem liga. E ainda corre atrás dela para agarrar.
E ai dela se relutar em entregar a bola ou o brinquedo para ele, que é chororô na certa. E ai dele se bobear com algum brinquedo de borracha que faça barulho na frente dela, que vai ficar sem. Ela, inclusive, já "roubou" brinquedos dele, que divide com ela sem drama.
Tem amor mais lindo que esse?
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Das coisas mais difíceis
Amo doce. Sou viciada em chocolate. Mas evito para o Arthur. Tento dar a ele uma alimentação super saudável: sem refrigerantes, doces, açúcar, embutidos e frutas ou legumes que geralmente contém muito agrotóxico só passei a dar depois de 1 ano de vida já que não dá para evitar totalmente e para sempre.
Mas este é um dos fardos mais difíceis que carrego. Todo mundo é contra. Todo mundo me critica. Todo mundo quer oferecer doces - e, pior, agora que ele está maior dão.
Não vai pôr açúcar na mamadeira? Posso dar esse chocolate? Hoje ele comeu um danoninho ou não vai dar danoninho para ele? Olha aqui uma bala, Arthur. E assim vai...
Sou vista por todos como a xiita da alimentação. Pelo menos, é assim que me sinto. As pessoas me olham com cara de exagerada, de louca, de tudo, menos de normal.
O pediatra do Arthur me apoia, mas o resto do mundo parece estar contra. Enquanto o Arthur não comeu danoninho, o pai não sossegou. Depois que a avó soube que ele consome o infeliz, quer dar todos os dias - sendo que eu restrinjo a um por semana, de preferência no final de semana e depois de uma boa pratada no almoço. Outro dia a madrinha deu bala. Em toda festa, querem oferecer o tal brigadeiro - coisa que ele acabou comendo no mês passado depois de ser oferecido em 3 festas seguidas. Isso sem contar as bolachas recheadas, os bolos, isso e aquilo.
Por que é tão difícil respeitar a decisão de uma mãe? Por que é tão difícil as pessoas entenderem que açúcar faz mal e que uma alimentação balanceada e livre de açúcar (o máximo possível e principalmente na infância) é o melhor para o meu filho? Por que as pessoas não respeitam?
Só porque eu AMO doces e os como regulamente preciso dar ao meu filho? Eu não como na frente dele justamente para que ele não fique com vontade. Eu não incentivo este comportamento embora o cultive. Que pai/mãe que fuma incentiva o filho a fumar deliberadamente? Então, por que eu tenho que incentivar meu filho a comer doces?
Aproveitando o tema, este mês será lançado o filme Muito além do peso, que trata da obesidade infantil. Será que com o filme, vai ser mais fácil conscientizar as pessoas da minha posição? Vou gravar no celular e carregar comigo, quem sabe o argumento em vídeo fique mais contundente. Para quem quiser se convencer (ou já é conscientizado do problema), segue o trailer do documentário.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Feriado delícia
Como estava precisando de um feriado como este. Apesar de ainda estar para lá de revoltada com São Pedro, que manda frio, tempo fechado e chuva em todo santo final de semana e feriado nos últimos tempos, aproveitei bastante o feriado.
Preferia sol, piscina e parque com o pequeno, mas como São Pedro mandou tempo nublado aproveitei para lavar as roupas, colocar mais ou menos a casa em ordem e visitar as pessoas. Na sexta-feira fomos até visitar o papai na feira. E os primos de noite. No sábado, foi dia de visitar uma amiga. E no domingo, fomos ver os outros primos.
Arthur dormiu todas as tardes e eu fiquei com bastante tempo livre. Descansei tanto que domingo acordei cheia de vontade e às 10h da manhã o almoço já estava pronto, a cama feita e as roupas acumuladas durante a semana já estavam quase todas lavadas, secas e guardadas. No domingo aproveitei o sono a tarde do Arthur para passar a roupa acumulada e zerei as tarefas de casa.
Diz se não é de começar muito bem uma semana assim. E, melhor, semana que vem tem mais feriado!!! Mas agora torcerei por sol, calor e piscina.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Quarta é dia de mãe-polvo
Desde que virei mãe brinco que depois que a gente vira mãe, nos tornamos também um polvo. Tem que carregar criança, bebê conforto, bolsa, mala, manta e uma infinidade de coisas. Haja mão. Haja mãe. E ainda abrir e fechar a porta de casa, do elevador, do carro, da vida inteira. Pensa que é fácil?
Às quarta-feiras é meu rodízio. Em São Paulo placas com dois finais distintos não podem rodar nos horários de picos - das 7h às 10h e das 17h às 20h. Por isso, às quartas vou trabalhar de metrô e, por isso, levo o Arthur para a escola a pé. A escola fica "apenas" a duas quadras de casa, mas é um martírio. Hoje está um calor desértico em São Paulo, mas fazia umas 3 semanas que toda quarta-feira de manhã chovia. Só de manhã. Só na hora de levá-lo para a escola.
A tarefa que não é fácil - carregar criança, bolsa e mala - ainda ficava pior: tinha que carregar aberto o guarda-chuva. Juro, eu andava com o Arthur no colo segurando com o braço esquerdo, mesmo ombro que apoiava a minha bolsa que por si só já pesa muito. No ombro direito carregava a mochila dele que é de puxar - tipo carrinho - mas para piorar não tem alça, então apoio nas alças do carrinho que são duras e machucam o ombro - e como tinha que segurar o guarda-chuva aberto não tinha como ir puxando.
Imaginou a cena? Bolsa de mãe em um ombro, criança a tira colo, mochila doendo no outro ombro, guarda-chuva aberto na outra mão. E eu que peso 45Kg devia carregar mais uns 15kg de peso extra. Juro que ando na rua, nestes dias, me matando de rir. A cena é patética. E eu me divirto com a minha própria desgraça. Rio andando sozinha na rua que é para piorar a situação.
Numa dessas quarta-feiras de chuva uma moça cruzou comigo e disse: Tá pesado aí, hein? E eu só pude concordar: E como!
Hoje está um calorão. Então não tive que carregar o guarda-chuva, o que facilitou a vida. Para melhorar, meu menino foi andando até a escola. Muito adulto! São só duas quadras, mas são duas senhoras quadras. Além de grandes são como muitas outras em São Paulo: esburacadas, cheias de desníveis, pedras, etc e tal. Devemos ter levado uns 20 minutos, mas valeu a pena.
Para fechar com chave de ouro, ele entrou correndo na escola e nem deu tchau! Foi lá brincar e aprender e deixou a mamãe olhando na porta com cara de boba sem saber se entrava ou se ia embora de vez. Fui embora.
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Pra dizer a verdade...
Ando cheia de trabalho. Atolada para dizer a verdade. E isso me consome. Tem consumido minhas energias para postar e até para comentar nos blogs alheio.
Ando escassa. Falta ideias. Quer dizer, ideia não falta. Mas falta vontade de colocá-las em prática e até de pensar em como viabilizar. Tá faltando energia. Aquela energia que vem de dentro, do fundo, impulsionando cheia de luz e calor.
E, em contrapartida, tá sobrando trabalho que exaure, saudades que apertam, faltas que reclamam. Mas vamos seguindo não como queria, mas como tenho conseguido até que um dia melhore. Ou eu me conforme.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
1 ano e sete meses
Enfrentamos ao longo do último mês a primeira crise brava por causa do nascimento dos molares. Primeiro, achei que era o molar que já estava nascendo, depois descobri que eram 2. Um que já estava grande e o outro, que começou a rasgar. Dois juntos é muito injusto com meu bebê.
Agora, o cachorro faz au-au-au-au-au-au ou, às vezes, apenas au-au. Chama titia e pelo popó, mas a única palavra nova que foi incorporada ao seu vocabulário no último mês não existe, mas tem significado. Quando ele pede tussi quer, na verdade, suco.
Tem se mostrado bastante independente para comer. Agora, nas refeições come com dois pratos - um com colher de plástico pequena só para ele e outro prato com colher normal para mim. No prato dele, pouca comida para evitar estragos em grandes proporções. No meu, o restante. Enquanto ele come sozinho com o prato e a colher dele, vou dando mais comida do meu prato com outra colher. Ele ainda precisa, às vezes, de ajuda para conseguir colocar a comida na colher, mas depois consegue se servir sozinho e manda a ver. Com os líquidos também. Pega as mamadeiras de tussi e fica andando pela casa e bebendo sozinho. As mamadeiras de leite ele só segura quando quer - ou seja, quando não está caindo de sono ou muito agitado - ou vez em quando que peço.
Tem ficado na escola sem chorar. O que para mim é um alívio uma vitória. Quase não bate mais mesmo. Aliás, entre as melhores coisas da escola foi isso. Porque apesar dele, agora, conviver quase diariamente com crianças, ele ainda continua amando nenéns. E agora sai dando tchau pra tudo e todos: cães, carros, pessoas, crianças. Às vezes é fofo, às vezes ele me mata de vergonha.
E, de repente, me deu um desespero de pensar que o aniversário dele está chegando. Que rapidinho ele vai fazer dois anos. Que meu menino está crescendo e nada pode parar isso. E agora, José?
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segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Uma dica pra quem quer passear
Depois que resolvi ter um smartphone me viciei nos apps. Vira e mexe descubro novidades, mas confesso que no universo materno ainda exploro muito pouco.
Mas aos poucos com o universo materno blogueiro vou descobrindo apps que me agradam e podem ser muito úteis.
Hoje, por exemplo e por dica do Mãe Geek, descobri um novo app que indica parques e praças pelo mundo. E o melhor de tudo é que além de aplicativo, o danado também é site (e assim todo mundo e não só quem tem smartphone pode aproveitar!).
O tal chama-se OUR TREASURE MAP. E claro que já entrei e cadastrei uma praça perto de casa que vamos de vez em quando. Mas achei poucas opções perto de casa. No entanto, o site reúne dicas bacanas e descobri que, por exemplo, no Parque Trianon tem tanque de areia e etc e tal. Como nunca fui lá fiquei super interessada em levar o Arthur.
Adoro passeios com ele e costumamos ir muito ao Parque da Água Branca, mas com tantas doencinhas e dias de tempo nublado confesso que faz muito tempo que não saímos de casa. Mas me animei.
Como o app é colaborativo você pode inserir locais, classificando a idade ideal para visitar o local, quais são os atrativos para as crianças, outros atrativos para quem for junto, além de detalhes importantes como banheiro, trocador e atrações na vizinhança.
O site é em inglês, mas é fácil de entender e de usar a ferramenta, que pode ser útil também em viagens, já que o app é para o mundo todo. Agora, fico só no aguardo da popularização da ferramenta para ter dicas de outros locais perto de casa.
Com as dicas já existentes, já fiquei cheia de vontade de traçar o objetivo de ir a um local por final de semana. Acho que vou encarar meu próprio desafio!
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sábado, 20 de outubro de 2012
Na escola
Ainda estamos em fase de adaptação. Apesar dos quase dois meses na escola. Com o nascimento dos dentes no final do mês passado, Arthur ficou uma semana para ir para a escola. Já sabia que isso ia fazer nos dar uns passos para trás, mas ficar em casa foi necessário para ele.
E então, quando voltamos a escola, surpresa: professora nova! Pois é, a professora dele estava cuidando ao mesmo tempo da sala dele (Maternal) e da dos maiorzinhos (Infantil 1). E como acabou entrando um aluno a mais, a dona da escola providenciou outra professora. Coisa que eu apoiei e já achava necessário antes mesmo de mais um aluno no Maternal. No entanto, a sala dele é de crianças bem menores, e na minha opinião, deviam ter ficado com a professora antiga pela adaptação de muitos e não só do Arthur.
Na sala dele, por exemplo, tem um menino que chora muito para ficar lá. Ele só fica pela manhã, mas chorava várias vezes durante a manhã e isso eu vi muito na adaptação do Arthur. Era de cortar o coração. Como ele, existem outras crianças que se apegaram à professora Ivone, e nisto incluo o Arthur e outras crianças. Por isso, na minha humilde opinião, o mais correto seria ter deixado a antiga professora com estas crianças menores e deixado a nova professora com os maiores, que já ficam na escola numa boa.
Mas não, mudaram a professora do Maternal. E agora, quem disse que o Arthur quer ficar na escola? Voltamos à estaca zero. Agarra em mim, chora, não quer soltar. Mas seguimos firme no propósito.
Esta semana, para minha alegria, ele ficou na escola dois dias sem chorar. Na quinta, chegou na escola com cocô e então chamaram a Tia Su, do berçário, para trocá-lo. E lá foi ele, ser trocado por ela, sem chorar. E eu fui embora feliz da vida.
Já na sexta-feira, quem veio buscar o Arthur foi a tia Ivone. Ele foi com ela, me deu tchau e entrou para a escola. Fiquei tão feliz que não sabia se chorava de felicidade ou de tristeza. (Porque mãe é um poço de contradição, não é mesmo?) Mas, apesar de tudo, fiquei mesmo foi feliz. Achei fofo e fiquei confortada de saber que ele se sente à vontade de se despedir de mim e ficar na escola.
Por essas e por aquelas que seguimos insistindo na escola e na independência do pequeno.
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terça-feira, 16 de outubro de 2012
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