segunda-feira, 29 de julho de 2013

Dando lição no papai

Tem gente que acha que só a gente ensina as crianças. Tem gente que acha que criança é burra. Tem gente que acha que os adultos sabem tudo e as crianças não sabem nada.

Então, esse post é para essas pessoas.

Há algumas semanas mudei o lugar da cadeirinha do Arthur no carro por causa do rodízio de carros. Como a vaga em que meu marido estaciona fica grudada na parede, toda quarta-feira quando revezamos o carro por causa do tal rodízio é um malabarismo para colocar o Arthur na cadeirinha, que costumava ficar no lado oposto ao meu como motorista e no lado em que o carro estava encostado na parede. Ou seja, eu me enfiava com ele dentro do carro para prendê-lo na cadeirinha que, por já estar dentro do carro, não queria mais sentar na cadeirinha e sim ficar no sofá (como ele mesmo chama o banco traseiro do carro).

Uma noite, com preguiça de fazer a tal manobra para instalar a cadeirinha resolvi colocá-la no lado em que dá para entrar no carro, ou melhor, atrás do banco do motorista e desde então a moda pegou e a cadeirinha lá ficou seja lá em que carro estiver.

Até que semana passada, lá pela quinta-feira, saímos a noite de carro. Fui buscá-lo na minha mãe e assim  que cheguei no prédio pedi para o marido descer para nos acompanhar na Leroy Merlin. Marido, que nunca usa o cinto, entrou no carro e saímos. Logo depois que saímos do portão Arthur começou a dizer: tinto, tinto, tinto.

Sem entender o que ele estava dizendo fiquei olhando do banco do passageiro enquanto ele apontava com o pé para o cinto de segurança do carro. E perguntei, o cinto Arthur? E ele disse: é! BINGO! O menino ficou pedindo ao pai que vestisse o cinto de segurança. Foi engraçada a cena principalmente porque nunca ninguém ensinou ou disse a ele que tinha que usar o cinto. Ele simplesmente observou e aprendeu!

E então, toda vez que ele entra no carro com o marido sem cinto no volante, ele diz: 'Papai, põe tinto.' E nem adianta ele colocar e tirar como tentou no sábado. Era só o pai tirar o cinto que ele ia lá pedir de novo: tinto.

E aí, você continua achando que as crianças só tem a aprender?

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Dia dos avós

Desde a minha adolescência eu celebro a data, que comercialmente e marketeiramente é falada há bem pouco tempo.

Na época, meus avós maternos já moravam em São Paulo, então eu fazia questão de ir almoçar com eles ou então tomar o chá-da-tarde. (E tem coisa que avó mais goste do que ver os netos comerem e, no meu caso, repetirem?) e levava um agradinho bobo tipo um doce da padaria ou flores.

Como meu único avô vivo hoje mora em Campinas, aproveito a data para paparicar a minha mãe, que é a avó-xodó do Arthur.

Este ano, providenciamos um quadro feito a mão, literalmente. Eu tinha visto algo parecido na internet, mas não consegui achar para fazer igual, então acabei fazendo algo inspirado (sou sim cara de pau, e daí?).

A entrega aconteceu hoje de manhã e, ao que parece, vovó adorou. Depois posto foto do presente pendurado.

Aproveito a data, o momento e o post para desejar a todas as avós e avôs um Feliz Dia dos Avós!

Afinal os avós são pais com mais doce, mais amor e mais ternura, nos ensinam receitas, brincadeiras e travessuras, nos abraçam com cheiro de talco, sabonete e colônia e nos recebem com suas mãos quentes e confortáveis. E nada se compara ao colo dos avós e quem teve o privilégio de ter e conviver com seus avôs sabe muito bem do que estou falando.


quinta-feira, 25 de julho de 2013

Muito além do DNA

Quando uma criança nasce, todas as pessoas ficam querendo ver/saber/descobrir com quem ela se parece: com o pai ou com a mãe?

Que traços ela puxou de quem - se o nariz é do pai, os olhos da mãe, a boca da tia, e por aí vai. Pais também tem as mesmas curiosidades e ficam, ao longo dos anos, comparando seus filhos com suas imagens, semelhanças e cargas genéticas.

Arthur, por exemplo, puxou o nariz pequeno do pai (ainda bem!), mas é bem parecido com a minha família com formato de rosto, cabelos e olhos. É, na verdade, uma misturinha. E, ao mesmo tempo, que acho que ele se parece comigo também acho que ele é a cara da minha sogra. Vai entender! 

E como nem tudo são flores, ele também puxou os dedos do pé do pai, que tem dedos tortos e é muito engraçado ver aqueles mini-dedos tortinhos.

Mas e aquelas características que vão além do DNA? Os trejeitos e as manias são passadas aos filhos pelo convívio ou será que por alguma curva obscura do DNA?

Quem explica o fato do meu filho de dois anos se balançar para dormir como eu ou gostar de uma ponta de manta como o padrinho?  O marido vai além e adora dizer que o menino puxou a minha braveza.

Eu, honestamente, não sei explicar porque ou como isso acontece, mas posso garantir que é divertido ser no filho muito além da característica física nua e crua. Ontem, quando esperava o Arthur adormecer e ele começou a se balançar EXATAMENTE como eu faço tive vontade de me jogar para dentro do berço e apertar aquela gostosura em miniatura, mas (com um esforço tremendo) me contive.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

De férias ou não

Época de férias contagia todo mundo. Dá aquela vontade de estar livre, disponível e fazer mil programinhas com os filhos, mas mamãe aqui não está de férias. Se bem que o filhote também não porque acabei contratando o pacote de férias da escola para o Arthur para não sobrecarregar a vovó e deixá-lo ocupado na semana, já que ele A-DO-RA ir para a escola.

Mas de final de semana o espírito férias tem tomado conta de mim, então tenho inventado alguns programinhas. Há dois finais de semana, tenho escolhido ir ao Parque Villa-Lobos, que apesar de não ser tão perto de casa, nos oferece um monte de opções de lazer. Semana passada consegui convencer o papai a ir passear conosco, mas com a promessa de chuva deste final de semana e com o sol que raiou no sábado, preferi ir logo cedo (e dei sorte porque no final do dia a chuva apareceu) e então chamamos os dindos e a dinda nos acompanhou no passeio que teve direito a brincar de bola, correr livre e solto, brincar no escorrega e na areia e andar de bicicleta, coisa que ele tem amado fazer.

E não é que o sol apareceu?

Andando de bicicleta todo concentrado

U-HU! Meu menino comemora andar de bike no sábado de manhã
Já conhecemos, há algumas semanas, a Praça Buenos Aires. Fomos ao Sesc Pompéia naquela exposição dos brinquedos e ainda queremos fazer outros programinhas diferentes como conhecer outros parques e praças, que ainda não fomos conhecer.

E vocês que estão com as crianças de férias, fazem quais programas? E os pais que não estão em férias, fazem como? Se puderem, deixem dicas de passeios porque adoramos aproveitar os finais de semana!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Codinome beija-flor

Agora, além de saber o próprio nome ele sabe o nome de um monte de gente.

A mãe é Didi;
O pai é A-tandi (Alexandre, para ele);
A vovó é Wivi;
Uma tia é I-A (Bia);
A outra é Ú (Lú);
O padrinho é o Tão ou, vez em nunca, Této (Beto e até hoje não descobrimos de onde vem o tão).
Tem também o Tio Andé (André);
E o tio Andson (Anderson);
A tia Adriana é A-na;
O primo é o Xuão (João);
A prima é a I (Emily é difícil então fica só a última letra);
O outro é o Xuão Tedo (João Pedro);
E o outro é Gu mesmo (Gu ele consegue pronunciar bem).
A outra vovó é Tida (Cida).

Mas engraçadinho não é só ele chamar ou saber os nomes é não aceitar os nunca ouvidos.
Por exemplo, o Biso não é Walde como tento ensinar. Ele fica falando não é, não é, não é enquanto balanço os dedinhos. Ele insiste que o Biso é o Biso Vovô (é de morrer de amor). O vovô não é o Vovô Beto é só vovô assim como o vovô Edson não é.

Tem coisa mais linda e fofa? Ando para morrer de amor com tanta fofura. E aí, como as crianças chamam os familiares?

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Arte para o Biso

Mais um ano se passou e o Biso fez aniversário de novo. O terceiro com o bisneto presente. Este ano, decidi que iríamos fazer uma arte especial para ele, graças a uma sugestão do papai.

E sábado de sol resolvemos que íamos brincar de tinta. Adivinha se não foi a maior folia?


Pintamos a mãozinha e o pezinho do Arthur e carimbamos em uma tela, que é boa porque já tem estrutura para ser pendurada na parede (e a gente não duvida que seja isso que o biso vá fazer). 

Depois, de quebra, deixei ele ficar pintando em um papel bem grande que tinha de amostra e tinha guardado para ele aprontar. Como estava mais quente, aproveitamos a brincadeira, que durou a manhã inteira.

Foi uma delícia e a gente quer repetir a arte em breve, basta o tempo ajudar com sol e um pouquinho de calor para permitir o uso da manga curta.

Aliás, este é um bom presente para avós, bisos, tias, pais e mães. Afinal, quem não quer eternizar estas mãozinhas e pezinhos para sempre?

sexta-feira, 12 de julho de 2013

As paredes (e a criança) têm ouvidos

Ontem cheguei em casa e a criança dormia apesar de ser 18h. Ele o pai dormiam pesado na cama. E eu sempre fico P da vida quando isso acontece porque sobra pra mim ficar com ele até quase 23h e ontem estava particularmente cansada e não queria ficar acordada enquanto a criança não dormia. às 19h30 tentei acordá-lo. Ele me olhou, virou de lado e continuou dormindo.

Às 20h nova tentativa. Mas nada. E eu tava quase desistindo de acordá-lo e ia deixar que ele dormisse até o dia seguinte (e rezando que o dia seguinte fosse, pelo menos, até às 6h), por isso resolvi trocar a fralda e colocar a calça do pijama quando ele acordou e pediu tetê. Preparei e dei na esperança dele continuar dormindo porque já era quase 20h30, ou seja, a hora em que ele costuma ir dormir, mas não tive sucesso e ele despertou para meu cansado desespero.

Ele pediu para ver Pequerruchos no celular e apesar de nunca deixá-lo brincar com o celular ou ver TV no final do dia e principalmente de semana, deixei. Às vezes eu renego tudo por alguns segundo de descanso e paz e ontem era disso que eu precisava.

Quando começou a novela, o marido disse:
- Boa noite. Vou dormir porque não quero ver novela.

E nos deixou na sala.

Neste momento, Arhur que estava sentado à mesa comendo, me disse sacudindo a mãozinha e apontando o dedinho assinalando negativamente:
- Mãe, papai naná. Eie não qué vê novéia.

Eu só pude desatar na gargalhada do jeito dele. Juro que foi a coisa mais bonitinha o jeito dele. E eu perguntava: Arthur, o que o papai não quer? E ele respondia, já também achando graça como eu: Papai não qué novéia.

Eu até tentei filmar, mas como ele viu que a gente achou graça acabou querendo aparecer e fazer mais graça e acabou mesmo sem graça. Mas que foi fofo foi. E também serviu de alerta de que o menino está ligado em tudo e em todos - o tempo todo até quando parece que não está!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Volta às aulas e uma questão: e agora, José?

Todo mundo falando de férias, planejando férias e eu aqui planejando volta às aulas e me preparando psicologicamente para encarar o desafio de terminar a pós.

Como assim terminar se eu nunca falei disso aqui? Bom, na verdade não sei se já falei disso aqui ou não, mas o que aconteceu foi o seguinte (e senta que lá vem história):

Em agosto de 2009, entrei na pós-graduação. Especialização única em jornalismo social embora a PUC-SP me permitisse fazer especialização em duas áreas: uma maior e uma menor. Como nenhuma outra me agradava (mentira, jornalismo online até interessava, mas era no mesmo horário do social, então abortei a ideia) resolvi fazer uma concentração só. Pois bem, cursei feliz e aplicadamente um ano e meio de pós até que chegou dezembro e a barriga estava enorme. Como o nascimento do Arthur estava previsto para abril de 2011 resolvi trancar o último semestre. Não ia adiantar tentar cursar porque as aulas recomeçariam em março e como mãe de primeira viagem não queria arriscar mais um semestre em licença sem saber se ia mesmo dar conta. Além disso, sou caxias e gosto de ir às aulas e acompanhar no modo licença-maternidade não me obrigaria acompanhar as aulas e eu considerava que ia perder muito com isso então tranquei mesmo.

E curti minha licença maternidade. E seis meses depois de trancar, antes mesmo de voltar a trabalhar ou acabar a licença, fui pesquisar em julho as matérias ofertadas e etc e tal. E para minha surpresa o curso não estava sendo ofertado, mas como sempre ninguém sabia se manifestar ou informar se o curso tinha acabado ou o quê. Aguardei mais seis meses que ainda podia manter trancado e quando chegou a hora de retornar, nada de curso e nada de informação.

Entrei com um processo contra a PUC pedindo meus valores de volta, já que não poderia finalizar o curso como tinha planejado.Perdi na primeira instância e recorri. Perdi na segunda e vou ter que voltar escolhendo qualquer coisa como concentração menor. Para minha infelicidade acabou também o tal do jornalismo online, então vou fechar em jornalismo político mesmo já que é quase o que me resta. Mas então o desafio é grande: terminar a pós e, obviamente, concluir o curso com um trabalho final, que pode ser algo prático como livro-reportagem ou uma monografia mais teórica.

Consegui liberação no trabalho para finalizar a pós, que deverá ser cursada no período da manhã em um dia da semana pelo semestre inteiro, mas ainda tem o desafio do trabalho final. Em 2010 tinha escrito um projeto sobre um livro-reportagem sobre os cães-guia. Na época, o assunto ainda não tinha ganho mídia e nada e em 3 ou 4 meses, na minha licença, o tema ganhou muita audiência e repercurssão devido ao lançamento de um livro daquela advogada Thays, a primeira a conseguir aval para andar nos meios de transporte com seu cão-guia e abriu procedência para muitos outros deficientes visuais exercerem seu direito de ir e vir.

Quando o assunto ainda não tinha sido explorado, eu achava esse assunto fascinante. Quando eu ainda não sabia em quê focaria um mestrado eu achava esse assunto bacana. Quando eu ainda tinha vontade de escrever um livro eu achava esse o assunto perfeito para mesclar literatura e jornalismo. 

Mas agora, depois de mais de 2 anos, eu não sei. Hoje, o assunto já foi explorado. Hoje eu sei que quero fazer mestrado focado em Direitos Humanos e Políticas Públicas. Agora, eu acho que se eu escrevesse uma monografia, ela poderia servir de projeto para meu mestrado em Direitos Humanos, que quero fazer na Universidade de São Paulo. Agora eu estou aqui pensando não só em quê é melhor eu fazer por mim como pela facilidade em fazer uma monografia com um filho de 2 anos e sem folga ou férias como uma boa e legítima mãe.

Eis que me encontro nesse dilema além do trabalho de me preparar psicologicamente para volta às aulas. E agora, José?

sábado, 6 de julho de 2013

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Memória de elefantinho

E então ele está um dragãozinho comedor de chupetas. Comedor não, mas um verdadeiro destruidor. Fica lá coçando o canino que está nascendo com a danada da chupeta e quando viu: está rasgada, furada e pede outra.

Há algumas semanas ele fez isso em um sábado (ou domingo não lembro ao certo) e por conta própria jogou a chupeta estragada no "ixo". Depois, fomos juntos comprar outra em uma farmácia já que quando ele entra na Alô Bebê ele vira do avesso e eu sempre saio de lá sem conseguir comprar nada e com ele gritando e me batendo. Para não me desgastar, optamos por uma farmácia perto de casa.

Juntos, ele escolheu o modelo e a cor que queria e saímos de lá com 2 para casos como estes porque eu apesar de ser uma pessoa que permite o filho chupar chupeta nunca tivemos coleção em casa. São sempre, no máximo, 2.

Eis que hoje passamos em frente à farmácia que compramos a chupeta e o menino começou a gritar desesperado no banco de trás: Mãe, tutu. Tutu! Tutu!

Eu sem entender parei no trânsito e olhei para ele para entender. Quando vi ele estava apontando para a farmácia. E não é que ele lembrou da farmácia onde fomos comprar a chupeta (que ele chama de tutu)! Achei muito bonitinho e esperto (mamãe babona mode on). Mas sabe que agora eu escrevendo esse post me pego a pensar em outra coisa: será que o menino queria comprar mais uma chupeta? Ontem ele estragou uma das que compramos, mas ele tinha uma reserva e é a que ele está usando e só comprarei outras quando eles estragarem. Será que o espertinho queria me dar um recado?