sábado, 28 de dezembro de 2013

O desfralde: dias 2, 3 e 4

No dia 2, o cocô acabou sendo na fralda matutina. Ele ainda não tinha tirado a fralda quando fez o cocô - um problema a menos, pensei. Então, o dia seguiu bem. Escapou uns dois xixis, mas tudo com muita tranquilidade. Fez pela primeira vez xixi em pé na graminha quando saiu com a dinda. Ela queria incentivar o xixi em pé, mas já disse que não, que eu não to muito afim de encarar parede mijada lá em casa, já que ele faz xixi no penico ainda.

No dia 3 ele acordou da soneca da tarde e foi correndo pro penico. Mesmo estando de fralda, ele tirou a fralda e fez um xixizão. Ele não tinha feito nenhum xixi na fralda, que eu coloquei nele depois que ele tinha pego no sono. Ele começou alterar entre não querer colocar a fralda para dormir e pedir a fralda no meio do dia. Será que é normal? Ele também teve meio que uma dor de barriga. Bom, foi assim que ele chamou, mas acho mesmo que é ele percebendo sua vontade de ir ao banheiro. Fiz uma massagenzinha e depois de um punzão perguntei se ele não queria fazer cocô. Ele disse que sim e fomos correndo para o banheiro. Cocô feito, problema resolvido.

Hoje, estamos no dia 4 e eu não preciso mais perguntar a cada 30 minutos se ele quer ou não fazer xixi. Quando ele tem vontade, ele vai ao penico e me avisa que vai fazer xixi. Mas não precisa de ajuda nenhuma (além do incentivo de recolocar a cueca). Quando ele quer fazer cocô, ele me pede e vamos ao vaso sanitário.

Ele ainda está usando fraldas para dormir e como ainda dorme no berço (muito embora o berço dele vire cama) acho que essa etapa do desfralde ainda vai ser mais lenta e gradual - vai ficar para 2014! Como eu já disse, às vezes, ele altera entre querer usar a fralda no meio do dia ou então se recusar a colocá-la antes de dormir. Não sei se é normal, mas é fato e recorrente aqui em casa. Além disso, vez ou outra, ele me pergunta se está de fralda ou de cueca - parece que meio para se certificar de deve ou não tomar cuidado. Geralmente, quando ele me pergunta isto está quase na hora dele dormir e ele já está mais para lá do que pra cá, mas como é férias estamos em hora e nem rotina e tudo está lindo assim. Em janeiro eu vejo como ajeito as coisas, não é mesmo?

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Do desfralde definiitivo: Dia 1

Em maio este foi um assunto recorrente, mas acabei desistindo no início do processo principalmente porque ele queria ficar pelado em pleno mês de junho, ou seja, no frio. Fazia no penico e tudo, mas se vestir novamente era uma árdua tarefa. Então, queria estar com ele em todo o período necessário do desfralde e não queria deixar esse processo na mão de ninguém: nem da escola e nem da minha mãe que fica com ele de manhã. Então, desisti.

Achei que seria melhor esperar e ter o tempo para fazer isso. Algumas coisas eu não abro mão de fazer com ele e para ele e o desfralde é uma delas.

Então, esperei meu recesso para re-começar. Estou com ele desde sábado e começamos hoje o processo. No dia de seu mêsversário de 2 anos e 9 meses.

Logo de manhã e há alguns dias já avisava que isso iria acontecer. Então, ele já estava sabendo o que ia acontecer e as coisas fluíram naturalmente.

Logo de manhã ele aceitou a cueca e, depois, a sunga para irmos à piscina sem nenhuma fralda. Fez xixi no penico e descemos para brincar.

Depois de um tempo brincando ele me pediu para fazer xixi. Na verdade, ele acabou fazendo cocô na privada porque como estávamos lá em baixo levei o ao banheiro comum. Fiquei surpresa com a desenvoltura dele de logo de cara fazer cocô na privada. E fiquei super feliz. Depois, brincando perto da piscina ele deixou escapar um xixi - sorte que foi perto da piscina e nem tive que limpar, só levei ele no chuveiro para enxaguar ele e a sunga como se aquilo somado à explicação de que tinha que pedir para fazer xixi tivesse um efeito potencializador.

De tarde, quando dormiu, eu vesti a fralda nele. Quando ele acordou ele tirou a fralda assim que despertou e depois de um convencimento nada engrandecedor de minha parte (a mosca ia pegar o pipi dele) o convenci de vestir a cueca (ele gosta mesmo é de ficar pelado, se bem que agora está calor e dá quase para deixá-lo pelado mesmo).

Então, ele ensaiou e pediu umas três vezes para fazer cocô na privada, mas sentava, se sentia incomodado e saia sem fazer nada até que, claro, fez cocô na cueca. Avisou que tinha feito e me pediu para tirar. Fomos para o chuveiro, lavamos tudo e vestimos uma cueca limpinha. 

Todos os outros xixi (por enquanto) ele fez no penico e parece que entendeu tudo muito bem - segura bastante, faz xixi quando tem vontade e por conta própria levanta, tira a cueca, senta no penico, faz xixi e pede para lavarmos o penico. Tudo com bastante tranquilidade. Mais algum tempo e ele vai dormir porque este ano nossa comemoração de natal só vai acontecer amanhã na hora do almoço e hoje não teve ceia e nem nada de especial.

Então, considero o primeiro dia um sucesso. Fico feliz que tenha adiado e esperado um pouco mais para dar início ao processo porque ele ter crescido neste período e ter amadurecido fez com que o resultado fosse melhor e menos traumático tanto para mim quanto para ele.

Como percebi que ele ainda não fica à vontade nesta privada, para o cocô amanhã, vou tentar estimulá-lo no penico. Ainda bem que ele tem horário mais ou menos fixo para fazer o cocô, então dá para ficar ligado. Enfim, vamos ao dia 2!

Que esta noite seja muito iluminada para todos e que o bom velinho seja bondoso e traga para próximo de vocês os desejos que querem realizar em 2014 e muito amor, paz, saúde e alegrias a vocês e a quem vocês amam.




sábado, 21 de dezembro de 2013

Recesso

Final de ano chegou e com ele o meu sonhado recesso. Serão quase 15 dias, que passarei na praia com meu filhote.

Ele, aliás, já está lá desde quinta-feira. Eu vou ainda hoje. Nos encontraremos a noite e ficamos até dia 4, sábado, quando eu volto para a vida real e a vida dura de dona de casa com roupa para lavar o domingo todo e voltar a trabalhar dia 6.

Vou aproveitar para descansar e curtir. Quem sabe pego um bronze e desfralde meu menino. Esses são os planos.

E que venha 2014 - um ano que promete ser de muito trabalho, apesar de ter muita gente achando que em ano de copa do mundo ninguém vai trabalhar. Eu sei que além de ano de copa e de eleições, para mim, também é ano de congresso - onde se elege uma nova direção onde trabalho. Ou seja, tem muito trabalho, apesar de no meio de tudo isso ainda tem minhas sonhadas férias de março.

Antes de pensar em 2014, eu quero me despedir de 2013 com tudo que ele teve de bom e de ruim.

Que 2014 seja um ano iluminado para todos. Se der volto antes do ano terminar, mas não quero prometer mais nada para este ano que termina. Quero apenas que ele se vá para que este ciclo se feche.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Sem explicação

Alguém me explica por que meu filho sussurra quando está pronto para dormir, mas quer conversar comigo?

É fofo e engraçadinho, mas pensa numa mãe tentando entender o que o filho fala de chupeta e sussurrando? Eu tenho que pedir para ele repetir umas 5 vezes até que peço para ele falar alto comigo e tudo se esclarece (ou não e eu desisto mesmo).

 Alguém explica como um menino pode gostar tanto de banho que, quando quer, vai para o banheiro, tira a roupa e pede para tomar banho?

Toda vez que isso acontece eu fico pensando que ele se acha dono de si e auto-suficiente para tomar as decisões da vida dele, né, porque é o supra-sumo da independência ele decidir até quando toma banho. E não é só uma vez não, por dia, isso pode acontecer várias vezes.

Agora, alguém explica de onde vem essa criança?


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Presente de Natal

Como faz com a mãe que quer, por tudo neste mundo, comprar uma bicicleta para o filho de nem 3 anos?

Como faz com a vontade dessa mãe que está maior que ela só porque o menino é louco com bicicleta e porque ele saiu pedalando em uma já na primeira vez que subiu na tal?

Como faz se o único presente que ela pensa em comprar para ele é uma bicicleta aro 12?

Como faz se essa mãe-maluca pesquisa e ainda encontra em um preço que cabe no bolso uma bicicleta que ainda por cima vem com os acessórios de proteção?

Alguém indica um psiquiatra para essa mãe?

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Das mudanças que acontecem

Há algum tempo andava insatisfeita com a escola do Arthur. Os motivos eram vários - desde a refeição servida (que era na maioria das vezes industrializados) até o cuidado com ele mesmo, que estava chegando toda semana com marcas de mordidas. Eu entendo a praticidade dos industrializados, mas não respeito seu uso diário e ostensivo, ainda mais para crianças tão pequenas e em formação de alimentação, nutrição, gostos e etc. Entendo também que crianças brigam e disputam, mas toda semana é um pouco demais em uma sala de no máximo 8 crianças, que deveriam ter 2 pessoas em sala de aula. Para piorar, quem mordia ele era sempre o mesmo, ou seja, casos demais de reincidência.

Somado a isso, Arthur mudou de sala (evoluiu e tal) e eu só fiquei sabendo porque a professora nova postou no Facebook. A comunicação entre escola e pais era sempre precária e isso me incomodava. A tal ponto de a escola ter problemas com o telefone e nenhuma pessoa ser comunicada e você tentava telefonar para lá e não conseguia nunca por semanas seguidas.

No meio disso tudo veio a rematrícula e então pela primeira vez pensei em de fato mudá-lo de escola. Ele está em uma fase em que fala muito dos amigos da escola, embora só conviva com eles na própria escola, mas achei que podia ser uma coisa se considerar. Além da rematrícula, veio o aviso de aumento de 12% da mensalidade de 2014 - valor que achei ser alto demais em comparação com a inflação acumulada no ano e, principalmente, para o que estavam me oferecendo de serviços.

Por último, e como cereja desse bolo mal ajambrado, Arthur me relatou meio que na brincadeira que a babá tinha o chamado de feio. Como sempre, em uma simulação do real em sua brincadeira, Arthur disse que o fantoche o tinha mordido, jogou o boneco longe e o chamou de feio. E me chamou muito a atenção dele chamar o boneco de feio, já que não chamamos a atenção dele desta maneira. Para mim, morder é feio, mas o Arthur não é feio. Não é menosprezando meu filho que vou ensiná-lo algo, então prontamente perguntei quem tinha chamado ele de feio. E ele, sem a maldade que ainda não lhe cabe aos 2 anos e meio, me disse o nome da babá.

Insatisfeita, procurei as mães dos colegas de sala dele e questionei quem iria manter os filhos na escola e, para minha non-grata surpresa, muita gente estava pensando em tirar os filhos de lá. Depois dessa, se eu tinha uma pulga atrás da orelha virou um pulgueiro inteiro e resolvi partir para a busca de outra escola.

Depois de pesquisar escolas que se enquadravam no que eu queria para ele neste momento, fui visitar duas escolas (e se tivesse tido tempo teria ido visitar mais uma, mas anda muito puxado) e acabei optando por uma delas.

Hoje, fui efetivar a matrícula, e levei ele junto para conhecer a escola.Eu já tinha contado que ele ia mudar de escola, mas eu não sei o que ele entende por isso. Só sei que chegou a me perguntar se era a escola rosa (o que eu acho que é uma alusão a escola que abriu recentemente na frente da casa da minha mãe, mas que tem uma mensalidade muito alta para meu bolso) e eu contei que não, que era uma escola amarela. Ele chegou a dizer que não queria, por isso, fiz questão de levá-lo hoje comigo.

E então ele já chegou na escola nova perguntando se "é aqui?". Depois, entrou e logo viu os peixes e se encantou. Depois, começou a rodar por perto e explorar a escola nova. Em pouco tempo, descobriu que nos fundos estava um parquinho e um tanque de areia colorida. Em questão de minutos entrou em uma sala com as crianças menores porque eles estavam explorando luzinhas. Eu deixei ele lá e fui fazer a matrícula na secretaria. Quando voltei a turma tinha ido para a quadra e quando cheguei lá meu filho corria e brincava com as crianças como se já fizesse parte. Difícil mesmo foi convencê-lo a sair de lá, mas depois de explorar mais, ele acabou aceitando meu convite para irmos embora. Me deu a mão e saímos.

Alguém duvida que ele gostou?
Mas quando subi na quadra e dei com meu filho lá, brincando, senti que fiz e escolha certa para ele e me emocionei. Fiquei realmente feliz pela escolha e certa de que meu filho vai ser muito bem amado e querido naquela escola (como era na outra, não posso negar que apesar do tal feio aí, ele sempre foi super adorado pelas professoras). Tiver certeza que ele vai gostar dali e se sentir seguro para aprender e viver algum tempo de sua infância.

Depois, quando chegou na casa da avó, e ela perguntou se ele tinha gostado da escola nova, para completar, ele disse que sim de uma forma tão espontânea que deixou meu coração tranquilo e sem dúvida nenhuma de que fiz uma boa escolha.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Dos feriados e dos falatórios

Ele tinha acabado de acordar e eu fui trocar sua fralda. Reparei que suas partes estavam meio "caídas" e seguiu-se este diálogo:

M: Arthur, você está com o saquinho mucho. Será que você vai ficar doente? Tá doendo alguma coisa: cabeça, barriga, garganta?
A: Não.
M: Será que você vai ficar doente?
A: Se ficar doente, leva no dotô.
M:  Gargalhadas


- X -

Ele brincou a tarde inteira. Depois da soneca me diz:
Mãe, vamos passear?
Eu, sem saber mais o que fazer, pergunto: Mas, onde você quer ir?
Ele me responde: Passear, lá longe.
Eu achando que ele ia pedir para ir no sítio ou no praia, reitero: Mas lá longe, aonde?
Ele afirma: Lá longe, no bosque para ver o lobo mau.
 
- X -
 Ontem de manhã
 Mãe, quero ir no shopen.
Fazer o quê lá?
Ver papai noel.
Hoje cedo
Mãe, vamos no shopen.
De novo?
É. Quero ver papai noel.
Mas o shopping ainda está fechado.
Ah, tá.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O choro dos outros

Desde que começou a entender as expressões e os sentimentos, Arthur não gosta de desenhos/personagens/pessoas tristes ou chorando. Além de dar aqueles pulinhos no coração da mãe por ver um menino assim tão solidário a dor dos outros, temos passado por situações bem engraçadas por causa disso. (Quem disse que não há fofura aos 2 anos?)

1º episódio: Eu e o Arthur estávamos brincando na sala quando na tevê um bebê chorou. Ele, na mesma hora, parou para ver de onde vinha. Colocou o dedinho perto da orelha e disse? Escuta... o nenê tá chorando. Disse que era na tevê e ele me perguntou: Vamos cantar para o nenê não chorar? Eu, curiosa, perguntei: Como é que canta para o nenê não chorar? E ele começou: choia, choia, choia, paia de choia. E em ritmo acelerado emendou dançando como ordenava a música: põe a mão na cabeça, põe a mão na tintuia. Na mesma hora comecei a rir.

2º episódio: No dia seguinte de manhã, enquanto esperávamos a vovó na garagem uma criança chorava desolada na garagem. Chamei a atenção dele para o som que vinha de fora do carro e na mesma hora ele se pôs a cantar: chora, chora, chora, paia de chorar. põe a mão na cabeça, põe a mão na tintura. (ele que começou a pronunciar os 'erres' recentemente às vezes fala as palavras com ele, às vezes não)

3º episódio: Ontem, em casa, acabei quebrando a unha de bobeira e me lamentei pelo fato segurando o dedo com a unha quebrada. Triste com o fato e com aquela sensação horrível latente de unha quebrada me lamuriava quando Arthur entendeu que algo estava errado e começou a chamar pelo pai, que ainda não estava em casa. Pai, a mamãe tá chorando. Pai, vem aqui. Pai, a mamãe tá chorando. Posso?

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Quando é a hora de mudar?

Já faz algum tempo que ando pensando nisso: quando é a hora de mudar o filho de escola? E quando a escola não atende mais às suas expectativas pode não estar atendendo às do seu filho?

Já tem quase um ano que sinto meu coração balançar. No final do ano passado, a escola passou por sérios problemas administrativos - tanto que isto afetou inclusive a saúde da dona da escola, que teve um piripaque e foi parar no hospital. Nós, pais, não fomos comunicados de nada e eu só soube do ocorrido em janeiro, quando fui pagar a mensalidade pessoalmente. No entanto, e apesar de não ter sido formalmente comunicada, percebíamos que algo estava acontecendo porque todo dia perguntavam se algo não tinha ido na mochila do Arthur ou algo que não era dele aparecia como casacos e roupas números infinitamente maiores que o meu filho usava ou usaria. Enfim, a baderna interna estava balançando até a rotina da escola.

Além disso, em questão de meses uma professora foi contratada para cuidar da turma do meu filho e foi demitida (ou pediu para sair, não sei). Aquilo me incomodava e me incomodava mais ainda a falta de diálogo entre escola e pais.

O ano acabou, meu filho entrou de férias e em janeiro soube da doença da dona da escola (mas somente disso, as outras questões ficaram por baixo dos panos). Ao longo dos meses, notei que a escola tinha reduzido as turmas e fechado as salas de ensino fundamental e estranhei, mas não questionei. Com a dona com a saúde altamente debilitada, imaginei que esta teria sido a causa.

Este ano, no meio do ano, precisei falar com a escola e por telefone nunca conseguia. Algumas vezes questionei (por semanas diversas com bastante tempo entre elas) e a resposta era sempre a mesma: o telefone está quebrado. Comecei a me injuriar e, principalmente, desconfiar de que as finanças da escola não vão bem a ponto de não pagarem a conta do telefone.

Um dia fui buscar o Arthur na escola e a dona me chamou a atenção devido ao atraso do pai em buscar o Arthur naquela semana (fato que em um ano e meio tinha acontecido 3 vezes), ultrapassando alguns minutos das 19h - horário de fechamento da escola. Me desculpei (principalmente porque os atrasos foram porque o pai dormiu e perdeu a hora - sério!) e prometi que o ocorrido não ia mais acontecer. Mas fiquei extremamente injuriada com o fato porque naquela mesma semana tinha tentado telefonar na escola e não tinha conseguido falar porque o telefone estava quebrado (há semanas, aliás). E mandei um email para a escola, já que por telefone eu não tinha mais uma vez conseguido falar e desabafei falando, principalmente, da falta de diálogo entre a escola e os pais. Ela nunca me respondeu ao email. E meu descontentamento cresce.

Há algumas semanas atrás recebi a circular da rematrícula cobrando mais da metade da mensalidade de taxa e, pior, prometendo reajuste de 12%! Chamei as mães no Facebook questionando sobre a continuidade dos filhos na escola para tentar reduzir este reajuste bem maior que a inflação, mas uma das mães se mostrou tão descontente quanto eu e pretende tirar os filhos da escola. Eu, que também ando descontente, resolvi procurar outras escolas porque acho sinceramente que chegou a hora de mudar.

Arthur é enturmado e não tem problemas para se adaptar depois de 10 ou 15 minutos de interação, então acho que vale a pena pesquisar e buscar alternativas que mais me satisfaçam que aborreçam.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Sobre o acampadentro da escola

Estou devendo posts, é verdade, mas tá osso. Então vamos lá falar sobre o acampadentro da escola.

Fiquei, até o último minuto, na dúvida. Mas mesmo assim enviei o menino de mala e cuia. Ele me dizia que não queria dormir na escola. O marido, se eu não tivesse ligado às 17h da sexta-feira, tinha ido buscar a criança na escola normalmente e pronto. Ele, apesar de achar legal, ainda não tinha concordado plenamente com a questão. Eu, apesar de receosa, achei que seria interessante tentar e insisti. Ele concordou.

Cheguei em casa e aproveitamos para sair - e aproveitar que estávamos sós. Fomos a um restaurante, pegamos fila sem estresse, sentamos calmamente, bebemos, conversamos, comemos e fomos para casa. Eu fiquei apreensiva a noite toda achando que iam me ligar da escola. 

Olhava no celular o tempo todo para checar se tinha sinal e, no fundo, a espera de uma ligação dizendo: Mãe, seu filho quer/precisa de você. Eu sabia que ele ia dormir a noite toda na escola sem problema nenhum, mas no fundo esperava que alguém me ligasse.

De manhã, na agenda, escrevi algo como: Tia Fabi, o Arthur não tem manhas para dormir, no entanto se o ambiente estiver muito agitado ele só vai dormir se estiver EXAUSTO. Ele dificilmente vai deitar e dormir se tiver criança fazendo bagunça. Quando ele não aguentar mais ele irá pedir os nanás, a chupeta e colo e vai dormir em segundos de cansaço no colo de alguém. O Arthur não toma mamadeira em ambientes agitados, mas mesmo assim gostaria que oferecessem a mamadeira no horário de dormir e assim que ele acordasse (200 ml de água morna na medida que envio de leite em pó). Qualquer problema, basta me ligarem.

Eu dormi a noite inteira e o telefone não tocou. Eu acordei com o despertador às 7h20, tomei banho e fui buscar meu filho na escola no sábado de manhã. E encontrei meu menino alegre e saltitante na escola que pediu para tomar banho meia hora depois de ter chegado em casa.

No relato da escola estava lá escrito que ele participou de todas as atividades propostas e só dormiu lá pelas 11 da noite. Acordou às 6h e brincou um pouco com as crianças de manhã, mas não aceitou a mamadeira nem de noite e nem pela manhã apenas jantou bem e tomou seu café da manhã com suco em vez do leite.

No sábado, o menino estava tão cansado que dormiu antes do almoço e no final do dia - coisa rara por aqui, já que ele só dorme de tarde (embora seja um bom cochilo).

Questionado se ele tinha brincado muito na escola, a resposta do sem vergonha foi: Não, mãe, choveu!

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Horário de verão

Já faz algum tempo que ando esperando pelo horário de verão. Por vários motivos: o primeiro de todos é porque eu gosto mesmo, A-D-O-R-O, afinal sou uma pessoa diurna e que se o dia tiver mais horas ainda melhor; segundo porque queria aproveitar com o Arthur algumas horas a mais de dia, então estava planejando buscar ele na escola e levá-lo a uma pracinha para brincar mais um pouco e terceiro porque até hoje não tinha conseguido arrumar o horário normal no meu rádio do carro, então com a volta do horário de verão eu estaria novamente com o relógio acertado (verdade verdadeira, acreditem!).

Acontece que eu que sempre bradei aos sete ventos que meu filho sempre se adaptou ao horário de verão no primeiro dia tive que pagar (feio!) a minha língua desta vez. Nos dois anos anteriores, ele nem sentiu. Mas desta vez deu um bailão para dormir de noite. Era quase meia noite e o menino estava lá, acordadão batendo papo no berço.

Dizem que o corpo demora 1 semana para se adaptar. Eu peço clemência e espero que três dias sejam suficientes.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Fofurices dos 2 anos

Se existe idade mais contraditória que os 2 anos, eu desconheço. Arthur altera entre o menino mais fofo do planeta Terra e o menino mais difícil de lidar dos últimos tempos.

Vale dizer que depois dos últimos episódios de "regressão comportamental" (que escrevi aqui) no mês passado, Arthur tem se comportado muito bem.

Aliás, tenho notado até que ele tem se comportado melhor, como se tivesse crescido e passado a aceitar melhor as regras sociais estabelecidas. Ainda é uma criança, óbvio, corre, brinca, pula, grita, mas tem acalmado os ânimos de forma notável.

Além disso, os tais terrible two são acompanhados dos cute two porque eles estão crescendo e entendendo melhor as coisas, então meu menino faz as seguintes fofuras:

* pega seu cachorro de pelúcia, que o pai denomina como Akira - o mesmo nome da cachorra do padrinho - e faz ninar cantando nana-nenê acompanhado de bicho-papão. 

* imita o lobo mau e conta a maior parte das 3 histórinhas que eu repito ad infinitum para ele. Ele já sabe as historinhas quase inteiras.

* faz carinho e abraça e beija com o bico mais lindo do mundo. E ainda fala para o pai, quando ele faz a barba. "Papai fez baba, tá isinho." passando a mão no rosto do pai.

* Não deixa que fiquemos tristes. E sempre se preocupa quando vê na tevê/rua/livros alguém triste ou chorando.

* Fala tudo errado, mas mesmo assim a gente morre de amores. Principalmente quando ele fala: piamo. (tradução: te amo)

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Que isso, mãe?

Eis que, de repente, o mundo se descortina para o meu filho. E ele começa a prestar atenção no que está ao seu redor e, inclusive, o que está passando na tevê. 

Ontem, o menino sapeca repetiu a pergunta quê isso, mãe? duas vezes. A primeira vez foi dirigido às duas berinjelas que estavam na pia. Que isso, mãe? perguntou o menino curioso. E eu respondi: berinjela. Ele não tentou repetir a palavra nem nada apenas acenou com positivo com a cabeça.

A outra vez perguntou o quê isso, mãe? quando na tevê passava a manifestação no Rio e em São Paulo sobre o aumento salarial dos professores e as confusões oriundas dos protestos. Eu me restringi a responder o que ele perguntou sem tentar formular pensamentos mil para explicar o que ele ainda não entende, então apenas disse: greve, manifestações. Desta vez, ele formulou qualquer coisa parecida no intuito de repetir a palavra manifestação e ficou prestando atenção ao que passava na tevê.

Aliás, já tem alguns dias que tenho reparado o quanto ele tem prestado atenção na televisão, que geralmente fica ligada na sala durante à noite. O marido adora assistir filmes, mas há alguns meses que tenho pedido que ele não se atente em filmes violentos enquanto o Arthur está na sala. Ultimamente, o interesse dele pelo que passa na telinha tem aumentado e eu ando pensando seriamente em retirar os programas jornalísticos da nossa programação. Eu, em primeiro lugar, já não faço questão mesmo e, em segundo, acho tudo o que passa totalmente condenável, enviesado e prejudicial a uma criança de dois anos, então tenho pensado seriamente em adotar os canais infantis como alternativa - aliás, alternativa nem sempre boa porque a quantidade de propaganda é avassaladora e totalmente prejudicial à criança, mas enquanto o Arthur não associa propaganda com consumo acho que dá para levar.

Tirando isso, tenho achado muito interessante a curiosidade dele pelo que está e acontece ao seu redor. Vou, inclusive, procurar estimular sua busca por coisas novas e vou inverter os papéis e passar a perguntar a ele o que são as coisas. Quem sabe assim não temos uma troca mais interessante sobre o mundo que nos cerca?

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Acampar na escola: sim ou não?

Então chegou a circular do mês que vem da escola e lá vinha as informações sobre a comemoração do dia das crianças e o famigerado acampamento das crianças na escola.

A primeira coisa que eu pensei foi: ele vai e eu vou ter uma noite para curtir o meu marido! Egoísta mesmo, podem julgar. Em um primeiro momento, sequer pensei se ele ia gostar ou ficar bem. Mas este, claro, foi o pensamento seguinte. E confesso que me assolou. O assunto ficou martelando na minha cabeça e eu até perguntei se ele queria dormir na escola e ele respondeu que sim.

O prazo para responder para a escola era dia 24 e eu só fui verificar sobre o prazo dia 25 cedo. Então liguei na escola para sondar e, depois de falar com a dona da escola, ainda perguntei para as outras mães se as outras crianças também iam ficar para realmente ter o objetivo do acampamento: ele ficar com os colegas dele e se divertir até tarde e logo de manhã, quando eu irei buscá-lo.

Acredito que ele não vai ter problema para dormir na escola, já que ele fica na casa da avó quando eu vou viajar. Mas escrevo isso com o maior receio de pagar a minha língua, afinal ser mãe é receber muitos cuspes na testa.

Questionando o marido sobre isso, ele foi muito ponderado dizendo que acha que fazer isso é antecipar as coisas. E, como quase nunca, concordei com ele. Por que meu menino de 2 anos já tem que saber dormir sem os pais? Só aumentou meu dilema de mãe: deixar ou não deixar.

Quando conversei com as outras mães, algumas me sinalizaram que iam deixar porque ia ser divertido para as crianças. E então, sem ter certeza, autorizei através da circular da escola. Na mesma semana, teve reunião dos pais - mais para mostrar os trabalhos que as crianças estão desenvolvendo - e claro que esse assunto acabou rolando. Depois, a dona da escola veio dar um informe geral sobre a pousada e rolou um bate-papo sobre o assunto, que quase fez o marido mudar de ideia.

Eu só sei que autorizei, mas ainda não decidi sobre o fato. E acho mesmo que só vou decidir no dia, que está se aproximando. Na verdade, acho que vou deixá-lo porque um lado de mim acha lindo crianças independentes e que dormem fora de casa (lembro de quando fui para um acampamento aos 12 anos e tinham muitas crianças de 4, 5 anos e um menino que frequentava o acampamento desde os 3 anos) e vou torcer para que fique tudo bem e meu lado medroso e que concorda com o marido que é antecipar as coisas para ele, que só tem 2 anos e meio, perca feio mostrando que meu menino já sabe ficar sem a mamãe ou algum parente próximo.

Rezem por mim que depois eu mando notícias.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Calma interior

É uma semana de TPM. Devemos considerar. Tem um monte de coisa errada. Importante salientar. Fiz várias outras tarefas chatas. Vale dizer. 

O humor estava péssimo. Eu não queria nem que o dia tivesse começado, que dirá terminar ainda pior. 

E, então, fui buscar meu filho na escola, que saiu da sala gritando pelo papai, afinal é ele quem pega todo dia. Mas não era o papai e sim a mamãe.

E ele ficou ainda mais feliz. E veio pulando, gritando e saltitando. E nós chegamos em casa e jogamos bola na varanda. Eu tive toda a paciência do mundo. Dei banho. Troquei. Li 4 histórias para dormir (quando o rotineiro são 3). E me sentia, estranhamente, calma.

Obrigada filho! Você salvou o meu dia com seu sorriso, com sua alegria, com sua presença, com a sua inocência e com seu jeito. E eu fui dormir serena e feliz.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O que eu queria te dizer

"Não se afobe não, que nada é pra já"

Como todas as crianças de sua idade - e até as maiores - você tem pressa de viver e corre muito, o tempo todo. Como se assim você pudesse viver mais, alcançar o tempo ou competir com ele. Você tem pressa (ou seria urgência?).

Te observando ontem, na festa de seu primo, eu vi como você tem sede pela vida. Você corre, você pula, você grita e se expande como se pudesse ter o tamanho, a intensidade e a velocidade do tempo e da vida. Ali te olhando todo afoito, querendo brincar em todos os brinquedos, indo e voltando sem parar eu fiquei com vontade de te dizer: - Calma, filho. Não precisa correr e nem ter pressa.

Mas eu não disse. Primeiro porque, naquele exato momento, uma rede me separava de você, que brincava na piscina de bolinhas e tentava escalar o escorregador; segundo porque você não entenderia que para viver é preciso calma e que para desfrutar a vida, precisamos de serenidade.

Eu fiquei ali pensando e te observando com toda sua vontade de aproveitar cada minuto porque ele vai embora. Você ainda nem sabe que o tempo é veloz e não compreende a dimensão dele, mas parece querer fazer o melhor proveito dele em cada segundo que o vive.

Sei que os anos te darão uma visão diferente do tempo, meu filho, mas ao mesmo tempo entendo que um minuto, para você que tem 2 anos e meio, representa uma grande parcela da sua vida. Por isso, eu queria te dizer que às vezes é importante sim engolir os minutos porque eles passam e não voltam nunca mais, mas espero que você também saiba e aprenda a viver as coisas com calma, serenidade e tranquilidade.

Não tem receita para lidar com o tempo, Arthur, então eu espero que você saiba alternar entre os momentos em que precisa absorver o tempo com toda a voracidade que alguns acontecimentos merecem com os momentos em que o tempo deve ser calmamente tragado e apreciado.

Use, enfim, o tempo com moderação porque a vida não gasta, o que desgasta são nossas ansiedades e expectativas. Use, sim, a seu favor e não como seu inimigo porque ele é forte e infalível. 

Foi isso que eu quis te dizer ontem, filho, mas não disse porque sabia que você não ia me entender com essa profundidade. Sendo assim, eu te escrevo essas palavras para que um dia, e no tempo certo, você seja capaz de compreender que o tempo pode ser bom ou ruim, só depende de como você vai encará-lo.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

De chuveiro

É de chuveiro que agora ele toma banho. Quer dizer, é de chuveiro que ele toma banho, agora.

Já faz alguns meses que Arthur toma banho comigo ou com o pai no chuveiro, mas ele também tomava banho de banheira quando o fazia sozinho. Mas agora, não toma mais. Não aceita mais a banheira e já aprendeu a brincar no chuveiro, então a banheira está lá abandonada.

Até quando ele pede para tomar banho (sim, ele me pede para tomar banho) ele se dirige ao banheiro da suíte  (o qual ele chama de banheiro do papai).

E está quase tomando banho sozinho. Ele entra e se molha (inclusive a cabeça). Então, a gente chama, ensaboamos a cabeça e ele volta pro chuveiro e tira o sabão. Depois, a gente chama de novo, ele se ensaboa (e a gente complementa) e ele volta pro chuveiro para tirar o sabão. Depois fica lá brincando com algum copo ou com a saboneteira e com a água e a gente tem que desligar o chuveiro e dizer que acabou a água para ele sair. Se não, ele gasta um rio amazonas inteiro debaixo do chuveiro.

Além do mais, ele já pode até ter tomado banho, mas se alguém vai tomar banho: pronto! lá corre ele para o chuveiro junto. É só falar em banho que ele sai tirando calça, meia, blusa, fralda e tudo que estiver vestindo e já chega no banheiro peladinho da silva pronto para entrar no chuveiro. Agora, tirar, isso é sempre a parte mais difícil.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

2 anos e meio ou O tempo não pára

Quando virei mãe, achei que a maior evolução do meu filho se daria no primeiro ano e até para medicina pode ser que realmente seja, mas é um processo evolutivo que vai de quando ele nasce até ele efetivamente andar (e isso pode acontecer antes de um ano ou depois, como no caso do Arthur).

Esse era um ciclo que eu sabia que tinha seu tempo e girava em torno dos 12 meses, mas é impressionante como este menino evoluiu nos últimos tempos. Talvez por ter demorado mais a falar é que eu tenho sentido tanto a evolução dele nos últimos tempos quando a fala realmente avançou disparado e, aliás, tem evoluído a cada dia.

E, então, me pego surpresa com as cores que ele conhece, com as historinhas que ele conta comigo, com o vocabulário que ele usa, com as frases que ele formula, com os entendimentos e raciocínio que ele desenvolve. E fico assim, pensando, mas só tem 2 anos e meio, como pode?

Bebê é uma delícia, mas essa fase é apaixonante (apesar dos momentos alucinantes que existem na mesma proporção e nas horas mais descabidas).

E então hoje ele está completando 2 anos e meio. DOIS ANOS E MEIO. D-O-I-S A-N-O-S E M-E-I-O. Juro que ainda não consigo registrar que estou a seis meses de três anos.

Afinal, meu bebê não é mais bebê e já é uma criança com vontades, manhas, birras, quereres e desquereres. Com feição de criança, brincadeiras de criança, manha de criança, pique de criança. E eu aqui vendo meu bebê virar criança sem acreditar ainda o quanto ele cresceu e cresce a cada dia.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Menino do tempo

Uma das primeiras coisas que o Arthur fala depois que acorda é se está sol. E mesmo quando não tem, é ao astro rei que ele se refere.Hoje, por exemplo, saindo da garagem de casa ele me disse: Mãe, hoje num tem sol. E eu repeti afirmativamente e completando: É filho, não tem sol, hoje está chovendo.

E então ele fica nessa de repetir e eu reafirmar e acrescentar uma informação. Então, ele me disse: Tem uva, mãe? E eu disse: É filho. Olha quanta nuvem no céu. Ele repete: uita uvem! E então fica, de sua cadeirinha, me chamando: Olha, mãe, u-vem. E quando tem sol, ele fica: Olha, mãe, tem sol.

Dizer a ele que vou abrir a janela do quarto, logo cedo, para ver se está sol também é uma eficiente forma de fazê-lo despertar. E então, ele levanta e vai olhar para a janela como quem constata se tem sol ou não.

Ontem choveu muito e, a cada novo toró, lá ia ele para a porta da varanda só para ver a chuva cair lá fora: Olha, mãe, u-va. Constatava o menino, que ao mesmo tempo que falava gesticulava com braços e mãos para demonstrar como a chuva caia do céu.

E toda vez que venta, ele me diz: Tá fio, hoje mãe. Como se qualquer vento representasse frio. E ainda tem uma fixação pela lua. Toda noite ele pede para ir lá fora, 'vê ua.' E quando não dá para ver a lua, por causa das nuvens, ele diz: Hoje não tem ua, uita uvem.

E assim seguimos com o menino do tempo todo interessado no céu, nos seus astros e nas condições climáticas.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Chororô de despedida

Ultimamente meu menino está numa fase de reviver seus piores momento. Do alto de seus (quase) 2 anos e meio, ou dois aninhos como ele mesmo gosta de dizer fofamente, ele regrediu em seu comportamento.

Um exemplo foi o post de segunda com o trabalhão que ele me deu no domingo, me impedindo até de fazer as coisas que eu queria e tinha me programado. Então, eis que ontem ele resolveu que ia chorar na despedida matinal. Ele não faz mais isso já tem muito tempo - tanto tempo que eu não sei nem mais contar quanto tempo faz.

No alto de seus dois anos, ele se despede, me dá beijo e vai/fica onde quer que seja. Mas ontem ele resolveu que queria ficar comigo e chorou. Tanto e tão copiosamente, que cometi aquele erro básico da hora da separação e dei colo para ele. Ele entrou pela janela do carro imundiçando minha calça branca e querendo a mamãe. Poucos minutos se passaram para ele se recompor e voltar para o colo da vovó e eu fui com ele me querendo e me chamando.

Fiquei de verdade com dó. Principalmente porque entendo a causa do chororô: na segunda-feira além de pegar um trânsito digno de São Paulo fui ao shopping comprar um tênis novo para ele, e quando voltei ele já estava dormindo. Nem brincamos, nem nos abraçamos, nem nos beijamos e ele nem me viu, por isso queria compensar na manhã seguinte. Justo. Digno. Não reclamo. Não acuso. Não condeno. Aceito e com isso vamos vivendo.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Um domingo difícil

Há muito tempo que Arthur não me dava trabalho. É bem verdade que fazia muito tempo que não impunha a ele o meu horário. Lá em casa, os horários são todos calculados com as necessidades dele, então os horários das refeições e da soneca são sagrados. O de dormir ainda varia, mas não pode ir muito além do habitual.

Então eu tinha um almoço. Queria ir. Acordei com ele eram quase 9h. Ele acordou serelepe depois de uma boa noite de sono, levantou e só depois que já estava na sala pediu mamadeira - antes pediu até para trocar a fralda que tinha 'xixizão'.

De bom humor trocou a fralda sem milindres, voltou para a sala e já pegou a mamadeira para me entregar e depois correu para o sofá. Vou dar conta, pensei. Fui para a cozinha e fiz o almoço dele, já que sem comer eu não arriscaria. Lá pelas 10 e tanta começou a pedir tetê e bolacha, neguei. Ele viu que o almoço estava quase pronto e perguntou se era o papá do Arthur. Às 11h ofereci o almoço e ele aceitou prontamente. Vai ser fácil, imaginei. E começamos a batalha pelo almoço: 45 minutos depois eu já tinha desistido e ele queria tudo, menos comer. Comeu menos da metade e começou a relutar a tomar banho, a me obedecer, a juntar os brinquedos, a colaborar. E passou a brigar comigo, me bater, espernear e gritar. Dei bronca, refreei seus impulsos e ele chorava. Pediu a chupeta, encontrou sozinho, pôs na boca e pediu 'cóio'. Se acalmou e dormiu em questão de minutos.

Eu, cansada, desisti. Coloquei ele na cama, mandei uma mensagem que não ia mais, deitei ao lado dele e dormi rendida à minha frustração de mãe e de mulher. Ele não demorou muito para acordar e levantou perguntando se o pai já havia chegado. Minha resposta foi que não e ele reiterou minha resposta e pediu a mamadeira. Tomou e levantou e ficamos indo e vindo até que sugeri um banho para passearmos - já que o compromisso não tinha dado certo, iria pelo menos passear na rua. Ele disse banho não uma mil vezes enquanto eu afirmava categoricamente que sem banho não tinha passeio. Fomos para o banho e saímos com tranquilidade. Troquei ele sem ter que lutar por isso como habitualmente e me iludi achando que então, finalmente, daria certo. Mas tive que brigar com ele por 45 minutos para que ele se calçasse. E eu já estava quase desistindo quando ele se rendeu e me deixou colocar o tênis. Até que no carro ele começou a dar piti e eu desisti completamente de sair e perder o que talvez eu ainda tinha de sanidade mental naquele momento. Peguei ele na marra, tirei do carro e disse: Hoje você está demais, não vai mais ter passeio. Ele chorou, chorou, chorou até que se conformou e foi brincar em casa mesmo apesar do sol e do calor que fazia lá fora.

Marido chegou, tomou banho e ele tentou convencer o pai de levá-lo para passear. Mas sei lá porque começou a bater no pai, não pediu desculpas e mais uma vez perdeu a chance de sair. Fiquei com ele na sala e o marido no quarto e ele tinha parecido se acalmar.

No final do dia resolvi ir ao mercado comprar uma carne para o jantar dele e o convidei. Ele trocou o 'xixizão' na boa, mas deu escândalo mais uma vez para se calçar, eu avisei que ele iria ficar em casa e saí, deixando o com o marido. 10 minutos depois, quando voltei, ele ainda chorava em casa. Quando cheguei ele se acalmou e ficou brincando enquanto eu terminava o jantar. A irmã chegou e então fui desabafar e chorei. Ainda tomei uma bronca do marido, mas tinha sido tudo tão difícil até ali que sequer briguei. A irmã foi embora e eu fiquei ali mesmo na cozinha lavando a louça e terminando o jantar aos prantos. Arthur ficava me perguntando 'o que foi?' E quando parei de chorar perguntou 'passou?' Depois, pediu bolacha, levou um não, chorou mais uns minutos, mas se alegrou quando coloquei a comida no prato. Jantou tudo. Brincou até o seu horário habitual, pediu a mamadeira, me deixou colocar o pijama e foi para a cama sob os protestos rotineiros, no entanto, calmo. Chegou ao berço, pediu historinhas que foram negadas depois deste dia tão difícil. Ele chorou um pouco, se acalmou sozinho consolado, deitou e dormiu.

Saí do quarto, me troquei, deitei e chorei até não sei que horas, quando finalmente consegui dormir. 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

[Áudio] As nossas versões

Contar histórias para ele, aos poucos, começou a ficar super engraçado. Com apenas 3 histórias repetidas à exaustão, ele começou a decorar e contar a história junto comigo. Então, passei a ler umas partes e deixar que ele contasse outras.

E é assim que são feita nossas leituras: a quatro mãos e duas vozes. Uma diversão pura antes de dormir. E um momento simplesmente delicioso. Com isso, resolvi gravar nossas histórias para guardar e principalmente registrar esse momento tão nosso.






quinta-feira, 5 de setembro de 2013

3 histórinhas antes de dormir

Com criança é preciso ter muito cuidado. Eles querem as coisas à exaustão. Parece quando a gente gosta de uma música e fica ouvindo a mesma coisa o dia todo, saca? O Arthur, pelo menos, é exatamente assim.

Quando ganha um DVD ou implica com uma música, só quer aquilo. E agora está assim com as historinhas. Quer milhões de vezes. E detalhe que ele só pede as histórias com lobo: então só pode ser três porquinhos ou chapeuzinho vermelho. Inventei a tal da Bela e a Fera para diversificar e ele também aceita bem a tal da Fera, mas nenhuma outra.

Por isso, determinei que na hora de dormir só pode contar 3 histórias. Ele escolhe uma a uma. Pergunto qual ele quer e ele escolhe. Lemos. Quando termina, eu pergunto qual será a próxima e ele escolhe. Depois que li, pergunto e aviso que aquela vai ser a última: então lá vamos nós. Quando a terceira termina ele ainda pede mais. Mas eu aviso que acabou.

Então, ele pede o livro, eu entrego, ele folheia um pouco e tenta dar aquela enrolada básica. Aí eu digo para dar tchau para o livrinho, boa noite para o lobo, para a fera, para a chapeuzinho e para os porquinhos. Ele dá tchau, beijos e boa noite, me entrega o livro e deita numa boa. Diz se não é muito bonzinho?

Muitas vezes ele pede a mesma história três vezes. Ás vezes ele acaba pedindo três diferentes. Na maioria das vezes acabo mesmo repetindo uma história e assim seguimos com as histórias.

Eu não vejo a hora dele cansar do lobo e partir para as outras histórias. Já tentei ler outras e ele até folheia o livro, comenta as imagens, mas não se interessa e nem me permite ler outra história. Por enquanto, seguimos com o lobo em suas "três versões": na história da chapeuzinho, dos três porquinhos e na versão travestido de fera.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

História para boi dormir

Certa noite Arthur estava cansado, mas meio agitado para dormir então perguntei se ele queria ouvir uma história. Embora com dois anos, ainda não tinha instituído o momento de leitura, ou melhor, de contação de histórias para o menino dormir.

E olha que eu sou uma pessoa que gosta de lê, que gosta de literatura infantil e, mais, ama ler em voz alta. Sem livros específicos para isso e sem lembrar direito dos contos infantis comecei a inventar histórias sobre um menino chamado Arthur e blábláblá - como Ana Maria Machado fazia com seus filhos, ou seja, colocava-os para dormir relatando os acontecimentos do dia do filho para ele em forma de história e de onde surgiu milhões de histórias de seus livros - e comecei a sentir falta dos contos clássicos, que eu sei mais ou menos, mas não me lembrava muito bem.

Então, certa noite, resolvi que ia contar a história dos três porquinhos e contava a história com mais um monte de invenções da minha cabeça que era para a história ficar maior e o menino pegar no sono enquanto eu ainda contava a história. Coincidentemente, uma noite em que ele dormiu com a avó, ela teve a mesma ideia e resolveu contar uma história para ele dormir e também foi a dos três porquinhos.

E eu toda noite passei a contar a mesma história dos três porquinhos. Mas sentia falta de outras histórias. Ele ia deitar e já pedia os três porquinhos e o lobo mau. Então tive que ir a livraria buscar um livro para pós e decidi passar na seção infantil atrás de algum livro que tivesse várias histórias dos clássicos para que eu pudesse variar na hora de ir para a cama o berço.

Como a Livraria Cultura tem sempre excelentes vendedores, a menina que me atendeu indicou o Clássicos de Ouro, que tem várias histórias e as mais clássicas em um único volume incluindo aí os três porquinhos e outras mais que também tem o lobo mau (sua atual paixão). Ele, que adora um livro, amou. Eu, que queria histórias novas, amei. O livro é meio pesado e grande, mas tem páginas mais grossas, é super colorido e as histórias são curtas, então dá para contar na hora de ir para a cama (além de outras horas também, claro). Quem estiver procurando um livro para leitura antes de dormir, eu super aconselho este que tem mais de uma versão, pois cada uma tem uma série de histórias. Essa versão aí do lado foi a que eu comprei para o Arthur e tem branca de neve, pinóquio, os três porquinhos, chapeuzinho vermelho, bambi, aladim, a bela e a fera e várias outras clássicas. Para as mamães desmemoriadas como eu, mais que recomendo e sugiro, eu indico.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O que te interessa?

Se eu tivesse que criar um slogan para o Pinterest creio que seria esse: O que te interessa?

Uma fonte inesgotável de ideias e sugestões aparecem nessa rede social, por isso aproveitei para criar recentemente um painel apenas com ideias para crianças - o Criancices. Tem um pouco de tudo: brincadeiras, DYK, reciclagem, fantasias e etc. Enfim, um pouco do que as mães precisam para entreter e divertir os filhos. Vale a pena vocês caçarem novas ideias lá.

Além do que ele estará sempre atualizado, então vou indicar aqui e colocá-lo aí ao lado.

Para quem gosta de festa, também mantenho um painel apenas com ideias e sugestões para festas infantis. Se este é um tema que te atrai também: aproveite!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Falando pelos cotovelinhos

Enquanto eu estava no quarto e me dirigia à sala, o filho fazia o trajeto oposto e vinha em minha direção da sala para o quarto. Chegou e me encontrou soluçando na porta do quarto:
- Mãe, tou uço.

E que coisa mais linda conjugando o verbo estar? É para morrer de amor ou não?

---- XXXX -----

A mãe diz enfática e pausadamente no objetivo de que seu filho repita exatamente o que diz:
Mãe: EU
Filho: Eu
Mãe: TE
Filho: sou
Mãe: amo
Filho: indão.

Dá para não concordar?

E tem mais: se você perguntar e o que mais, sabe o que ele vai responder?
Filho: totosão!

--- XXXX ----

E toda vez que alguém vai sair ele sai correndo dizendo:

- Eu vou!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

[Vídeo] Bafo de 'ião'

ATENÇÃO POST NOJENTO: SE VOCÊ NÃO É MÃE, RECOMENDO NÃO LER. SE VOCÊ É MÃE E OS ASSUNTOS GORFO, REGURGITO, COCÔ E OUTROS QUE TAIS FAZEM PARTE DE SUA VIDA, VÁ EM FRENTE QUE NÃO HAVERÁ PROBLEMAS

Uma bela manhã meu filho acordou com um bafão, daqueles. Então, avisei-o que estava com bafo e que deveríamos escovar os dentes imediatamente. Ele associou o bafo à toda aquela baba nojenta que fica em torno da boca devido ao uso da chupeta (eu avise, né?). Então, toda vez que ele acorda todo babado ele diz que está com bafo de 'ião' (em suas próprias palavras).

Um dia, brincando com esta história de bafo ele me disse que ele tinha bafo de 'ião', a mãe bafo de 'tigue' e o pai bafo de 'saio' (dinossauro). Não me pergunte de onde ele tirou isso porque eu não sei. O fato é que o menino acorda dizendo que está com bafo.

Confira no vídeo abaixo.



quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Remoto controle

Lá em casa Arthur assiste tevê. Na casa da avó o acesso à tevê e a computadores/tablets é maior e mais recorrente (poderia até dizer sem restrição), mas casa de avó (embora ele fique lá todos os dias) sempre tem outro ritmo e outra rotina.

Lá em casa, as coisas tem regras. Arthur assiste tevê aos finais de semana pela manhã quando solicita ou quando está realmente muito chato. Como eu raramente sento para assistir algo junto com ele, em casa ele também raramente pára para assistir. Geralmente o que acontece mesmo é de a tevê estar ligada no DVD que ele pediu, mas eu e ele estamos pela casa realizando nossas tarefas como dar ordem na bagunça, guardar roupas, lavar ou secar roupas, lavar ou guardar louças, arrumar a cama e etc. Ele costumeiramente fica atrás de mim ou então brincando com suas coisas. De tarde ou de noite raramente ele pode assistir tevê ou brincar com eletrônicos aos finais de semana. Varia muito da situação, mas é bem raro mesmo. 

Já nos dias de semana é proibido. Regra minha obedecida pelo marido. E o Arthur já sabe. Quando, vez em nunca, ele pede para assistir é prontamente informado sobre ser dia de semana e ser de noite e que não pode.

Não sei realmente se ele entende já que na casa da avó sempre pode - de dia ou de noite, de segunda a segunda - mas o fato é que ele reclama muito pouco.

Confesso ter épocas que ele é muito mais telespectador. Ultimamente, estamos em uma baixa. A tevê quase não tem sido ligada e solicitada, o que eu adoro. Temos sim brincado mais e passeado mais. Gostamos de ir na praça no final do dia ou no parque pela manhã. E ele, como bom rueiro que é, não tem reclamado não. Pelo contrário, ele tem aprendido a pedir menos tevê e mais para passear.

Como eu não sou muito de tevê, espero que ele seja também menos de tevê e mais de música ou de rua porque acho mesmo assistir tevê algo meio chato e parado demais. Acho ainda e principalmente que regras nunca são demais quando tratam do controle e da rotina que queremos impor. Ou alguém aí discorda?

sábado, 17 de agosto de 2013

Não basta ser mãe, tem que ser criativa!

A escola do Arthur tem uma proposta pedagógica interessante e a cada semana é abordado um novo tema. Além disso, semanalmente também tem com cada tema uma abordagem diferente.

Ou seja, às terças-feiras acontece a adaptação social, que será a introdução ao tema com contação de história ou conversa e explicação sobre o assunto a ser abordado naquela semana. Na quarta-feira é dia de Vida prática, onde o tema vai ser abordado com a vivência da criança ou então algo que deve ser refletido no comportamento da criança e, às vezes, sem diálogo direto com o tema na semana. Na quinta-feira é dia da novidade onde o tema dialoga com a vida próxima da criança então geralmente mandamos foto, recortes de revista ou coisa do tipo como livro ou brinquedo. Na sexta-feira é dia do divertimento e como não podia deixar de ser a criança vai fantasiada para a escola ou então tem alguma brincadeira legal ou uma proposta diferenciada.

Esta semana, o tema foram os animais domésticos, então além de ter levado uma foto de seu animal de estimação na quinta-feira, Arthur tinha que ir fantasiado na sexta-feira para o baile da bicharada.

E, inspirada pelo pinterest, e com vontade de produzir alguma coisa para o Arthur resolvi fazer uma máscara de leão para ele ir para a escola. (Só escrevendo isso aqui e agora que pensei que leão não é animal doméstico, né, mas finge que ninguém percebeu.) Porque não basta ser mãe, né, tem que colocar em prática toda a criatividade e manualidade que existe em mim.

E passei a semana toda produzindo a tal máscara. Primeiro, fui atrás de feltro, mas não encontrei nas cores laranja e marrom, então acabei comprando amarelinho mesmo. Cortei as tiras, colei com cola quente e colei num círculo de papel cartão com furo no meio para o rosto dele. E não é que ele adorou a tal da máscara? Confesso que eu amei mais ainda, mas ele se divertiu a valer com a tal e, claro, foi para a escola participar do baile da bicharada (quase) a caráter.


Ficou ou não ficou lindo? Se quiser, assista ao vídeo dele no Instagram para se certificar de que ele ADOROU a tal máscara que a mamãe preparou com todo amor do mundo.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Exigente

No alto (ou seria melhor dizer no baixo?) de seus dois anos, Arthur deu para escolher o que quer. E é em relação a tudo. Escolhe as roupas, os sapatos, onde vai dormir e até o que vai beber.

Quando vou vestir a roupa, além do escândalo básico de todo-santo-dia ele ainda me diz aos prantos: esse não, esse não. Eu tento resolver negociando: você quer a blusa do avião ou o da escola ? Às vezes funciona, às vezes não. Em alguns dias ele já me anuncia: esse não, a do ninino de itaite (esse não, a do menino de skate). E com os sapatos é quase a mesma coisa, só que pior. Ele pede o sapato igual do Theo e quando vou vestir ele me diz: esse não, da he-e-na (esse não, igual ao da Helena). E quando troco e venho com o sapato igual ao da Helena ele me diz: esse não, idau Theo (esse não, igual ao do Theo). E travamos uma básica luta de que sapato vai pôr até que ele se convence ou, na maior parte das vezes, eu me canso do diálogo ad infinitum e coloco qualquer um mesmo e ele fica chorando por no máximo 30 segundo e se rende e fica contente de novo seja lá com que sapato estiver.

Toda noite depois que ele põe o pijama e quando começa a apagar as luzes da casa e já entende que vai para cama, ele pede onde quer dormir: tato, mamãe (quarto, mamãe. Ou seja, ele quer dormir na minha cama). Mas essa história de quarto estava se repetindo todas as noites e então determinei que ele só pode ir dormir no quarto aos finais de semana (sextas e sábados) e que nos dias de semana ele vai dormir no berço. Então, quando ele pede 'tato', eu aviso: hoje é dia de semana, então é dia de berço. E ele repete: bê-ço, mamãe (berço, mamãe). E vamos ao berço. Quer dizer, ele vai e eu fico ali, sentada no pufe ao seu lado aguardando ele adormecer e só então vou fazer minhas coisas, ver novela e dormir.

Agora, o menino deu para escolher o que bebe. Outro dia tomávamos suco de caju e então decidiu: tuto, mamãe. a-ju não, aianja (Suco mamãe, mas de caju não, de laranja). Oi? E lá foi o marido fazer o tal suco de laranja que ele queria. E ele anda tarado por suco de laranja porque é, de longe, o que ele mais pede ultimamente.

Exigente ou não esse menino? Como tudo na vida, as coisas tem seus prós e contras. Nem sempre eu tenho paciência para negociar ou convencê-lo, e então quem tem que se impor sou seu. Ele não gosta, chora, mas em pouco tempo acaba cedendo. Como no caso do suco de laranja, não há problemas, eu também tenho vontade de suco disso ou daquilo ou de vestir essa ou aquela roupa. Claro que não dá para ficar no looping eterno como ele faz com os sapatos, mas vamos negociando e tentando se entender. Apesar de às vezes encher e tudo, acho ótimo que ele tem se expressado e mostrado que também já quer um ou outra coisa. Enfim, se a beleza da vida não estiver em ver as coisas boas até nas coisas ruins, que graça tem?

domingo, 11 de agosto de 2013

Sobre o seu pai

Eu não sei que lembranças você vai guardar do seu pai, mas sei que infelizmente você terá poucas ou nenhuma lembrança dos momentos que vocês vivem hoje. Aproveitando que hoje é dia dos pais, eu resolvi te contar como tem sido a sua relação com ele nestes teus dois anos de vida.

Antes de você nascer, seu pai não pegava nenhum bebê no colo e dizia que também não te pegaria. Demos sorte (sorte mesmo, juro), que você quis vir ao mundo em uma quinta-feira e ele estava em casa e não tinha que ir trabalhar de madrugada, então nos acompanhou na maternidade e te viu nascer. Para minha alegria, logo depois que você nasceu a enfermeira foi me arrumar e te deu todo enroladinho nos braços dele. Ele não teve como não te segurar e isso desmistificou todo o medo que ele tinha em te segurar. Tanto que colecionamos fotos de vocês dois juntos desde os primeiros dias de vida.

Desde fevereiro, mudamos o seu horário na escola porque você estava ficando com tosse sem parar, então passamos você para o período da tarde e ficou combinado que seu pai lhe buscaria. E ele assumiu sua paternidade de forma muito linda. Ele te pega na escola, te dá banho, brinca com você ou dá uma ordem na casa enquanto você brinca e eu estou indo de volta para casa.

Você adora vê-lo fazer bolinha de sabão. Principalmente porque ele faz umas bolas enormes para você, que fica alucinado sobrando e deformando as bolas que ele fez.

Você também adora brincar de esconde-esconde com ele nas cobertas da cama. E essa é um brincadeira somente dele e sua porque eu tenho fobia de ficar com o rosto coberto, mas ele te ensinou a brincar assim e vocês se divertem muito dessa maneira.

Teu pai também tem bastante jeito e paciência para brincar com você. Vocês brincam de carrinho, na piscina, no mar, de castelinho de areia, de bola, de bolinha de sabão, de montar ou empilhar, enfim vale qualquer brincadeira que você quiser.

Você e seu pai se divertem muito. Você dá muita risada com ele e é uma delícia vê-los juntos. Se pudesse, gravaria muito vocês juntos só para você ter como lembrança.

Todos os dias você pergunta pelo seu pai, mas geralmente quando você levanta ele não está mais em casa, exceto às segundas e quintas. E que alegria a sua quando ele está! É uma delícia ver o amor que você sente por ele e a diferença que faz, para você, tê-lo em sua vida.

Sei que o dia dos pais não tem ainda significado nenhum para você, mas achei válido deixar essas coisas registradas. Afinal, passaremos este dia todo junto e aproveitaremos como quase não fazemos aos finais de semana porque seu pai trabalha a maior parte do dia. Para você, dia dos pais é quando vocês estão juntos e podem desfrutar os momentos de brincadeira, amor e alegria. E que assim seja.

sábado, 10 de agosto de 2013

Meu mundo de filha

Amanhã é dia dos pais e, por isso, eu resolvi escrever para você sobre o meu e as lembranças que tenho dele na minha infância.

Eu não sei que relação você terá, no futuro, com seu avô, mas gostaria de te contar como ele é para mim e, especialmente, como ele foi para mim na infância.

Sei que hoje você tem medo do seu avô, mas acho compreensível afinal o jeito próprio dele não é lá cordial e nem amável, mas entenda que isso não é falta de amor e pode ser até excesso de (afinal, você é ainda o único neto dele e é inegável o quanto ele gosta de crianças). Na verdade, o seu avô materno é um fanfarrão.

Não vi e nem vivi todas as histórias que sei dele, mas elas poderão exemplificar o que estou te dizendo e também são estas histórias que compõem o quebra-cabeça que monta seu avô no meu coração e na minha vida.

Então, senta que lá vem histórias:

* Uma vez, há muitos anos atrás quando eu devia ter o teu tamanho mais ou menos, ele colou uma moeda no chão logo entrada do prédio só para se divertir com as pessoas tentando pegá-la.

* Seu avô sempre gostou muito de criar brincadeiras com dinheiro e as preferidas eram esconder dinheiro para que encontrássemos. Os críticos de plantão vão dizer que isso é uma barbaridade, mas confesso que isso nunca interferiu no juízo de valor que faço de dinheiro ou de brincadeiras. Inegavelmente estas brincadeiras estão gravadas na minha memória e eram uma festa (não pelo dinheiro, mas por brincar de encontrá-lo e ter a participação do seu avô, que nunca foi muito envolvido nas nossas brincadeiras).

* Quantas vezes na vida eu saí com ele para tomar um guaraná? Não tenho a mínima ideia, mas era a forma que ele nos chamava para o acompanhar a um barzinho ou restaurante. Era o nosso passeio: sair para tomar um guaraná. O final do passeio era sempre chato porque a gente era criança e não aguentava mais ficar naquele bar só tomando guaraná enquanto ele tomava a cerveja dele, mas como a memória é uma traiçoeira não me lembro de nada massante de nossos passeios. Me lembro apenas de sair com ele para o tal guaraná, que invariavelmente acompanhavam uma batata-frita ou um sorvete, que era para nos entreter por mais tempo até que ele quisesse realmente ir embora.

* Teu avô adora dar sustos, então isso não é privilégio seu. Quando ele chegava em casa, ele abria a porta fazendo "PEI" bem alto lá na porta e depois seguia batendo com a palma da mão na porta de cada cômodo repetindo o cumprimento, ou susto como preferir: "PEI, PEI."

* Uma vez estávamos assistindo a um filme no quarto. Eu não consigo me lembrar que filme era, se era de susto ou ET, mas lembro que estávamos todos no quarto: alguns na cama, outros no chão em frente a TV e a luz estava apagada como numa sessão de cinema e era noite. Seu avô saiu da cama e se dirigiu até a cozinha para molhar o rosto e colocar pó de café só para voltar no cômodo escuro e assustar todo mundo. Não disse que ele gosta de dar susto?

* Além dos tapas na porta e os "PEI" da vida, outra marca registrada do seu avô é a pergunta: Que mais? Ouvimos isso milhões de vezes na vida e várias delas foram em um mesmo dia. É o jeito dele puxar papo, espero que você possa ouvir muitos 'que mais?' na sua vida.

* Outra característica do meu pai é que ele não é afeito a beijos e abraços. Ele não é carinhoso embora adore crianças, goste de pegá-las no colo e beijá-las. Se nós não o beijarmos provavelmente ele nos cumprimentará com um aperto de mão. Com você ele tenta ser amoroso como é com as outras crianças, mas você tem medo dele por causa dos sustos que ele gosta de dar, então você geralmente foge dele e vê-los juntos é quase uma cena rara.

Cena rara: vocês dois juntos! Foto: Fernanda Petelinkar

* Embora goste de crianças, seu avô tem medo de segurar bebês. Assim que você nasceu ele veio te ver, mas não quis de jeito nenhum te segurar. O único jeito que conseguimos fazer isso foi colocando você em cima dele quando ele estava deitado e dormindo.

Enfim, estas foram algumas coisas que reuni para te contar e para homenagear o meu pai pelo dia de amanhã, que é dia dos pais. Provavelmente estaremos com ele como todos os anos, mas aqui fica registrado minha homenagem a ele mesmo que ele nunca leia este texto ou sequer saiba da existência dele.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Por uma sexta-feira


Mãe não tem dia da semana, nem domingo e nem feriado, mas eu juro que faz tempo que desejo uma sexta-feira.

E acho que de tanto querer, elas simplesmente não acontecem. Quando marcam um programinha eu chego em casa e encontro um menino chato, cansado, chorão e desisto. Ou então chego querendo uma cerveja nem que seja no barzinho da esquina, mas encontro um menino dormindo e sem possibilidade de concretizar minha vontade. Quando o menino está bem, o tempo ajuda, estou sozinha (como hoje) e mais uma vez o programa mia porque a sexta-feira que eu desejo tem menino que colabora, cerveja e companhia, mas anda cada dia mais difícil.

Acho que vou começar a desejar sextas-feiras no meio da semana para, quem sabe, conseguir concretizar minha vontade ou quem sabe desistir das companhias e fazer a minha sexta-feira - quando o menino colaborar ou então, quem sabe, depois que ele dormir. 

Afinal, sexta-feira é mais que dia de semana é o estado de espírito e da alma. Isso sim é o que anda me fazendo falta.



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Maternal 2

E dia após dia, pouco a pouco, o vocabulário do menino foi crescendo e se ampliando. E, de repente, não bastavam mais as palavras soltas e fez-se urgente formar frases.

Estas frases às vezes tinham sujeito, às vezes não. São, ainda, curtas e diretas, mas dão o recado a que se propõem. São quase telegráficas, meio assim:- Papai deu meia Arthur ou Papai pôs 'fão'. E assim vai. 

E agora tudo é motivo para formar uma frase. Tagarelice define. E define tanto e de tal maneira que garantiu o ingresso do menino no maternal 2 semana passada. E a mãe besta quase chora quando descobre.

Na verdade, eu primeiro desconfiei. Na volta as aulas de agosto quem assinou a agenda dele foi outra professora e então enquanto me ajeitava para deitar, já com o marido na cama, conversava com ele:

- Amor, acho que o Arthur foi para o maternal 2.
- Como você sabe?
- Não sei. Apenas acho porque quem assinou a agenda dele hoje foi a outra professora e não a dele.
- ...
Pego o celular e dou aquela olhadinha antes de deitar e vejo a seguinte atualização no Facebook da professora do Maternal 2:

E hoje foi dia de dar as boas vindas para o nosso mais novo aluno/amigo Arthur!!! Então sinta-se muito bem vindo na turma do maternal 2!!! (com Adriana Franco)

Na mesma hora falei: Não disse, olha aqui a professora falando no Face que o Arthur foi pro Maternal 2. Na mesma hora, corujice mandou compartilhar a notícia. A mãe besta aqui estava emocionada e quase chorando, pode? Não porque passou ou não só porque passou ou galgou mais um avanço, mas principalmente porque ele está crescendo muito rápido e apesar de ser lindo ver dá aquela sensação de medo que não sei explicar.

E ainda, para acabar de completar, a professora relatou que o figura já entrou na sala do maternal 2 direto, deixando a mochila no canto e sentando na mesa com os novos amigos antes mesmo de saber do feito. E quando foi informado que tinha mudado de sala ainda ficou olhando para professora com cara de quem já sabia. Posso com uma coisa dessas?

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Dando lição no papai

Tem gente que acha que só a gente ensina as crianças. Tem gente que acha que criança é burra. Tem gente que acha que os adultos sabem tudo e as crianças não sabem nada.

Então, esse post é para essas pessoas.

Há algumas semanas mudei o lugar da cadeirinha do Arthur no carro por causa do rodízio de carros. Como a vaga em que meu marido estaciona fica grudada na parede, toda quarta-feira quando revezamos o carro por causa do tal rodízio é um malabarismo para colocar o Arthur na cadeirinha, que costumava ficar no lado oposto ao meu como motorista e no lado em que o carro estava encostado na parede. Ou seja, eu me enfiava com ele dentro do carro para prendê-lo na cadeirinha que, por já estar dentro do carro, não queria mais sentar na cadeirinha e sim ficar no sofá (como ele mesmo chama o banco traseiro do carro).

Uma noite, com preguiça de fazer a tal manobra para instalar a cadeirinha resolvi colocá-la no lado em que dá para entrar no carro, ou melhor, atrás do banco do motorista e desde então a moda pegou e a cadeirinha lá ficou seja lá em que carro estiver.

Até que semana passada, lá pela quinta-feira, saímos a noite de carro. Fui buscá-lo na minha mãe e assim  que cheguei no prédio pedi para o marido descer para nos acompanhar na Leroy Merlin. Marido, que nunca usa o cinto, entrou no carro e saímos. Logo depois que saímos do portão Arthur começou a dizer: tinto, tinto, tinto.

Sem entender o que ele estava dizendo fiquei olhando do banco do passageiro enquanto ele apontava com o pé para o cinto de segurança do carro. E perguntei, o cinto Arthur? E ele disse: é! BINGO! O menino ficou pedindo ao pai que vestisse o cinto de segurança. Foi engraçada a cena principalmente porque nunca ninguém ensinou ou disse a ele que tinha que usar o cinto. Ele simplesmente observou e aprendeu!

E então, toda vez que ele entra no carro com o marido sem cinto no volante, ele diz: 'Papai, põe tinto.' E nem adianta ele colocar e tirar como tentou no sábado. Era só o pai tirar o cinto que ele ia lá pedir de novo: tinto.

E aí, você continua achando que as crianças só tem a aprender?

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Dia dos avós

Desde a minha adolescência eu celebro a data, que comercialmente e marketeiramente é falada há bem pouco tempo.

Na época, meus avós maternos já moravam em São Paulo, então eu fazia questão de ir almoçar com eles ou então tomar o chá-da-tarde. (E tem coisa que avó mais goste do que ver os netos comerem e, no meu caso, repetirem?) e levava um agradinho bobo tipo um doce da padaria ou flores.

Como meu único avô vivo hoje mora em Campinas, aproveito a data para paparicar a minha mãe, que é a avó-xodó do Arthur.

Este ano, providenciamos um quadro feito a mão, literalmente. Eu tinha visto algo parecido na internet, mas não consegui achar para fazer igual, então acabei fazendo algo inspirado (sou sim cara de pau, e daí?).

A entrega aconteceu hoje de manhã e, ao que parece, vovó adorou. Depois posto foto do presente pendurado.

Aproveito a data, o momento e o post para desejar a todas as avós e avôs um Feliz Dia dos Avós!

Afinal os avós são pais com mais doce, mais amor e mais ternura, nos ensinam receitas, brincadeiras e travessuras, nos abraçam com cheiro de talco, sabonete e colônia e nos recebem com suas mãos quentes e confortáveis. E nada se compara ao colo dos avós e quem teve o privilégio de ter e conviver com seus avôs sabe muito bem do que estou falando.