quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Falando pelos cotovelinhos

Enquanto eu estava no quarto e me dirigia à sala, o filho fazia o trajeto oposto e vinha em minha direção da sala para o quarto. Chegou e me encontrou soluçando na porta do quarto:
- Mãe, tou uço.

E que coisa mais linda conjugando o verbo estar? É para morrer de amor ou não?

---- XXXX -----

A mãe diz enfática e pausadamente no objetivo de que seu filho repita exatamente o que diz:
Mãe: EU
Filho: Eu
Mãe: TE
Filho: sou
Mãe: amo
Filho: indão.

Dá para não concordar?

E tem mais: se você perguntar e o que mais, sabe o que ele vai responder?
Filho: totosão!

--- XXXX ----

E toda vez que alguém vai sair ele sai correndo dizendo:

- Eu vou!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

[Vídeo] Bafo de 'ião'

ATENÇÃO POST NOJENTO: SE VOCÊ NÃO É MÃE, RECOMENDO NÃO LER. SE VOCÊ É MÃE E OS ASSUNTOS GORFO, REGURGITO, COCÔ E OUTROS QUE TAIS FAZEM PARTE DE SUA VIDA, VÁ EM FRENTE QUE NÃO HAVERÁ PROBLEMAS

Uma bela manhã meu filho acordou com um bafão, daqueles. Então, avisei-o que estava com bafo e que deveríamos escovar os dentes imediatamente. Ele associou o bafo à toda aquela baba nojenta que fica em torno da boca devido ao uso da chupeta (eu avise, né?). Então, toda vez que ele acorda todo babado ele diz que está com bafo de 'ião' (em suas próprias palavras).

Um dia, brincando com esta história de bafo ele me disse que ele tinha bafo de 'ião', a mãe bafo de 'tigue' e o pai bafo de 'saio' (dinossauro). Não me pergunte de onde ele tirou isso porque eu não sei. O fato é que o menino acorda dizendo que está com bafo.

Confira no vídeo abaixo.

video


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Remoto controle

Lá em casa Arthur assiste tevê. Na casa da avó o acesso à tevê e a computadores/tablets é maior e mais recorrente (poderia até dizer sem restrição), mas casa de avó (embora ele fique lá todos os dias) sempre tem outro ritmo e outra rotina.

Lá em casa, as coisas tem regras. Arthur assiste tevê aos finais de semana pela manhã quando solicita ou quando está realmente muito chato. Como eu raramente sento para assistir algo junto com ele, em casa ele também raramente pára para assistir. Geralmente o que acontece mesmo é de a tevê estar ligada no DVD que ele pediu, mas eu e ele estamos pela casa realizando nossas tarefas como dar ordem na bagunça, guardar roupas, lavar ou secar roupas, lavar ou guardar louças, arrumar a cama e etc. Ele costumeiramente fica atrás de mim ou então brincando com suas coisas. De tarde ou de noite raramente ele pode assistir tevê ou brincar com eletrônicos aos finais de semana. Varia muito da situação, mas é bem raro mesmo. 

Já nos dias de semana é proibido. Regra minha obedecida pelo marido. E o Arthur já sabe. Quando, vez em nunca, ele pede para assistir é prontamente informado sobre ser dia de semana e ser de noite e que não pode.

Não sei realmente se ele entende já que na casa da avó sempre pode - de dia ou de noite, de segunda a segunda - mas o fato é que ele reclama muito pouco.

Confesso ter épocas que ele é muito mais telespectador. Ultimamente, estamos em uma baixa. A tevê quase não tem sido ligada e solicitada, o que eu adoro. Temos sim brincado mais e passeado mais. Gostamos de ir na praça no final do dia ou no parque pela manhã. E ele, como bom rueiro que é, não tem reclamado não. Pelo contrário, ele tem aprendido a pedir menos tevê e mais para passear.

Como eu não sou muito de tevê, espero que ele seja também menos de tevê e mais de música ou de rua porque acho mesmo assistir tevê algo meio chato e parado demais. Acho ainda e principalmente que regras nunca são demais quando tratam do controle e da rotina que queremos impor. Ou alguém aí discorda?

sábado, 17 de agosto de 2013

Não basta ser mãe, tem que ser criativa!

A escola do Arthur tem uma proposta pedagógica interessante e a cada semana é abordado um novo tema. Além disso, semanalmente também tem com cada tema uma abordagem diferente.

Ou seja, às terças-feiras acontece a adaptação social, que será a introdução ao tema com contação de história ou conversa e explicação sobre o assunto a ser abordado naquela semana. Na quarta-feira é dia de Vida prática, onde o tema vai ser abordado com a vivência da criança ou então algo que deve ser refletido no comportamento da criança e, às vezes, sem diálogo direto com o tema na semana. Na quinta-feira é dia da novidade onde o tema dialoga com a vida próxima da criança então geralmente mandamos foto, recortes de revista ou coisa do tipo como livro ou brinquedo. Na sexta-feira é dia do divertimento e como não podia deixar de ser a criança vai fantasiada para a escola ou então tem alguma brincadeira legal ou uma proposta diferenciada.

Esta semana, o tema foram os animais domésticos, então além de ter levado uma foto de seu animal de estimação na quinta-feira, Arthur tinha que ir fantasiado na sexta-feira para o baile da bicharada.

E, inspirada pelo pinterest, e com vontade de produzir alguma coisa para o Arthur resolvi fazer uma máscara de leão para ele ir para a escola. (Só escrevendo isso aqui e agora que pensei que leão não é animal doméstico, né, mas finge que ninguém percebeu.) Porque não basta ser mãe, né, tem que colocar em prática toda a criatividade e manualidade que existe em mim.

E passei a semana toda produzindo a tal máscara. Primeiro, fui atrás de feltro, mas não encontrei nas cores laranja e marrom, então acabei comprando amarelinho mesmo. Cortei as tiras, colei com cola quente e colei num círculo de papel cartão com furo no meio para o rosto dele. E não é que ele adorou a tal da máscara? Confesso que eu amei mais ainda, mas ele se divertiu a valer com a tal e, claro, foi para a escola participar do baile da bicharada (quase) a caráter.


Ficou ou não ficou lindo? Se quiser, assista ao vídeo dele no Instagram para se certificar de que ele ADOROU a tal máscara que a mamãe preparou com todo amor do mundo.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Exigente

No alto (ou seria melhor dizer no baixo?) de seus dois anos, Arthur deu para escolher o que quer. E é em relação a tudo. Escolhe as roupas, os sapatos, onde vai dormir e até o que vai beber.

Quando vou vestir a roupa, além do escândalo básico de todo-santo-dia ele ainda me diz aos prantos: esse não, esse não. Eu tento resolver negociando: você quer a blusa do avião ou o da escola ? Às vezes funciona, às vezes não. Em alguns dias ele já me anuncia: esse não, a do ninino de itaite (esse não, a do menino de skate). E com os sapatos é quase a mesma coisa, só que pior. Ele pede o sapato igual do Theo e quando vou vestir ele me diz: esse não, da he-e-na (esse não, igual ao da Helena). E quando troco e venho com o sapato igual ao da Helena ele me diz: esse não, idau Theo (esse não, igual ao do Theo). E travamos uma básica luta de que sapato vai pôr até que ele se convence ou, na maior parte das vezes, eu me canso do diálogo ad infinitum e coloco qualquer um mesmo e ele fica chorando por no máximo 30 segundo e se rende e fica contente de novo seja lá com que sapato estiver.

Toda noite depois que ele põe o pijama e quando começa a apagar as luzes da casa e já entende que vai para cama, ele pede onde quer dormir: tato, mamãe (quarto, mamãe. Ou seja, ele quer dormir na minha cama). Mas essa história de quarto estava se repetindo todas as noites e então determinei que ele só pode ir dormir no quarto aos finais de semana (sextas e sábados) e que nos dias de semana ele vai dormir no berço. Então, quando ele pede 'tato', eu aviso: hoje é dia de semana, então é dia de berço. E ele repete: bê-ço, mamãe (berço, mamãe). E vamos ao berço. Quer dizer, ele vai e eu fico ali, sentada no pufe ao seu lado aguardando ele adormecer e só então vou fazer minhas coisas, ver novela e dormir.

Agora, o menino deu para escolher o que bebe. Outro dia tomávamos suco de caju e então decidiu: tuto, mamãe. a-ju não, aianja (Suco mamãe, mas de caju não, de laranja). Oi? E lá foi o marido fazer o tal suco de laranja que ele queria. E ele anda tarado por suco de laranja porque é, de longe, o que ele mais pede ultimamente.

Exigente ou não esse menino? Como tudo na vida, as coisas tem seus prós e contras. Nem sempre eu tenho paciência para negociar ou convencê-lo, e então quem tem que se impor sou seu. Ele não gosta, chora, mas em pouco tempo acaba cedendo. Como no caso do suco de laranja, não há problemas, eu também tenho vontade de suco disso ou daquilo ou de vestir essa ou aquela roupa. Claro que não dá para ficar no looping eterno como ele faz com os sapatos, mas vamos negociando e tentando se entender. Apesar de às vezes encher e tudo, acho ótimo que ele tem se expressado e mostrado que também já quer um ou outra coisa. Enfim, se a beleza da vida não estiver em ver as coisas boas até nas coisas ruins, que graça tem?

domingo, 11 de agosto de 2013

Sobre o seu pai

Eu não sei que lembranças você vai guardar do seu pai, mas sei que infelizmente você terá poucas ou nenhuma lembrança dos momentos que vocês vivem hoje. Aproveitando que hoje é dia dos pais, eu resolvi te contar como tem sido a sua relação com ele nestes teus dois anos de vida.

Antes de você nascer, seu pai não pegava nenhum bebê no colo e dizia que também não te pegaria. Demos sorte (sorte mesmo, juro), que você quis vir ao mundo em uma quinta-feira e ele estava em casa e não tinha que ir trabalhar de madrugada, então nos acompanhou na maternidade e te viu nascer. Para minha alegria, logo depois que você nasceu a enfermeira foi me arrumar e te deu todo enroladinho nos braços dele. Ele não teve como não te segurar e isso desmistificou todo o medo que ele tinha em te segurar. Tanto que colecionamos fotos de vocês dois juntos desde os primeiros dias de vida.

Desde fevereiro, mudamos o seu horário na escola porque você estava ficando com tosse sem parar, então passamos você para o período da tarde e ficou combinado que seu pai lhe buscaria. E ele assumiu sua paternidade de forma muito linda. Ele te pega na escola, te dá banho, brinca com você ou dá uma ordem na casa enquanto você brinca e eu estou indo de volta para casa.

Você adora vê-lo fazer bolinha de sabão. Principalmente porque ele faz umas bolas enormes para você, que fica alucinado sobrando e deformando as bolas que ele fez.

Você também adora brincar de esconde-esconde com ele nas cobertas da cama. E essa é um brincadeira somente dele e sua porque eu tenho fobia de ficar com o rosto coberto, mas ele te ensinou a brincar assim e vocês se divertem muito dessa maneira.

Teu pai também tem bastante jeito e paciência para brincar com você. Vocês brincam de carrinho, na piscina, no mar, de castelinho de areia, de bola, de bolinha de sabão, de montar ou empilhar, enfim vale qualquer brincadeira que você quiser.

Você e seu pai se divertem muito. Você dá muita risada com ele e é uma delícia vê-los juntos. Se pudesse, gravaria muito vocês juntos só para você ter como lembrança.

Todos os dias você pergunta pelo seu pai, mas geralmente quando você levanta ele não está mais em casa, exceto às segundas e quintas. E que alegria a sua quando ele está! É uma delícia ver o amor que você sente por ele e a diferença que faz, para você, tê-lo em sua vida.

Sei que o dia dos pais não tem ainda significado nenhum para você, mas achei válido deixar essas coisas registradas. Afinal, passaremos este dia todo junto e aproveitaremos como quase não fazemos aos finais de semana porque seu pai trabalha a maior parte do dia. Para você, dia dos pais é quando vocês estão juntos e podem desfrutar os momentos de brincadeira, amor e alegria. E que assim seja.

sábado, 10 de agosto de 2013

Meu mundo de filha

Amanhã é dia dos pais e, por isso, eu resolvi escrever para você sobre o meu e as lembranças que tenho dele na minha infância.

Eu não sei que relação você terá, no futuro, com seu avô, mas gostaria de te contar como ele é para mim e, especialmente, como ele foi para mim na infância.

Sei que hoje você tem medo do seu avô, mas acho compreensível afinal o jeito próprio dele não é lá cordial e nem amável, mas entenda que isso não é falta de amor e pode ser até excesso de (afinal, você é ainda o único neto dele e é inegável o quanto ele gosta de crianças). Na verdade, o seu avô materno é um fanfarrão.

Não vi e nem vivi todas as histórias que sei dele, mas elas poderão exemplificar o que estou te dizendo e também são estas histórias que compõem o quebra-cabeça que monta seu avô no meu coração e na minha vida.

Então, senta que lá vem histórias:

* Uma vez, há muitos anos atrás quando eu devia ter o teu tamanho mais ou menos, ele colou uma moeda no chão logo entrada do prédio só para se divertir com as pessoas tentando pegá-la.

* Seu avô sempre gostou muito de criar brincadeiras com dinheiro e as preferidas eram esconder dinheiro para que encontrássemos. Os críticos de plantão vão dizer que isso é uma barbaridade, mas confesso que isso nunca interferiu no juízo de valor que faço de dinheiro ou de brincadeiras. Inegavelmente estas brincadeiras estão gravadas na minha memória e eram uma festa (não pelo dinheiro, mas por brincar de encontrá-lo e ter a participação do seu avô, que nunca foi muito envolvido nas nossas brincadeiras).

* Quantas vezes na vida eu saí com ele para tomar um guaraná? Não tenho a mínima ideia, mas era a forma que ele nos chamava para o acompanhar a um barzinho ou restaurante. Era o nosso passeio: sair para tomar um guaraná. O final do passeio era sempre chato porque a gente era criança e não aguentava mais ficar naquele bar só tomando guaraná enquanto ele tomava a cerveja dele, mas como a memória é uma traiçoeira não me lembro de nada massante de nossos passeios. Me lembro apenas de sair com ele para o tal guaraná, que invariavelmente acompanhavam uma batata-frita ou um sorvete, que era para nos entreter por mais tempo até que ele quisesse realmente ir embora.

* Teu avô adora dar sustos, então isso não é privilégio seu. Quando ele chegava em casa, ele abria a porta fazendo "PEI" bem alto lá na porta e depois seguia batendo com a palma da mão na porta de cada cômodo repetindo o cumprimento, ou susto como preferir: "PEI, PEI."

* Uma vez estávamos assistindo a um filme no quarto. Eu não consigo me lembrar que filme era, se era de susto ou ET, mas lembro que estávamos todos no quarto: alguns na cama, outros no chão em frente a TV e a luz estava apagada como numa sessão de cinema e era noite. Seu avô saiu da cama e se dirigiu até a cozinha para molhar o rosto e colocar pó de café só para voltar no cômodo escuro e assustar todo mundo. Não disse que ele gosta de dar susto?

* Além dos tapas na porta e os "PEI" da vida, outra marca registrada do seu avô é a pergunta: Que mais? Ouvimos isso milhões de vezes na vida e várias delas foram em um mesmo dia. É o jeito dele puxar papo, espero que você possa ouvir muitos 'que mais?' na sua vida.

* Outra característica do meu pai é que ele não é afeito a beijos e abraços. Ele não é carinhoso embora adore crianças, goste de pegá-las no colo e beijá-las. Se nós não o beijarmos provavelmente ele nos cumprimentará com um aperto de mão. Com você ele tenta ser amoroso como é com as outras crianças, mas você tem medo dele por causa dos sustos que ele gosta de dar, então você geralmente foge dele e vê-los juntos é quase uma cena rara.

Cena rara: vocês dois juntos! Foto: Fernanda Petelinkar

* Embora goste de crianças, seu avô tem medo de segurar bebês. Assim que você nasceu ele veio te ver, mas não quis de jeito nenhum te segurar. O único jeito que conseguimos fazer isso foi colocando você em cima dele quando ele estava deitado e dormindo.

Enfim, estas foram algumas coisas que reuni para te contar e para homenagear o meu pai pelo dia de amanhã, que é dia dos pais. Provavelmente estaremos com ele como todos os anos, mas aqui fica registrado minha homenagem a ele mesmo que ele nunca leia este texto ou sequer saiba da existência dele.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Por uma sexta-feira


Mãe não tem dia da semana, nem domingo e nem feriado, mas eu juro que faz tempo que desejo uma sexta-feira.

E acho que de tanto querer, elas simplesmente não acontecem. Quando marcam um programinha eu chego em casa e encontro um menino chato, cansado, chorão e desisto. Ou então chego querendo uma cerveja nem que seja no barzinho da esquina, mas encontro um menino dormindo e sem possibilidade de concretizar minha vontade. Quando o menino está bem, o tempo ajuda, estou sozinha (como hoje) e mais uma vez o programa mia porque a sexta-feira que eu desejo tem menino que colabora, cerveja e companhia, mas anda cada dia mais difícil.

Acho que vou começar a desejar sextas-feiras no meio da semana para, quem sabe, conseguir concretizar minha vontade ou quem sabe desistir das companhias e fazer a minha sexta-feira - quando o menino colaborar ou então, quem sabe, depois que ele dormir. 

Afinal, sexta-feira é mais que dia de semana é o estado de espírito e da alma. Isso sim é o que anda me fazendo falta.



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Maternal 2

E dia após dia, pouco a pouco, o vocabulário do menino foi crescendo e se ampliando. E, de repente, não bastavam mais as palavras soltas e fez-se urgente formar frases.

Estas frases às vezes tinham sujeito, às vezes não. São, ainda, curtas e diretas, mas dão o recado a que se propõem. São quase telegráficas, meio assim:- Papai deu meia Arthur ou Papai pôs 'fão'. E assim vai. 

E agora tudo é motivo para formar uma frase. Tagarelice define. E define tanto e de tal maneira que garantiu o ingresso do menino no maternal 2 semana passada. E a mãe besta quase chora quando descobre.

Na verdade, eu primeiro desconfiei. Na volta as aulas de agosto quem assinou a agenda dele foi outra professora e então enquanto me ajeitava para deitar, já com o marido na cama, conversava com ele:

- Amor, acho que o Arthur foi para o maternal 2.
- Como você sabe?
- Não sei. Apenas acho porque quem assinou a agenda dele hoje foi a outra professora e não a dele.
- ...
Pego o celular e dou aquela olhadinha antes de deitar e vejo a seguinte atualização no Facebook da professora do Maternal 2:

E hoje foi dia de dar as boas vindas para o nosso mais novo aluno/amigo Arthur!!! Então sinta-se muito bem vindo na turma do maternal 2!!! (com Adriana Franco)

Na mesma hora falei: Não disse, olha aqui a professora falando no Face que o Arthur foi pro Maternal 2. Na mesma hora, corujice mandou compartilhar a notícia. A mãe besta aqui estava emocionada e quase chorando, pode? Não porque passou ou não só porque passou ou galgou mais um avanço, mas principalmente porque ele está crescendo muito rápido e apesar de ser lindo ver dá aquela sensação de medo que não sei explicar.

E ainda, para acabar de completar, a professora relatou que o figura já entrou na sala do maternal 2 direto, deixando a mochila no canto e sentando na mesa com os novos amigos antes mesmo de saber do feito. E quando foi informado que tinha mudado de sala ainda ficou olhando para professora com cara de quem já sabia. Posso com uma coisa dessas?