domingo, 30 de dezembro de 2012

1 ano e 9 meses

Engraçado pensar que há um ano atrás eu comemorava que meu menino tinha engatinhado antes mesmo do Natal. No natal passado ele completava nove meses e passamos a meia noite dormindo já.

Este ano, ele cochilou no caminho e passou não só a meia-noite acordado como dançou numa balada improvisada no meio da sala depois da 1 da manhã.

No último mês ele cismou que queria saltar com os dois pés. Mas ainda não consegue. Ou melhor, não conseguia porque aos poucos ele avança nas tentativas. Já consegue pular um pouco, mas não para de tentar.

Também - finalmente - conseguiu falar miau porque até agora o gato fazia au-au. E faz um miau tão manhoso que dá vontade de morder. Também conseguiu falar o tão pedido alô que sai mais como um aô, mas já está valendo! Ao que parece também começa a juntar palavras, então é tchau vovó, tchau popó, achei vrumvrum, achei auau, e assim vai conforme a cena.

Anda chorão até dizer chega, mas quero acreditar que é uma fase: muito calor, muitas atividades, muita gente em volta. Esperamos que tudo isso melhore logo, amém.

Arranjou um corte de cabelo todo lindo no último mês e o corte que pretendo manter nele por um bom tempo. Está de férias da escola, e desde então, está sem tosse. Está com os horários todos bagunçados e que só devem voltar ao normal na semana que vem - assim pretendo.

Cresce a cada dia, se desenvolve a cada dia, manha a cada dia.

Amo a cada dia, aprendo a cada dia, ensino a cada dia, vivo a cada dia. E seguimos, rumo aos dois anos.


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Recesso


Não sei se volto, por isso já deixo a mensagem de natal a todos.
Tentarei escrever um balanço de 2012 antes de 2013. Mas não é promessa, é só plano ou um desejo. Um último para este ano que se encerra.

Que em 2013, todos estejam ocupados em descobrir/procurar/encontrar o que querem saber de verdade, com o coração.

Sigam embalados por uma das músicas que me fez mais feliz em 2012 e entrem em 2013 com o espírito dela.
beijos

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

30

Completar 30 foi como deixar a menina partir. Fazer com que as certezas e convicções tomem assento dentro de mim e comecem a dominar a situação. Um marco instituído para mim e por mim para me conscientizar como mulher.

Há um ano venci o único medo que me controlava: o de dirigir. Há um ano comecei a romper esta barreira, que já sinto totalmente superada. Fez parte de todo um processo. Sinto realmente que mais este ciclo se fechou.

Gosto de fazer aniversário. Adoro contar parabéns e soprar velinhas. Nunca me senti inibida para fazê-lo, ao contrário, sempre amei. Aos 30 isso não mudou. Depois de virar mãe, sinto que isso piorou.

Aos 30, quero  marcar posições firmes e definidas. Quero reclamar menos e fazer mais. Quero estudar e ler mais, quero aprofundamento. Quero definições, exatidões, certezas, posições marcadas. Quero de verdade. Sem meias vontades ou leviandades. Sem meio termo ou incertezas. Quero do fundo, bem marcado e registrado. Quero inteiro; o doce e o amargo. 

Só quero se for assim. E vamos em frente.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Das decepções maternas 2: Contação de história

Há algumas semanas atrás, estava eu e o Arthur de bobeira em casa quando resolvi procurar na internet programas para fazer com ele.

Era domingo e resolvi que ia levá-lo a uma contação de história no Sesc Pompeia - aliás, antes de contar tudo já vou dizendo logo que recomendo o programa a todos os pais e mães que tem crianças pequenas porque é de graça, num espaço muito legal e acontece todos os sábados e domingos às 11h.

Troquei ele, me arrumei e saímos. Consegui estacionar ali por perto e chegamos ao espaço das oficinas de leitura que estava cheio. Já tinha começado e tinha bastante criança. Achei o máximo. 3 animadores liam, cantavam e entretinham as crianças (e pais).

Mas quem disse que o Arthur queria ouvir a história? Quem disse que ele sentou por um segundo sequer? O negócio dele era subir, descer, correr, qualquer coisa, menos ficar parado. Terrível. E eu zanzando atrás dele para ele não fugir, não ir embora, não cair dos pufes que ele insistia em subir, não se machucar, não mexer nos sapatos e bolsas que ficavam ao redor. Foi uma experiência ímpar, que não pretendo repetir tão cedo. Só eu sei o quanto me arrependi e o quanto tinha vontade de pegar minha cria, minha bolsa e meus sapatos e sumir dali. E pensava: Deus, porque meu filho não fica quieto assim como as outras crianças? Mas juro que fiquei até o final da apresentação.

Meu menino ainda não tem disposição para ficar sentado e quieto. Ainda não dá para ir em teatrinhos, leituras e apresentações afins. E, pela primeira vez na vida, me pergunto: Onde foi que eu errei? Será que a culpa é minha? Será que devia ter estimulado ele a ficar mais sentado, calmo e quieto? Como faz?

Aguardo, esperançosa, pelos três anos. Quem sabe maiorizinho meu menino vai ter parada? Eu estou esperançosa e esperando por este dia para, então, fazer programinhas legais que gosto tanto e ele, ainda, nem liga.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Qual é a hora do desfralde?

Arthur se mostra cada vez mais interessado pelo vaso sanitário.Avisa sempre que fez cocô e também quando faz xixi.

Este final de semana mostrou vontade de tirar a fralda. Primeiro no sábado avisou do xixi e queria tirar a fralda e eu comecei a ficar alerta. Estou pensando em comprar um penico e a tentar o desfralde sem compromisso nestes dias de recesso. Tem aquela fralda nova que promete facilidade de vestir como roupinha e tirar como fraldinha - ideal para a hora do cocô, diga-se de passagem. São ideias que já pululam na minha cabeça. 

No domingo, ele queria sentar no vaso. Dizia xixi e fazia que ia sentar no vaso. Foi engraçado o jeito dele - mesmo porque o vaso é muito maior que ele e ele mesmo tentando sentar não ia conseguir. Uma situação engraçada.

Na segunda de manhã enquanto o pai fazia xixi ele gritava no quarto xixi xixi xixi. Já sabia só pelo som.

O banheiro lá em casa é área pública. Quando se tem criança e se passa a maior parte do tempo em casa com ela sozinha, isso é inevitável. Então, ele encara as necessidades na maior tranquilidade. Banheiro é zona livre - seja isso bom ou ruim. Arthur toma banho comigo e uma pessoa nua não é nenhuma novidade para ele.

Com isso posto seguiremos numa breve tentativa. Depois eu conto como foi.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Keep Calm and get balzaca

No maior dilema entre comemorar ou não. Onde e com quem.

Fazer 30 anos não é fácil não.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Sem título

Simplesmente não sei como titular o post hoje. Isso porque não sei como ttular a atitude do meu filho.

Arthur está causando na escola. Ele resolveu que não usa mais sapatos. Em casa ou em qualquer lugar. Acontece que na escola ele acaba criando uma reação em cadeia. Resolve que não vai usar os sapatos, tira, fica de meia zanzando e faz com que todas as outras crianças façam o mesmo.

Líder nato? Ativista da bagunça? Desordeiro? Incitador? Simplesmente não sei.

Há uma semana ele volta para casa sem meia já que anda pela escola com a sua que, além de suja, vez ou outra ainda acaba molhada. Falando assm até parece engraçado, mas já pensou isso no futuro?

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Da cama compartilhada

Meus pais sempre utilizaram-se do método da cama compartilhada. Eu sempre amei. Usava e abusava quando era criança. Mas hoje em dia resisto.

Não que eu não ache que seja bom. Mas porque eu não consigo dormir.

Quando o Arthur nasceu e veio para casa ele dormiu no carrinho dele ao lado da minha cama por uns 10 dias. Depois acabei me mudando com ele para a sala porque não queria atrapalhar o marido e seu sono, já que ele levanta diariamente às 4h.

Mas depois de um tempo, o Arthur começou a se mexer demais no sofá e comecei a dormir mal. Então me mudei para o quarto e fomos todos para a mesma cama. Mas mesmo assim tinha que ficar vigiando para que o marido não rolasse para cima do Arthur e eu além de amamentar passava a noite inteira meio que vigiando o Arthur e o marido. Até que cansei. Eu suporto fome, calor, sede, mas não me pede para não dormir. Então, aos 60 dias o Arthur foi para o berço depois da última mamada.

Esta foi minha primeira noite de sono depois que ele nasceu. Incrivelmente em seu próprio berço ele dormiu a noite inteira. Alguns dias depois, ele tomou aquela vacina chata (mas necessária) dos 2 meses, que dá reação. E ele ficou febril no começo da noite. A febre cedeu com um banho, mas mesmo assim coloquei ele na cama conosco para que eu pudesse monitorar a febre. No dia seguinte, voltou para o berço.

E passou a dormir lá. Eu ainda acordava durante a madrugada com qualquer gemido dele ou com ele chupando a própria mão, mas graças a babá eletrônica com vídeo podia verificar se estava tudo bem e se podia voltar a dormir ou ir até o quarto. Quando ele chorava, amamentava. Ele quase nunca chorou. E então mamava até dormir e seguia para o berço.

Em noites que ele acorda muito, costumo trazê-lo para a cama conosco. Mas há noites que isso é um caos. Arthur AMA seu próprio berço. Então, já teve noites em que colocava ele na minha cama de madrugada para não ter o trabalho de levantar e ir até seu quarto caso ele resmungasse, mas assim que ele era colocado lá gritava, esperneava e apontava para a porta do nosso quarto. Era só voltar com ele para o berço que tudo ficava bem.

Eu, honestamente, acho isso delicioso. Acho ótimo que ele ame o próprio berço principalmente porque ele se mexe demais. Rola de um lado para o outro, me empurra e me chuta quando divide a cama comigo e eu preciso dormir. Eu preciso de espaço. Eu não consigo dormir com ele.

Com o recente nascimento dos dentes molares, ele tem ficado super manhoso. Chegando, inclusive, a pedir colo no meio da madrugada. Como meu sono me vence sempre o levo para a cama comigo. E ele dorme placidamente e eu bem  mais ou menos. Mas seguimos. Sem ser contra a cama compartilhada, mas praticando sempre que necessário porque amar mesmo praticá-la é outra história. E não a minha.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

1 ano e 8 meses

Arthur completando 1 ano e 8 meses com febre
Meu menino completou 1 ano e 8 meses com um febrão danado por causa dos dentes que estão nascendo. São 4 ao mesmo tempo e 3 são molares. Quinta ele começou o dia febril e sexta e sábado, piorou. Ele passou o sábado inteiro no colo. A base de muito suco de laranja e leite. Rejeitou toda e qualquer comida, estava chorão e muito dengoso.

No último mês, ele passou a dizer tchau quando acenava. E passou a trocar as bolas de forma muito fofa. Quando queria alguma coisa dizia pedindo e quando entregava alguma coisa dizia (confundindo que quando ele nos pedia algo nós díziamos tó a ele e entregávamos o objeto e quando nós queríamos que ele nos entregássemos algo nós pedíamos dá).

Ele continua rebelde (e eu ainda não sei como tentar mudar isso), mas sempre que algo o contradiz, o irrita, o incomoda ele arremessa a chupeta e o que mais estiver em volta. Assim, rebelde. E depois chora copiosamente porque a chupeta ou o que quer que ele tenha atacado está longe. Caótico.

Também passou, no último mês, a avisar quando faz cocô. Logo depois de fazer, vem chamando mamãe e batendo na fralda. Quando não avisa, é só perguntar se ele fez que ele sabe nos dizer se fez ou não. Vez em quando também declara: totô, totô, totô.

Aprendeu a falar ai, que susto e achou. Então, tudo na vida ele acha. Até o que não estava procurando. Então além de achar as pessoas, quando ele está em algum lugar a aparece ele também acha os brinquedos. Pega alguma coisa e diz: achou. Então, achou é a segunda palavra que ele mais diz no dia. A primeira ainda é mamãe.

Os gatos também fazem au-au. E não há quem convença a criança de que gato faz mesmo é miau. Já os outros bichinhos vão bem.

Passou a cantar. Sim, no ritmo da galinha pintadinha já cantarola duas músicas: a do Pai Francisco ele cantarola o ritmo do começo e uma outra, que eu nem sei como chama, ele fica cantarolando no ritmo mamamamama, hey!, papapapa, hey!, popopopopó, hey!. É fofo até morrer. E seguimos em ritmo acelerado para os 2 anos. E eu já estou nos preparativos.

domingo, 18 de novembro de 2012

Indignada

Admito críticas desde que bem fundamentadas. Aceito críticas de gente que tem capacidade de criticar.

Agora, se você grita, xinga e bate nos seus filhos não tem aval e nem permissão nenhuma de criticar a forma que eu crio o meu filho pelo simples fato dele ter colocado uma uva sem lavar na boca.

E tenho dito!

Depois do desabafo, posso explicar.

Tenho uma cunhada que é louca. Tida como louca por n motivos, quer ver: a pessoa lava a mesma louça três vezes; a pessoa briga, bate e xinga os filhos o tempo todo; a pessoa nunca gostou de crianças, mas teve um filho simplesmente porque uma cunhada disse a ela que ela era tão ruim que não era capaz de gerar um filho; a pessoa não gosta de ninguém e simplesmente arranja intriga com todo mundo por todos ou qualquer motivo; a pessoa passa mais tempo cuidando da vida dos vizinhos do que da própria; e assim vai.

Pouco me importa quantas vezes ela lava a louça ou se prefere viver a vida dos vizinhos do que a sua própria, mas bater e xingar as crianças é uma coisa que me incomoda. E sempre incomodou. Ela é louca do tipo que dá soco na cabeça de uma criança e acha que está certo, que humilha os filhos o tempo todo só para estar por cima dele. Já cheguei, antes mesmo de ser mãe, a impedir que ela batesse no filho mais velho porque não tinha motivo e ela achava que ele tinha que comer rápido, sem dar ânsia, em vez de conversar comigo enquanto comia. O cúmulo.

Eu e o marido deixamos inclusive de frequentar a casa dela com assiduidade justamente porque não suportávamos o show de horror.

Pois bem. Sexta-feira estávamos lá na casa dela quando o Arthur resolveu que ia pegar uma uva que estava na fruteira e enfiou na boca. Como já tinha comido mesmo, deixei. Para que mesmo tirar a fruta dele e provocar um tsunami de lágrimas e caos?

Na mesma hora ela veio com um discurso todo armado: Cada um cria seus filhos como quer, mas meus filhos não comem nada que não esteja lavado. Na mesma hora me subiu um sangue quente e eu respondi sem sequer olhar na cara dela: Cada um cria os filhos do jeito que quer mesmo, por isso meu filho come tudo que quer mesmo que não seja lavado e é por isso que eu não bato e nem grito com ele. Ela ainda rebateu, defendendo seu ponto de vista e seu modo de criação: Mas filho tem que respeitar. E eu rebati para encerrar a conversa: Respeitar tem, mas não desta forma.

O que se seguiu foi um silêncio mordaz. As crianças continuaram brincando. O Arthur comendo uvas, ora lavadas ora não. E ela não ousou dizer mais nada. Nem eu. Mesmo porque eu já conheço a peça e sei que este bate-boca vai ser suficiente para ela falar mal de mim por duzentos anos para o marido, o pai, a mãe, os irmãos e quem mais passar na casa dela. 

Estou até agora indignada com o que se passou. E com a forma como ela veio armada para me criticar. Talvez ela não esperasse essa minha reação, mas agora viu que eu não sou nenhuma boba. Vou aguardar para ver como ela seguirá nos próximos meses com relação a mim porque sei que ela é do tipo que provavelmente não vai mais querer nunca mais olhar na minha cara. No fundo, sinto por ela que não tem amizade com cunhada nenhuma além de mim. Nem da parte dos irmãos, nem da parte do marido. Ela é tão briguenta, que já não tem amigos ou outros contatos. Sinto pelos filhos, principalmente pelo mais velho que é seu alvo favorito e é tão bonito e inteligente e é meu sobrinho preferido. Sinto, ao mesmo tempo, pelas crianças e por ela, que acredita que bater é forma de educar e que é por medo que os filhos devem respeitar os pais.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Amor de pet

Amor de cão, amor de criança.

Não sei quem gosta mais de quem: a Akira dele ou ele da Akira.

Akira é a cadela Golden Retriver da minha mãe. Já tem 10 anos e passou a minha gravidez inteira sem me olhar na cara. Sentia, como os animais e as crianças sentem, que perderia o reinado.

Arthur nasceu e deixamos que ela cheirasse ele. Aos poucos, ela foi não só se acostumando com ele como tomando conta dele. Passava muito tempo da minha licença-maternidade na casa da minha mãe e era só o Arthur resmungar na cadeirinha, carrinho ou cama que ela ia correndo ver se estava tudo bem com ele.

Ela, que já pariu, manteve seu instinto materno com ele. Era lindo e divertido de ver.

Quando voltei a trabalhar, Akira ganhou a companhia diária do Arthur e passou a sentir ciúmes. Mansa que é nunca nem imaginou atacá-lo, mas percebemos seu olhar de pidona querendo atenção que hoje é toda dele.

Hoje, ele joga os brinquedos para ela, a imita rosnando que é como ela pede para brincar e não a deixa em paz. Agarra, abraça, beija e não desgruda. Um verdadeiro caso de amor.

Ela, que nunca foi afeita a crianças, deixa até se injuriar e quando cansa passa a fugir dele. Às vezes, bruta que é como um animal deve ser, ela passa por ele e o leva junto, ao chão e ele, fofo que é, se levanta e nem liga. E ainda corre atrás dela para agarrar.

E ai dela se relutar em entregar a bola ou o brinquedo para ele, que é chororô na certa. E ai dele se bobear com algum brinquedo de borracha que faça barulho na frente dela, que vai ficar sem. Ela, inclusive, já "roubou" brinquedos dele, que divide com ela sem drama.

Tem amor mais lindo que esse?

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Das coisas mais difíceis

Amo doce. Sou viciada em chocolate. Mas evito para o Arthur. Tento dar a ele uma alimentação super saudável: sem refrigerantes, doces, açúcar, embutidos e frutas ou legumes que geralmente contém muito agrotóxico só passei a dar depois de 1 ano de vida já que não dá para evitar totalmente e para sempre.

Mas este é um dos fardos mais difíceis que carrego. Todo mundo é contra. Todo mundo me critica. Todo mundo quer oferecer doces - e, pior, agora que ele está maior dão.

Não vai pôr açúcar na mamadeira? Posso dar esse chocolate? Hoje ele comeu um danoninho ou não vai dar danoninho para ele? Olha aqui uma bala, Arthur. E assim vai...

Sou vista por todos como a xiita da alimentação. Pelo menos, é assim que me sinto. As pessoas me olham com cara de exagerada, de louca, de tudo, menos de normal.

O pediatra do Arthur me apoia, mas o resto do mundo parece estar contra. Enquanto o Arthur não comeu danoninho, o pai não sossegou. Depois que a avó soube que ele consome o infeliz, quer dar todos os dias - sendo que eu restrinjo a um por semana, de preferência no final de semana e depois de uma boa pratada no almoço. Outro dia a madrinha deu bala. Em toda festa, querem oferecer o tal brigadeiro - coisa que ele acabou comendo no mês passado depois de ser oferecido em 3 festas seguidas. Isso sem contar as bolachas recheadas, os bolos, isso e aquilo.

Por que é tão difícil respeitar a decisão de uma mãe? Por que é tão difícil as pessoas entenderem que açúcar faz mal e que uma alimentação balanceada e livre de açúcar (o máximo possível e principalmente na infância) é o melhor para o meu filho? Por que as pessoas não respeitam?

Só porque eu AMO doces e os como regulamente preciso dar ao meu filho? Eu não como na frente dele justamente para que ele não fique com vontade. Eu não incentivo este comportamento embora o cultive. Que pai/mãe que fuma incentiva o filho a fumar deliberadamente? Então, por que eu tenho que incentivar meu filho a comer doces?

Aproveitando o tema, este mês será lançado o filme Muito além do peso, que trata da obesidade infantil. Será que com o filme, vai ser mais fácil conscientizar as pessoas da minha posição? Vou gravar no celular e carregar comigo, quem sabe o argumento em vídeo fique mais contundente. Para quem quiser se convencer (ou já é conscientizado do problema), segue o trailer do documentário.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Feriado delícia

Como estava precisando de um feriado como este. Apesar de ainda estar para lá de revoltada com São Pedro, que manda frio, tempo fechado e chuva em todo santo final de semana e feriado nos últimos tempos, aproveitei bastante o feriado.

Preferia sol, piscina e parque com o pequeno, mas como São Pedro mandou tempo nublado aproveitei para lavar as roupas, colocar mais ou menos a casa em ordem e visitar as pessoas. Na sexta-feira fomos até visitar o papai na feira. E os primos de noite. No sábado, foi dia de visitar uma amiga. E no domingo, fomos ver os outros primos.

Arthur dormiu todas as tardes e eu fiquei com bastante tempo livre. Descansei tanto que domingo acordei cheia de vontade e às 10h da manhã o almoço já estava pronto, a cama feita e as roupas acumuladas durante a semana já estavam quase todas lavadas, secas e guardadas. No domingo aproveitei o sono a tarde do Arthur para passar a roupa acumulada e zerei as tarefas de casa.

Diz se não é de começar muito bem uma semana assim. E, melhor, semana que vem tem mais feriado!!! Mas agora torcerei por sol, calor e piscina.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Quarta é dia de mãe-polvo

Desde que virei mãe brinco que depois que a gente vira mãe, nos tornamos também um polvo. Tem que carregar criança, bebê conforto, bolsa, mala, manta e uma infinidade de coisas. Haja mão. Haja mãe. E ainda abrir e fechar a porta de casa, do elevador, do carro, da vida inteira. Pensa que é fácil?

Às quarta-feiras é meu rodízio. Em São Paulo placas com dois finais distintos não podem rodar nos horários de picos - das 7h às 10h e das 17h às 20h. Por isso, às quartas vou trabalhar de metrô e, por isso, levo o Arthur para a escola a pé. A escola fica "apenas" a duas quadras de casa, mas é um martírio. Hoje está um calor desértico em São Paulo, mas fazia umas 3 semanas que toda quarta-feira de manhã chovia. Só de manhã. Só na hora de levá-lo para a escola.

A tarefa que não é fácil - carregar criança, bolsa e mala - ainda ficava pior: tinha que carregar aberto o guarda-chuva. Juro, eu andava com o Arthur no colo segurando com o braço esquerdo, mesmo ombro que apoiava a minha bolsa que por si só já pesa muito. No ombro direito carregava a mochila dele que é de puxar - tipo carrinho - mas para piorar não tem alça, então apoio nas alças do carrinho que são duras e machucam o ombro - e como tinha que segurar o guarda-chuva aberto não tinha como ir puxando.

Imaginou a cena? Bolsa de mãe em um ombro, criança a tira colo, mochila doendo no outro ombro, guarda-chuva aberto na outra mão. E eu que peso 45Kg devia carregar mais uns 15kg de peso extra. Juro que ando na rua, nestes dias, me matando de rir. A cena é patética. E eu me divirto com a minha própria desgraça. Rio andando sozinha na rua que é para piorar a situação.

Numa dessas quarta-feiras de chuva uma moça cruzou comigo e disse: Tá pesado aí, hein? E eu só pude concordar: E como!

Hoje está um calorão. Então não tive que carregar o guarda-chuva, o que facilitou a vida. Para melhorar, meu menino foi andando até a escola. Muito adulto! São só duas quadras, mas são duas senhoras quadras. Além de grandes são como muitas outras em São Paulo: esburacadas, cheias de desníveis, pedras, etc e tal. Devemos ter levado uns 20 minutos, mas valeu a pena. 

Para fechar com chave de ouro, ele entrou correndo na escola e nem deu tchau! Foi lá brincar e aprender e deixou a mamãe olhando na porta com cara de boba sem saber se entrava ou se ia embora de vez. Fui embora.


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Pra dizer a verdade...

Ando cheia de trabalho. Atolada para dizer a verdade. E isso me consome. Tem consumido minhas energias para postar e até para comentar nos blogs alheio.

Ando escassa. Falta ideias. Quer dizer, ideia não falta. Mas falta vontade de colocá-las em prática e até de pensar em como viabilizar. Tá faltando energia. Aquela energia que vem de dentro, do fundo, impulsionando cheia de luz e calor.

E, em contrapartida, tá sobrando trabalho que exaure, saudades que apertam, faltas que reclamam. Mas vamos seguindo não como queria, mas como tenho conseguido até que um dia melhore. Ou eu me conforme.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

1 ano e sete meses

Enfrentamos ao longo do último mês a primeira crise brava por causa do nascimento dos molares. Primeiro, achei que era o molar que já estava nascendo, depois descobri que eram 2. Um que já estava grande e o outro, que começou a rasgar. Dois juntos é muito injusto com meu bebê.

Agora, o cachorro faz au-au-au-au-au-au ou, às vezes, apenas au-au. Chama titia e pelo popó, mas a única palavra nova que foi incorporada ao seu vocabulário no último mês não existe, mas tem significado. Quando ele pede tussi quer, na verdade, suco.

Tem se mostrado bastante independente para comer. Agora, nas refeições come com dois pratos - um com colher de plástico pequena só para ele e outro prato com colher normal para mim. No prato dele, pouca comida para evitar estragos em grandes proporções. No meu, o restante. Enquanto ele come sozinho com o prato e a colher dele, vou dando mais comida do meu prato com outra colher. Ele ainda precisa, às vezes, de ajuda para conseguir colocar a comida na colher, mas depois consegue se servir sozinho e manda a ver. Com os líquidos também. Pega as mamadeiras de tussi e fica andando pela casa e bebendo sozinho. As mamadeiras de leite ele só segura quando quer - ou seja, quando não está caindo de sono ou muito agitado - ou vez em quando que peço.

Tem ficado na escola sem chorar. O que para mim é um alívio uma vitória. Quase não bate mais mesmo. Aliás, entre as melhores coisas da escola foi isso. Porque apesar dele, agora, conviver quase diariamente com crianças, ele ainda continua amando nenéns. E agora sai dando tchau pra tudo e todos: cães, carros, pessoas, crianças. Às vezes é fofo, às vezes ele me mata de vergonha.

E, de repente, me deu um desespero de pensar que o aniversário dele está chegando. Que rapidinho ele vai fazer dois anos. Que meu menino está crescendo e nada pode parar isso. E agora, José?

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Uma dica pra quem quer passear

Depois que resolvi ter um smartphone me viciei nos apps. Vira e mexe descubro novidades, mas confesso que no universo materno ainda exploro muito pouco.

Mas aos poucos com o universo materno blogueiro vou descobrindo apps que me agradam e podem ser muito úteis.

Hoje, por exemplo e por dica do Mãe Geek, descobri um novo app que indica parques e praças pelo mundo. E o melhor de tudo é que além de aplicativo, o danado também é site (e assim todo mundo e não só quem tem smartphone pode aproveitar!).

O tal chama-se OUR TREASURE MAP. E claro que já entrei e cadastrei uma praça perto de casa que vamos de vez em quando. Mas achei poucas opções perto de casa. No entanto, o site reúne dicas bacanas e descobri que, por exemplo, no Parque Trianon tem tanque de areia e etc e tal. Como nunca fui lá fiquei super interessada em levar o Arthur.

Adoro passeios com ele e costumamos ir muito ao Parque da Água Branca, mas com tantas doencinhas e dias de tempo nublado confesso que faz muito tempo que não saímos de casa. Mas me animei.

Como o app é colaborativo você pode inserir locais, classificando a idade ideal para visitar o local, quais são os atrativos para as crianças, outros atrativos para quem for junto, além de detalhes importantes como banheiro, trocador e atrações na vizinhança.

O site é em inglês, mas é fácil de entender e de usar a ferramenta, que pode ser útil também em viagens, já que o app é para o mundo todo. Agora, fico só no aguardo da popularização da ferramenta para ter dicas de outros locais perto de casa.

Com as dicas já existentes, já fiquei cheia de vontade de traçar o objetivo de ir a um local por final de semana. Acho que vou encarar meu próprio desafio!

sábado, 20 de outubro de 2012

Na escola

Ainda estamos em fase de adaptação. Apesar dos quase dois meses na escola. Com o nascimento dos dentes no final do mês passado, Arthur ficou uma semana para ir para a escola. Já sabia que isso ia fazer nos dar uns passos para trás, mas ficar em casa foi necessário para ele.

E então, quando voltamos a escola, surpresa: professora nova! Pois é, a professora dele estava cuidando ao mesmo tempo da sala dele (Maternal) e da dos maiorzinhos (Infantil 1). E como acabou entrando um aluno a mais, a dona da escola providenciou outra professora. Coisa que eu apoiei e já achava necessário antes mesmo de mais um aluno no Maternal. No entanto, a sala dele é de crianças bem menores, e na minha opinião, deviam ter ficado com a professora antiga pela adaptação de muitos e não só do Arthur.

Na sala dele, por exemplo, tem um menino que chora muito para ficar lá. Ele só fica pela manhã, mas chorava várias vezes durante a manhã e isso eu vi muito na adaptação do Arthur. Era de cortar o coração. Como ele, existem outras crianças que se apegaram à professora Ivone, e nisto incluo o Arthur e outras crianças. Por isso, na minha humilde opinião, o mais correto seria ter deixado a antiga professora com estas crianças menores e deixado a nova professora com os maiores, que já ficam na escola numa boa.

Mas não, mudaram a professora do Maternal. E agora, quem disse que o Arthur quer ficar na escola? Voltamos à estaca zero. Agarra em mim, chora, não quer soltar. Mas seguimos firme no propósito.

Esta semana, para minha alegria, ele ficou na escola dois dias sem chorar. Na quinta, chegou na escola com cocô e então chamaram a Tia Su, do berçário, para trocá-lo. E lá foi ele, ser trocado por ela, sem chorar. E eu fui embora feliz da vida.

Já na sexta-feira, quem veio buscar o Arthur foi a tia Ivone. Ele foi com ela, me deu tchau e entrou para a escola. Fiquei tão feliz que não sabia se chorava de felicidade ou de tristeza. (Porque mãe é um poço de contradição, não é mesmo?) Mas, apesar de tudo, fiquei mesmo foi feliz. Achei fofo e fiquei confortada de saber que ele se sente à vontade de se despedir de mim e ficar na escola.

Por essas e por aquelas que seguimos insistindo na escola e na independência do pequeno.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O dia das crianças

Não é o primeiro dia das crianças do Arthur, mas foi como se fosse o primeiro para mim. O ano passado eu não comprei nada, não dei nada, não comemoramos nada. Foi como outro dia qualquer. Eu, que tinha voltado há pouco da licença-maternidade, ainda estava tentando me achar perdida na não-aceitação dele da mamadeira e aproveitando o feriado para ficar com ele ao máximo. Eram dias difíceis.

Este ano, o Movimento Infância Livre de Consumismo fez um movimento muito bacana no Facebook, estimulando mais brincadeiras que brinquedos. Eu apoio a campanha e acho muito bacana. Mas acabei comprando um presente para o Arthur. E como apoio a livre-consciência e a campanha sem radicalismo, unimos os dois-em-um. Vovó tinha comprado presente assim como a dinda, que ainda por cima promoveu um chá-da-tarde na sexta-feira para unirmos os brinquedos novos com brincadeiras.

E assim passamos o nosso Dia das Crianças: com um peão dado pela vovó, por baldinho e pázinhas comprados pela titia e todos juntos numa tarde gostosa com pãozinhos, cházinho, docinhos, e etc. O presente que eu comprei (uma galinha pintadinha) só chegou no dia seguinte. Mas não teve problemas porque ele gostou do mesmo jeito.

Abrindo o presente da mamãe
A foto dispensa legenda, não?
O feriado foi bacana. Sábado ainda fomos a uma festinha e domingo passamos o dia todo em casa. Até o papai deixou um recado na geladeira, felicitando o Arthur pelo dia e dizendo que vê-lo feliz já o deixa feliz.

Enfim, nosso dia das crianças teve brinquedo, teve brincadeira, teve família unida, teve criança feliz porque nada importa mais do que isso!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Da série: Ser mãe é...

... ter a roupa sempre manchada de comida. Seja em festas ou em casa.

A pergunta é: Será que isso um dia acaba?

Nos primeiro meses, isso acontece por causa das famosas gorfadas. Agora, com 1 ano e meio, sou frequentemente sujada pelas mãoszinhas de comida ou então por simples cusparadas de comida.

Coleciono clássicos desta minha máxima. A última, foi domingo. Em uma festa de criança, Arthur estava inéditamente sentado no meu colo e almoçando comigo. Inédito porque o menino não pára (não consigo não acentuar o pára, simplesmente me nego a aceitar essa alteração do novo acordo ortográfico, grata, a disléxica) e incrivelmente ele parou e comeu comigo. Estava tudo bem até que coloquei um pouco da comida que ele mesmo tinha me indicado que queria comer. Foi colocar na boca que ele me devolveu tudo - com a língua, óbvio. E, claro, direto no meu vestido creme. E olha, apesar de tudo, não estou reclamando porque ele poderia simplesmente ter "devolvido" na minha roupa um pedaço do nhoque, mas não o fez, deixando meu vestido ileso de uma mancha de molho de tomate durante toda a tarde que se seguiu.

Apesar desta ter sido mais recente, a inesquecível aconteceu no casamento de uma amiga, no ano passado. Ele ainda era um bebê de menos de seis meses. Mamava no peito. Assim que chegamos na festa, ele quis mamar. Ofereci o peito em um pufe no lounge chiquérrimo. Ele mamou até se satisfazer. Saiu do peito e não demorou nem 30 segundos para devolver praticamente meia mamada no vestido novo de cetim. Fiquei manchada o resto da festa. É brincadeira? Não, é ser mãe mesmo.

*Série descaradamente inspirada no famoso álbum de figurinha dos anos 80 que pregava frases fofas com amar é...

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Voltando ao normal

Tanto eu quanto ele.

Para mim foi fácil. Uma música que anima, um CD que toca no último volume no trajeto de casa-trabalho e trabalho-casa. Pronto. Ânimos renovados. Pique para finalizar as coisas do trabalho e até sorriso estampado. Pronto. Nada que uma música não possa colocar as coisas nos eixos.

Para o Arthur foi mais difícil. Sábado começou com vômito e passamos a madrugada no PS Infantil. Domingo ficou melhor, mas não comeu nada. Segunda ficou normal na escola, mas de tarde o vômito voltou. Na terça apareceu a febre, que começou de leve, mas depois ficou alta. Fomos ao pediatra e ao que tudo indicava eram dentes nascendo porque no restante, ele estava normal. Passamos a noite dormindo mal, medindo febre e medicando para baixar. Na quarta a febre alta continuava e mantivemos o monitoramento da febre. E ele, todos estes dias, sem comer direito. Para falar a verdade, sem comer nada salgado. Só aceitava suco e uma ou outra fruta. Na noite de quarta que fui realmente sentir os tais dentes. Um deles, na verdade, já estava nascendo há tempos. E era o molar superior esquerdo. Já tinha saído a parte da frente, mas começou a rasgar atrás fazendo este estrago. Mas eis que, não satisfeito, o molar superior direito resolveu nascer também. E já tem ponta na frente e atrás. Eis os motivos: dentes. E eu achei que ia passar ilesa desta fase já que até agora ele tinha passado bem pelo nascimento de alguns dentes.

Ontem a febre sumiu de vez e ele sinalizou querer comer. Ainda assim vomitou um pouco, mas devia ser porque estava cheio já que tinha acabdo de jantar e ainda assim eu ofereci a mamadeira, que ele tentou tomar com gosto. Ainda dormiu muito mal, mas estamos avançando bem.

Hoje, além de estar bem, fiquei aliviada. Que venha o final de semana cheio de atividades e, principalmente, saúde.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Baixa temporada

Ando me sentindo em baixa temporada. Sem pique para escrever aqui e sem entusiasmo para trabalhar. Ando com a cabeça nas nuvens e sem inspiração de verdade. Com vontade dos novos ares e dos novos planos, mas falta incentivo.

Precisando de pique novo.

Acho que um banho de mar ajudaria. Para mim e para o Arthur, que anda em uma maré terrível. Sábado baixamos no PS infantil em plena madrugada com vômito. Uma injeção de dramim e ele melhorou, mas eu não. Preocupação segue por uns dias até que o coração se acalme.

Esta semana, por sorte, temos pediatra e eu, com sorte, desenvolverei alguns planos. Veremos se a semana termina, ao menos, melhor. Com pique renovado e muitas ideias. Assim espero.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Há um ano de volta

Ontem, nem lembrei, mas fez um ano que voltei ao trabalho.

Ainda tenho com clareza em minha mente cenas daquele dia. De ter saído da casa da minha mãe, onde o Arthur ficou, chorando e de ter segurado o choro durante todo o caminho de ônibus, 3 linhas de metrô e a pé até o trabalho. Lembro que fui recebida com alegria pelos amigos do trabalho, mas que desabei em lágrimas assim que entrei porta adentro.

Lembro das várias vezes que liguei para casa para saber dele e saber se tinha aceitado a mamadeira, que ele não havia tomado. Lembro de ter saído correndo, antes do horário conforme combinado, para que pudesse amamentá-lo. Lembro dos peitos doloridos e empedrados de tanto leite. Lembro que ele ficou bem e, cheio de fome, aceitou a mamadeira da tarde, mas nenhuma outra o resto da semana. Lembro de como foi sofrido esse retorno.

Ontem, um ano depois, deixei ele na escola, chorando e nem pude ficar alguns minutinhos a mais porque tinha um compromisso importante de trabalho, era meu rodízio e não queria me atrasar.

Ontem fiquei apreensiva o dia todo como um ano antes, mas sem motivos aparente. À tarde resolvi ligar, como nunca faço, e descobri que ele estava bem, mas todo enpipocado. Fiquei mais apreensiva ainda, mas me contive até (quase) o final do expediente. Me mandei 10 minutos antes para a saga 3 linhas de metrô + ônibus de toda quarta-feira e uma hora depois cheguei em casa, com ele já melhor e jantando.

Ao que parece foi uma alergia, embora ele não tenha consumido nada de diferente. Talvez tenha colocado alguma sujeira na boca na escola, como é de costume. Mas seguimos bem.

Eu trabalhando e ele na escola. Um ano depois da licença-maternidade ele anda, fala (pouco), brinca, ri, morde e até bate. Viu como o tempo passa?

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

1 ano e meio (18 meses)

Como o tempo passa rápido. Um ano e meio. Será que com esta idade posso declaradamente começar os preparativos para o aniversário de dois anos?

Nas últimas semanas, ele tem se desenvolvido mais. No último mês, algumas novas palavras se incorporaram em seu vocabulário como o chachorro que faz aul (assim com L no final e monossilábico e a sem repetição comum das outras crianças e do nosso tatibitati de todos os dias) e o Tutu, que ele fala desbragadamente.

Com a escola, a tal coisa de bater diminuiu muito. Mesmo. Tem dia que ele passa sem bater. Mas também comecei a perceber que ele já entendeu o que é bater, então não bate mais só quando está descontrolado; bate querendo bater mesmo. Continuamos com a mesma tática, com ou sem lágrimas durante o castigo. Tá, mentira, é sempre com lágrimas mesmo, mas continuamos.

Pela primeira vez, no último mês, ficou doente. Teve febre, muita tosse, manha e falta de apetite. Mas por isso eu já esperava por causa da escola. Faltou uns dias e tudo bem.

E hoje, pela primeira vez, deixei ele sem chorar na escola. Chegou animado, mas depois que entrou me agarrou. Ficou claramente dividido entre brincar com os amigos e ficar comigo. Foi para o chão, mas me seguiu até o banheiro para eu assoar o nariz. Voltamos para a sala e, então, a professora veio com um pião. E este menino simplesmente ama um pião. Nem ligou mais para mim e eu saí. Certamente chorou quando notou minha falta, mas deve ter ficado bem como todos os dias. Para mim, já foi uma vitória - mesmo que uma vitória meio enganada, mas eu gostei.

Depois que entrou na escola, também entrou numas de que não pode ver ninguém dar tchau. É só dar tchau que ele gruda em quem quer que for. E não deixa ir embora. E não larga. E não sai do colo. Será que é normal?

Outra coisa que tem demonstrado independência claramente é em relação  às necessidades. Ao que parece, já percebe claramente que está fazendo xixi. Geralmente para e coloca a mão na fralda. Isso quando não imita com a boca os puns que acabou de soltar. Por enquanto, é engraçadinho, mas quero só ver onde vai parar. Chegou, há alguns dias atrás, até a se rebelar contra a fralda. Mas agora normalizou. Será que meu menino será rapidamente desfraldado?

Enfim, um ano e meio se passou e continuamos vendo o tempo passar ali, bem na nossa frente ora fazendo birra, ora fazendo graça.


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Gravidez: que ansiedade que dá

Quando fiquei grávida, muitas pessoas ao redor também estavam grávidas: amiga, prima, chefe, conhecidas, moradoras do mesmo prédio, etc. Enfim, muitas mesmo. Acho que no intervalo de 6 meses, umas 12 crianças nasceram de pessoas que, de alguma maneira, estavam ligadas à mim. Era uma leva. Sabe aqueles períodos em que a gente só vê grávida na rua? Foi assim.

E agora surge uma nova onda. Conheço umas 7 pessoas grávidas.

O primeiro da nova "safra" nasce na segunda-feira e estou morrendo de ansiedade para vê-lo. E, olha, apesar de ser sobrinho do meu marido, o bebê é filho de uma concunhada que eu nem tenho tanta amizade e nem tanto contato, mas estou ansiosa por ela.

Tenho a sensação (ou será que todas têm?) de que - depois que virei mãe e conheci/senti/soube como é - ver alguém passar pela mesma situação é como reviver a minha própria experiência através de outra pessoa. Hoje entendo porque ela, esta mesma concunhada, se aproximou tanto de mim quando fiquei grávida. Ela revivia sua própria experiência através de mim. Hoje, sou eu quem revivo minha gestação, minhas emoções e expectativas acerca do bebê e do parto através dela. E apesar disso tudo parecer muito louco e surreal, a verdade é que estou mega ansiosa. Chega até a dar saudades da barriga e daquele comecinho, que foi um tanto difícil.

Foto: Tatiana Barreto



Foto: Tatiana Barreto

Tenho vontade de ficar ainda mais próxima das grávidas só para lembrar como era e reviver, principalmente com as mães de primeira viagem, todas as ansiedades e descobertas deste período. 

Mas apesar dessa empolgação toda eu não estou querendo o segundinho não. Aliás, não tenho nenhuma coragem para encarar mais um. O Arthur, apesar de ser um bom menino, ainda me dá muito trabalho e me exige demais, acho que com mais um eu enlouqueceria. As mães de segunda ou terceira viagem costumam dizer que com mais de um tudo fica mais fácil, mas honestamente eu não consigo ter a mesma coragem que elas. Por isso, para mim, acompanhar as notícias e novidades da gravidez alheia e segurar um RN no colo já me satisfazem.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Um vídeo para chorar

E também dedicado aos meus amigos especiais.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Febre, tosse, olho com secreção e um menino dodói

Febre. Assim começamos a quinta-feira. Não estava alta, mas estava lá: 37,7ºC. Um choro sentido e de dor. Mamadeira e cama outra vez. Eu fiquei lá, deitada ao lado dele na minha cama esperando a febre baixar, o sono dele acalmar  e meu coração também.

Depois de muito resmungo e chororô pegou no sono e eu fui providenciar a vida: avisei na escola que ele não ia, avisei no trabalho que me atrasaria, liguei no pediatra para tentar marcar um encaixe, mas ele está de férias e então desisti de enfrentar um PS infantil pela segunda vez na semana, liguei para a avó dele e pedi: faz uma canja que ele está doente e assim que acordar vai para aí.

E ele dormiu e descansou por mais uma hora e meia. Acordou às 9h, pediu a popóóó, comeu uma banana, foi trocado e levado para a vovó.

Ficou lá com dengo e com manha, mas não chorou.

Então temos um menino dodói, com febre iô-iô que vai e volta, com tosse brava, muita manha e um olho com bastante secreção (que-graças-a-Deus-diminuiu-depois-da-compressa-de-água-boricada-amém). Hoje ainda estava febril, com a tosse danada e muita manha. O olho sarou e se a febre não ceder iremos ao PS Infantil. Já começou com um xarope e também faremos inalação, caso seja necessário. Esperamos que mais um final de semana e ele esteja pronto para correr e brincar na escola na segunda-feira.

Seguimos torcendo pela sua melhora. A primeira doença a gente nunca esquece.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Reunião da escola

Ontem foi a primeira reunião da escola do Arthur. Saí do trabalho nervosa de tão ansiosa que estava para este momento. O que esperar? O que dizer? Como se portar? Tudo era nebuloso para mim. E eu estava numa ansiedade tremenda.

Para piorar o nervosismo, saí do trabalho em cima da hora, peguei trânsito monstro onde nunca tem trânsito, fiz desvio por onde nunca tinha ido e consegui chegar - atrasada, mas cheguei.

A Ana, que é dona da escola, já estava lá falando, falando, falando sobre sei lá o quê porque eu e uma outra mãe chegamos atrasadas e ela nem deu satisfação do assunto. Fiquei ali vários minutos perdidas até sacar qual era o assunto: passeios escolares e ela narrando loucamente quais seriam os próximos, etc e tal. Mas, sério, o Arthur tem 1 e 5 meses, não fica queito, quem é a louca que acha que vou mandar meu filho em um passeio escolar? Numa sala em que as crianças têm até 2 anos e pouco, este era realmente o melhor assunto para uma reunião de pais? Achei meio broxante e sem graça, mas fazer o quê?

Gostei do relatório que eles me entregaram falando sobre posição, respiração, audição, fala e vários aspectos sobre o Arthur. Entre as observações estão que ele gosta de fazer atividades com tinta e cola. Adivinha se não fiquei louca de vontade de brincar de pintar de tinta com ele?

Além disso, me disseram que ele ama colo. Que é super coleiro. Oi? Meu filho? Onde? Quando? Claro que reparei que depois que ele entrou na escola ele tem mesmo me pedido mais colo, mas achei que era uma reação normal, afinal ele passa a manhã com pessoas que ele não conhece ainda. Mas me disseram que não, que esta é uma forma dele conseguir a atenção exclusivamente para ele e por isso pede tanto colo. E na escola, ele é coleiro. Em casa, enfatizei, o menino é terrível. Não para um minuto sequer e ficar no colo, muitas vezes, é uma tortura. Meu filho é livre e quer mais é brincar e ficar no chão. Pelo menos, em casa.

Me falaram também que ele já aprendeu a rotina da escola e depois que escova os dentes vai buscar sua mochila, arrasta até a sala, deita no colchão e se aninha para dormir, como as outras crianças. A professora elogiou que ele aprendeu muito rápido isso. E para mim é uma ótima surpresa porque em casa e na avó durante o dia ele ainda é ninado no colo. De noite, como é sempre comigo, a rotina já se estabeleceu bem: berço e eu do lado, esperando ele dormir. No máximo uns beijinhos, mamadeira e pronto.

Outro ponto muito elogiado do Arthur é a firmeza para andar. Isso a professora já tinha comentado comigo. E eu acho engraçado ela ter comentado isso porque para mim é muito normal/natural que ele ande bem. Mas na sala dele tem uma menina do mesmo mês, que não é tão segura e firme quanto ele. Como acompanhei muito de perto o desenvolver do andar dele, ainda comentei com a professora que ele só andou quando ele tinha certeza de que iria conseguir. Tanto que não me lembro do primeiro passo. Lembro dele avançar, a cada dia, na sua segurança, nos seus passinhos e no desenvolver do seu andar.

O Arthur foi adotado como o chaveirinho da professora, que é declaradamente apaixonada por ele. Tanto que ele, segundo ela, só almoça com ela e ontem como outra criança pediu para que ela desse o almoço, ela pediu ajuda de outra pessoa. Segundo ela, ele almoçou, mas ficava o tempo todo procurando por ela com os olhos.

Achei bacana ver pais na reunião. Tinha 2. Numa turma de poucas crianças, achei um número substancial. Houve uma pequena bateção-de-papo do tipo meu filho se comporta assim, seu filho se comporta assado e etc. Foi bacana e até queria ter ficado mais na sala de aula conversando com os outros pais, mas como o Arthur tem apresentado alguns comportamentos rebeldes em relação às trocas de fralda acabei saindo da sala para conversar com a babá, que o troca diariamente.

No fim, valeu como experiência, valeu pelo relatório, mas frustrou pelo conteúdo da reunião em si. Quem sabe na próxima eu não vá com tanta expectativa e ache a reunião melhor.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Ansiosa é a mãe!

O menino ainda nem completou 1 ano e meio e a mãe já pensa e faz planos para a festa de 2 anos - há meses.

Ainda estamos em setembro e a mãe já pensou no presente de natal que o Arthur vai dar. Não só pensou como pesquisou e fez cotações.

Mal raiou setembro e a mãe já pensa na mensagem e cartão de natal que vai fazer em nome do Arthur.

Agora, me diz: Ansiosa é a mãe, ou não?

terça-feira, 4 de setembro de 2012

TEASER: Escova, escova, escova os dentes

video

Em breve, mais uma produção da Mamãe Coruja Filmes.

sábado, 1 de setembro de 2012

A escola e os efeitos colaterais

Então que não passamos totalmente ilesos da tal adaptação escolar e nem mesmo desta novidade. Como era de se esperar ele está há dias com o nariz escorrendo. No final de semana passado tinha melhorado, no começo da semana estava bem, mas no meio da semana, voltou! Assim como a tosse seca. Ok, ele está convivendo com outras crianças e como o sistema imunológico não está formado, por estas eu já esperava.
 
O sono também desandou. Somada à novidade, eu estava de férias e ele estava com os horários mais folgados para dormir. Ia para a cama entre 21h e 21h30. Não passávamos tanto do horário, mas isso se refletia em toda uma rotina alterada. Férias. Eu me permiti. Mas a novidade bagunçou o sono mesmo dele. Passou a acordar várias vezes à noite, coisa que ele fez só quando voltei a trabalhar e depois quando desmamou. Ou seja, quando algo mudou radicalmente, ele bagunçou o sono. Então, como está na escola, sem ninguém conhecido, etc e tal, o sono virou uma bagunça. Arthur chega a acordar 4 vezes por noite e viva minhas olheiras que não param de crescer. Quando ele acorda uma ou duas vezes, eu me vanglorio. Confesso que já esperava esta alteração também, como já aconteceu outras vezes, era possível que acontece agora também. Um pouco de paciência e mais uns 15 dias e estará tudo normal. Assim espero.
 
Do efeito colateral que eu jamais esperava: ele, agora, só quer colo. Em casa, hoje, só queria colo. A avó me disse que de tarde, todos os dias, também está assim: colo, colo, colo. Difícil fazer as coisas em casa deste jeito. Vamos tentando contornar e alterar este novo comportamento. Dia 11 temos reunião escolar, e quero mencionar sobre isso. Percebi nos dias que fiquei na escola na fase de adaptação que a professora o carrega muito. E Arthur, desde que foi para o chão, prefere mil vezes o chão do que o colo. Mas agora ele só quer colo. Não sei o que fazer.
 
Entre as coisas muito boas está que ele diminuiu bastante de bater e que está comendo super bem. Tanto na escola quanto em casa. Em casa, aos finais de semana, estou procurando manter os horários da escola - salvo a hora de acordar. Arthur comeu lanche, almoçou e dormiu no mesmo horário que na escola. Assim mantenho uma mesma rotina em casa e na escola. E continuo torcendo pelo dia que ele vai ficar na escola sem chorar. Esta semana, na quinta-feira, quase conseguimos. Ele foi para o colo da professora, mas logo em seguida começou a chorar. Seguimos tentando, sem desistir.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

As férias acabaram e o Arthur vai à escola

Segunda-feira foi meu último dia de férias. Por isso, combinamos que ele iria mais tarde para a escola, mas ficaria até às 13h - seu horário normal. Meu medo (e o da professora) era de que ele não se alimentasse. Ele chorou, mas mesmo assim eu fui embora.

Coração apertado, mas com as últimas coisas a resolver, fui embora e pronto. Mas fiquei de prontidão para receber uma ligação e voltar à escola. Não ligaram e às 13h fui buscar. Ele tinha acabado de acordar de uma soneca pequena, apenas 30 minutos, mas tinha ficado bem.

Para alívio geral, comeu bem e ficou bem.

Na terça-feira, foi no horário normal, fez chantagem com beijinhos e abracinhos na mamãe, mas mesmo assim ficou na escola. Ficou chorando, mas fui embora com o coração na mão. Liguei depois da aula de espanhol, e ele estava calmo. A música continua sendo a forma mais usada para entreter o pitoco. Comeu bem o lanche e o almoço. A vovó e a madrinha foram buscar e ele estava dormindo. Foi só ouvir a voz da madrinha que acordou imediatamente.

Hoje ficou aos prantos e gritos, mas saí enquanto a professora o distraía. Cheguei no trabalho e telefonei e estava tudo bem. Como é dificil. Acho que os primeiros dias vão ser muito difícieis mesmo. Eu estava em férias, ele ficava comigo muito tempo e ele está em um lugar totalmente estranho. Enfim, paciência e perserverança. Se até dezembro continuar chorando todo santo dia, talvez seja o caso de reavaliar. Veremos. Mas continuamos na saga escolar.

domingo, 26 de agosto de 2012

1 ano e 5 meses

Com a saga da adaptação escolar, acabei nem escrevendo sobre o mêsversário do Arthur, que foi na sexta-feira. Pois bem, Arthur completou 1 ano e 5 meses e continua tão sapeca quanto antes.
 
Este mês, ele resolveu soltar a língua e já começa a tentar dizer o que dizemos, mas nem sempre consegue. Às vezes, o som soa parecido, às vezes, saem apenas um grunhido com mais ou menos a mesma intonação ou, ainda, com a mesma quantidade de sílabas. Está fofo e engraçado isso.
 
Com a língua solta começou a chamar vovó e vovô, titia e, finalmente, papai, que sai como papá. E é só falar que algum objeto não pode mexer porque é do papai que ele sai repetindo, infinitamente, papá, papá, papá e enche a boca pra falar - a coisa mais linda. Também fala ovo e uva e, nesta semana, começou a falar um mamã que mais parecia mamão. Aí repetia para ele: mamã ou mamão e ele soltava ora mamã ora mamão, conforme sua própria escolha. Fofo! (Tá, tá, corujices, entendi!)
 
Quer escalar tudo e continua um rebelde quando leva nãos. Bate, briga, chora, se joga, esperneia. Sério. Ou melhor, de tirar. Mas vamos indo. Como anda batendo MUITO, mesmo. Resolvemos mudar a tática. Falar calmamente que não pode bater, se repetir em seguida vai para o chão, sentado, de castigo, até ficar calmo. Acalmou, avisa o motivo do castigo (porque bateu na mamãe, porque bateu na vovó, etc), abraça e repete que não pode bater. Já melhorou, mas continuamos na luta.
 
Com o indicador dentro da boca, mostra como se escovam os dentes. Com a língua de fora e arfando, mostra como se faz o cachorro. Responde xixi em tom tímido quando perguntamos o que o pipi do Arthur faz. E, agora, caminhamos a passos largos para um ano e meio. Um ano e meio, gente. Isso é de assustar! Mas bora lá para mais um mês de fofuras, birras, manhas e aprendizados.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Adaptação: 4º dia e acabou a semana

Hoje o dia foi infinitamente melhor. Por causa de uma noite super mal dormida por causa da sinusite que me pegou de jeito desde quarta-feira, acabamos nos atrasando (demorei a levantar e fiz tudo em slow motion). Chegamos na escola às 8h30 - a hora do lanche, mas Arthur tinha tomado quase toda a mamadeira e estava sem fome. Ou seja, não comeu o lanche. Mas não chorou a ser deixado com a turma. Demorou mais de quinze minutos para chorar e demorou para parar. A solução encontrada foi ligar o rádio e colocar a música para tocar. E então, como num passe de mágica, ele parou de chorar e se entregou ao ritmo. Professora foi ótima, afinal em 3 dias percebeu que meu toquinho AMA música e encontrou uma boa escapatória para o chororô.

Hoje, como já disse, foi muito melhor. Depois de colocarem música, as responsáveis da escola passaram por mim e comentaram achando graça que o Arthur gostava muito de música. Como estava no celular resolvendo coisa do trabalho, só pude sorrir e fazer um comentário breve. Depois, veio a professoora dizendo: - Seu filho tem um vício: música. E veio me explicar a situação. E fiquei lá. De castigo na sala da diretora, me sentindo uma criança levada.

Hoje tive mais parecer das situações. Algo como: olha, está tudo bem, ele está assim ou assado. Coisa que não fizeram ontem e me deixou lá, praticamente à toa sentada e esperando. Hoje, soube de tudo e fiquei bem mais tranquila e satisfeita.

Ainda ouvi choros dele, mas não fui chamada e nem trouxeram ele. Depois, a professora veio me avisar que ele seria trocado, então se ouvisse choros, o motivo já estava explicado. Mas não ouvi os choros e quase na hora de ir embora fui ao banheiro e encontrei a professora com ele no colo, deitado em seu ombro me trazendo ele de volta, antes que ele dormisse. Fui ao banheiro enquanto ela me esperou com ele e me disse que ele foi muito bem hoje. Melhor do que nos outros dias. Está se enturmando melhor, ficou mais tempo no tanque de areia com as outras crianças e depois foi para o parque. Me contou que não comeu o lanche, mas como tinha mamado tarde foi compreensível.
 
Perguntei dos choros que ouvi e ela me informou que os choros foram por motivos normais: disputa de brinquedo, bronca e nãos. Enfim, motivos que crianças choram. E fiquei tranquila.
 
Na segunda-feira, vai ser quase vida normal. Vou levá-lo mais tarde, mas ele vai ficar até a hora do almoço normalmente e eu vou para casa. Vou alugar uns filmes, mesmo que isso signifique deixar os filmes e sair correndo para a escola para socorrê-lo. Agora, é torcer para dar tudo certo, já que na terça-feira, eu volto a trabalhar.
 
Mas a missão foi cumprida: Arthur na escola!



Adaptação: 3º dia

Foi o dia mais difícil para mim. Como não chorou no segundo dia, achei que fosse ser um dia tranquilo. No entanto, ele chorou e eu, com dor no coração, não fui até ele. Esperei atenta aos seu choro que vinha dos fundos da escola. Mas não trouxeram ele para mim. Andaram com ele pela escola até que ele se distraiu e parou de chorar.

E eu fiquei pensando que eu vou voltar a trabalhar e ele vai chorar e talvez nem fique sabendo. E pensei mais que nem sempre que ele me quiser por perto eu estarei por n motivos. E chorei inconsolada por pensar quantas lágrimas ele vai derramar e eu não vou enxugar e quantas outras vai derramar e eu sequer vou saber. E isso me doeu lá no fundo. Apesar de saber que assim é a vida.

Além do que ontem me senti um tanto abandonada pela escola - ja que ninguém veio dar satisfação do choro dele e de não o trazarem com as lágrimas. Enfim, adaptação é isso: para filho e (muito mais) para mãe.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Adaptação - O 2º dia

Hoje não teve choradeira (ainda bem). Se integrou super bem. E usamos a tática de ficar mais distante. Ficamos apenas 15 minutos a mais, mas ele até foi trocado como as outras crianças. Amanhã fica ainda mais e na sexta-feira vou sair da escola e voltar depois. Hoje, em alguns momentos, ainda me teve no campo de visão, mas nem sempre.

Hoje deu um tempo livre, mas não levei o livro. Então fiquei no Face do celular. Lei de Murphy. Para amanhã, vou providenciar uma revista, que é mais fácil de ler e dá para parar caso seja necessário.

Fiquei mesmo me sentindo uma ET sentada na parte da frente da escola. Todos os pais e mães me olhavam com cara de quem estava vendo um alienígena. Fiquei com vontade de pendurar uma placa no pescoço dizendo: EM ADAPTAÇÃO.

Em resumo, hoje o dia me deixou bem mais feliz. Amanhã providenciaremos mochila e outros acessórios. É, meu menino está crescendo e eu fiquei achando a coisa mais linda do planeta ele interagindo com as crianças e brincando todo feliz.

A professora também achou que hoje tudo foi bem melhor. Que ele responde conforme o esperado. E que o equilíbrio dele é excelente para a idade. Segundo ela, tem crianças que ficam muito mais grudada com a mãe do que ele. Será meu filho um ser independente por natureza? Espero que sim.

Amanhã tem mais!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Adaptação - O 1º dia

Ser mãe é pagar a língua. E eu já paguei a minha assim, em tão poucos dias. Na sexta-feira disse aqui que achava que o Arthur não ia chorar no primeiro dia de adaptação. Não só chorou como não desgrudou.

Levantei no horário habitual, tomei banho e sequei o cabelo, tomei café, preparei a mamadeira e quando ia começar a preparar a bolsa do Arthur ele despertou. Tomou toda a mamadeira, arrumei a bolsa e o troquei, como sempre.

E então saímos, a pé, para a escola que fica a duas quadras. Chegamos lá, ele foi com a professora, entrou na sala com os "nenéns" e ficou. Eu saí da sala e esperei. Do lado de fora, feito uma barata tonta, procurava um canto onde encostar para ler - juro! eu levei um livro! -, mas como não tinha nenhum banco resolvi registrar o momento. Não deu tempo nem de publicar a foto porque Arthur começou a se esgoelar na sala. Olhei pela janela só para me certificar - como se não soubesse - de que era ele mesmo quem chorava. Foi só me ver que estendeu os bracinhos em minha direção. Contornei a sala e entrei enquanto ele ainda chorava se debulhava em lágrimas. Entrei na sala, me agachei ao seu lado e ele se jogou em meus braços. Abracei, enxuguei as lágrimas e ele até sorriu e voltou a se juntar às crianças, que iam para a outra sala. Mas não quis, andou até outra sala e a professora me aconselhou deixá-lo olhar tudo que queria e ir onde quisesse.

Então, ele resolveu que queria mesmo ficar andando na parte da frente da escola até que uma das professoras o levou para o tanque de areia colorida, que fica nos fundos. Ele ficou lá brincando e eu fui aconselhada a ficar com ele, enquanto ela iria para a turma dela. Em pouco tempo, a turma dele viria para a parte de trás para o lanche. Ele até se juntou à turma, mas não comeu. Vários pontos: o lanche oferecido era suco e bolo e como não está habituado a comer bolo, ficou só com o suco mesmo. Ainda mais, às 8h30 não é o horário em que ele está acostumado comer. Além de não comer, causou horrores: não parou, rasgou o guardanapo do amiguinho - o que causou reação em cadeia - e ainda começou a distribuir tapa em uma amiguinha que estava ao lado dele. Não, não vai ser fácil e eu já estou com dó da professora.

Depois, todos foram para o parque - onde há escorrega e aqueles brinquedos plásticos todos. Ele acompanhou a turma com alegria, afinal adora um parque, mas eu tentei ficar de longe. Mas ele foi e logo estava por perto me chamando. Como ficou parado no portão, resolvi entrar na área de gramado sintético. Ajudei-o a brincar, interagir e quando ele veio ao meu encontro ele foi abraçado e beijado. Interagiu e eu também, com as outras crianças.

O combinado para este primeiro dia era ficarmos lá até às 9h30 e sair, mesmo ele querendo ficar mais. E foi o que fizemos. Ele veio para meu colo, deu tchau e mandou beijos para os amiguinhos - deu até um beijo de tchau na professora, coisa muito rara de fazer - e saímos. Para amanhã, combinamos que eu ficarei mais distante para que ele seja observado. Ficarei por perto, mas não ao lado. Amanhã conto como foi!

sábado, 18 de agosto de 2012

Na busca da escola perfeita

Não sei se existe. Não acho que encontrei. Mas busquei o quanto pude e segunda-feira farei a matrícula do Arthur.

Não vou fazer a matrícula na escola que fez meu coração bater forte por questão de ordem prática - ela fica meio distante e em dia de rodízio ia depender mais dos outros para tarefas que deviam ser só minha e, por isso, desisti. Optei pela outra escola que gostei (embora não fizesse meu coração bater forte) e que fica a 2 quadras de casa e que, nos dias de rodízio, vai me permitir levar o Arthur a pé para a escola.

E então, na semana que vem, começaremos a adaptação. Tenho quase certeza de que vai ser infinitamente mais difícil para mim do que para ele. E que, concordo com a dona da escola, ele só vai se adaptar mesmo - e entender tudo - muitos e muitos dias depois. Não acho que ele vai chorar (mas posso pagar minha língua quanto a isso fortemente) nos primeiros dias, mas tenho certeza que na segunda-feira que vem vai ser terrível. Depois do final de semana com mamãe-e-papai ele vai voltar para a escola logo cedo e eu vou aproveitar meu último dia de férias.

Por enquanto, ele vai para o meio-período. Para não sofrer tanto. Fica a parte de manhã, a vovó busca depois do almoço e de noite vou buscá-lo. Vou permanecer neste esquema, espero, até o final do ano. Talvez ano que vem partiremos para o integral, mas tudo depende.

Com essa mudança e com o convívio com crianças, já estou me preparando para a primeira doença do Arthur. Porque em 1 ano e 4 meses, ele ainda não teve uma febre. Nunca ficou doente e segue com apenas uma crise de tosse em seu histórico. Mas já estou me preparando. Para isso e para outras coisas também. Vamos fundo que o dever de encontrar uma escola para ele nas minhas férias foi cumprido.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Instagram: Top Arthur

Das 42 fotos postadas, 12 são do Arthur.


Das fotos tops. 3 de 5 são do Arthur. É o Tutu no top Instagram.


terça-feira, 7 de agosto de 2012

Férias: na contagem regressiva

Estou ausente. Mas não prometo voltar tão logo. Estou cheia de trabalho. E com as férias chegando, piorou. O trabalho dobra para deixar tudo em ordem, adiantar outras coisas e ainda planejar as férias. 

Não vai ter viagens, mas quero resolver algumas pendências: comprar umas roupas que estou precisando, ir a algumas exposições, comprar um sofá novo que estou precisando e querendo, ir a algumas consultas médicas de rotina, escolher uma escola para o Arthur, me livrar do meu antigo computador de uma vez por todas (isso unclui fazer back ups, apagar tudo e despachar a máquina e a mesa para o enteado) e descansar, quem sabe. Enfim, férias para fazer tudo aquilo que estou com vontade, mas não tenho tempo por causa do trabalho.

Se der, mando notícias. Acho que vai ser raro e difícil, mas passa lá no face que do Iphone consigo atualizar mais, postar fotos, comentar e interagir. Textos longos com a casa para cuidar, as coisas para fazer e a cria para olhar acho que vai ser difícil. Mas prometo tentar. Afinal, quero tirar 2 dias para mim com o Arthur na vovó ou na escola (se assim conseguir me decidir) para ver uns filmes e ter a paz que eu mereço por algumas horas seguidas.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

I'm back ou A boa mãe à casa torna

Estou de volta. Ao blog e à minha casa. Como disse aqui, tinha uma viagem a trabalho agendada e programada. O dilema imposto era levar ou não o Arthur.

Fui e não o levei. As passagens estavam muito caras e seria rápido. Da última vez, tirá-lo da rotina o abalou demais e sem ter quem se dispusesse a acompanhar, ficou ainda pior. Então, deixei ele em casa com o marido com o combinado de divisão dos cuidados dele entre a avó e a madrinha, arrumei minha mala, as coisas dele e saí.

Me despedi e chorei.
Cheguei ao aeroporto e chorei.
Decolei e chorei.

Cheguei em Fortaleza e descobri que o trato inicial havia se desfeito. Ao invés de ficar na casa da madrinha durante àquela noite, Arthur estava na casa da avó. Mas tudo bem. Sem dramas. Dias longe e de mão atadas, o jeito seria curtir. 

A pessoa louca achou que daria para ler freneticamente e carregou com si DOIS livros para a temporada de DOIS dias no Ceará. Mas na ida - quando pretendia ler o primeiro livro inteiro, já que era fino - dormi mesmo com o horário cedo do vôo (às 18h30). Jantamos e com o adiantado da hora fui dormir. Dormi mal mesmo sem criança resmungando durante à noite. Acordei várias vezes e ainda perdi o sono lá pelas 5h30 da manhã. Levantei antes das 7, tomei um banho frio (porque o chuveiro do local não tinha aquecimento para meu terror e agredeci mil vezes de não ter levado o Arthur com este fato que me complicaria a vida) e comecei a trabalhar. O dia se estendeu até às 20h - em 12 horas de trabalho e não sei quantas mais acordada liguei várias vezes durante o dia para saber do Arthur - coisa que nunca faço quando trabalho em SP. 

Sem pique para ir para a confraternização de noite fui incitada a entrar na van e fui para a confraternização mesmo cansada. Fiquei pouco tempo e voltei junto com a amiga de trabalho, que estava com a filha de 4 anos que já pedia a chupeta. Voltei ao local da hospedagem, assisti ao final da novela e fui dormir. Não li, não aproveitei minha independência filhística e maridística, não nada. Trabalhei e pensei exaustivamente no meu filho - coisa que não costumo fazer quando estou em SP. Penso, mas não me preocupo com tanta ênfase e, então, trabalho normalmente. No entanto, longe e sem vê-lo a preocupação com ele estava acentuada e à flor da pele.

Terça-feira, por ser o último dia de estadia, foi mais tranquilo. Liguei mais tarde do que no primeiro dia e depois só de noite, à caminho do aeroporto. Consegui trabalhar mais despreocupada e fui até tomar uma cerveja na praia sem pensar em nada antes de embarcar - já começando a aproveitar minha liberdade de sem filho. Apesar do vôo ter sido tarde (21h45) não consegui dormir e nem aproveitei para ler. Fiquei mesmo assistindo ao filme que estava passando, que por sinal foi ótimo e deu até aquela saudade de quando não tinha filho e consegui ver um filme em paz. inteiro

Cheguei em casa às 2h da manhã, deitei, dormi e só acordei hoje com o despertador. Como tinha que trabalhar no horário normal resolvi não passar para ver o Arthur cedo. Ia ser um escândalo sem fim me despedir e estou vendo se consigo sair mais cedo só para matar as saudades do pequeno.

Fui, sofri, trabalhei, aproveitei e voltei. No final das contas, sobrevivemos. Estou de volta à SP e ao blog, que ficou parado uns dias devido às turbulências da vida real, que me tiraram as forças, a vontade e o tempo de blogar. (Explico: Há 25 dias uma amiga de trabalho passava por uma situação muito difícil com o marido na UTI devido a um aneurisma cerebral rompido. Dia 26, dia dos avós e que eu queria escrever um post bacana, ele piorou muito e ela pediu que fôssemos ficar com ela no hospital, já que ela estava lá sozinha. E então, dia 28, ele faleceu. E mais uma vez fiquei corrida e perdi a vontade de escrever antes da viagem. E entre melhoras e pioras, notícias boas e ruins, nestes dias todos de internação fiquei meio apática para escrever. Mas apesar dos pesares, a vida segue. E eu, estou de volta!)